sexta-feira, 7 de novembro de 2025
Sorriso Franco
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
Coração Pulsante
Um coração tristonho, cantante, pulsava nele o ardor da juventude. Soavam dele notas musicais ternas e envolventes. Dele, saíam sons róseos, felizes, harmoniosamente colocados numa pauta de vida.
Traçava planos para o futuro, minuciosamente esculpidos.
Combatente em forma de notas musicais crescentes em harmonia. Entendida e cheia de sabedoria era seu coração frutífero.
Vibrava, em uníssono, nem acorde perfeito e eloquente.
Destoava-se por pouco tempo, logo retornava o seu ritmo, enfileirava-se na pauta do dia a dia, serenamente.
Coração perfeito, donde quer chegar assim tão tranquilo e pulsante?
Bate, coração! Retome sua melodia de outrora.
Cante, coração! Traz para si as notas destoantes das ciladas armadas e incandescentes.
Encaixe-as, harmoniosamente, como só você sabe fazer, dizia ela ao amigo.
Se do Alto lhes vêm a Força, quem poderá os abater?
quarta-feira, 5 de novembro de 2025
Valor Nutritivo
Gosta muito de viver.
terça-feira, 4 de novembro de 2025
Amor é Poema
domingo, 2 de novembro de 2025
Da Infância à Maturidade
Desde menina, adorava chegarem às férias ou datas mais longas comemorativas para saírem de viagem ao interior do Espírito Santo com seu pai amado.
Gostava de atravessar a pé, porteiras de madeira que eram postas também para animais como bois, vacas ou bezerros não passarem.
Na entrada do sítio, um córrego limpinho ia com ela em paralelo, atiçando o gosto que já tinha pela água de um modo em geral, sendo ainda pequenina.
Ao adentrar na varanda, seus sonhos iam sendo aguçados cada vez mais.
O que se sucederia desta vez? Teria o doce de tomate que ela e outros meninos da fazenda iriam colher nos pés em tom de brincadeira? A senhora, dona da casa, faria os biscoitos no fogão à lenha, a manteiga batida na garrafa até se condensar o leite será que teria?
Brincariam os infantes na varanda grande de pega varetas e outras diversões não informatizadas?
Ficaria contemplando curiosa e caladinha as moças ralando coco e abóbora no riacho para fazerem doces saborosos caseiros?
E a missa dominical? Que lindo era pôr seus vestidinhos da cidade de tecido brocado para, com toda devoção e de véu branco na linda cabeleira cacheada, ir rezar! Ia toda prosa e dengosa receber sua Eucaristia com apenas oito aninhos e muita fé já tinha.
Era pequeno o povoado, cercado de morros esverdeados, como num aro de aconchego, num círculo de ternura que alimentou sua alma até o adormecer dos seus dias.
Até hoje, quando vai à roça, se extasia e fica sentada na grama olhando jardins, pássaros, gados, ar puro respirando, no alcance do seu olhar abraça um cenário inspirador.
Cinderela Noite e Dia
Uma mulher lutava por causas perdidas, desconhecia a palavra recompensa em seus atos. Caminhava entre dúvidas internas ou externas, Sorria e chorava, contraproducente nas alegrias e tristezas. Cancelava sonhos em prol dos mais amados. Acreditava e esperava além das aparências.
Era forte e fraca, dependendo das circunstâncias. Caía em poços, afundava-se na lama. Emergia pela Bondade Divina!
Perdia-se em palavras, nem todas inúteis. Era frágil, falante, fugaz. Distribuía, com amor, emoções. Pena que se perdiam, na maioria das vezes, pelos demais. Dava tudo de si, distribuía sorrisos, sentimentos. Nunca se sentia desmoronada totalmente. Tinha Deus a lhe embalar e a lhe soerguer, lhe integrando como se fosse única, inteira, uma muralha intransponível para mentiras, para desamor, para o não querer.
Perdoava porque amava, Deus a fez assim por sua herança paterna. Tentava se recuperar do que não parecia recuperável. Entendia porque amava mesmo sabendo que ninguém se preocupa em compreender, o que se assemelha a um mistério sem fim. Agradecia, fazia-se mister!
Emprestava, doava, ia além das medidas padronizadas, até mesmo ao amor do mundo, que é tão finito. Chorava por amor, por ser amada, por não ser. Esperava um recomeço pois todos, se não vamos por amor, vamos pela dor um dia ou outro.
Apesar de: dissabores, desilusões, traições, decepções, conquistava e era conquistada. Vivia, ardentemente, como mulher, vivia intensamente todas fases como a lua. Nunca esquecia o quê e a quem amava.
Sua missão é cicatrizar feridas enquanto as suas iam sangrando dentro do seu peito. Ninguém se empenhava em vê-las. Era bálsamo por palavras, ao menos.
Tinha muito de princesa, dizem que era especial, mas, para ela, era apenas mulher/menina, era flor e orvalho. Chorava calada, sorria outro tanto num misto dentro e fora de dela. Tropeçava, caía, voltava, andava.
Não era mulher maravilha, mas Cinderela noite e dia.
sábado, 1 de novembro de 2025
Apreciadora Campestre
Tinha um sonho bonito que guardava desde a juventude no refúgio secreto do seu coração.
Era uma mulher batalhadora e trabalhou muito até o tempo em que podia realizar seu desejo onírico.
Como admiradora do campo, escolheu com calma um belo ranchinho onde o casal de velhinhos havia ido morar com filhos na capital e resolveu se desfazer daquela pérola campal.
Quando foi conhecer o aconchegante vilarejo, já se apaixonou pela calma do lugar.
O cenário era admirável. Arrancou suspiros em seu coração enamorado pelas coisas do interior.
Sabia que teria poucos vizinhos, não teria problema. Ao menos com três poderia partilhar seus bolinhos de milho, um café quentinho feito no fogão à lenha atrás do casebre que iria reformando aos poucos, sem pressa e de acordo com suas possibilidades financeiras.
Ao redor, tinha uma árvore muito alta que a fazia lembrar das cerejeiras de Itapecerica da Serra, onde passara dias de imensa alegria e revestida de muito Amor do amado do seu coração.
Em suas raízes quase expostas, havia um canteiro de rosas, entremeadas com onze horas e margaridas das pequeninas e brancas. Miosótis davam um toque especial.
A vida estava se transformando em cor-de-rosa. Num rosado tênue, de beleza extraordinária. Um doce encanto para seu olhar contemplativo.
Quando à tarde, sentada na rede, admirava a natureza, via tudo com muita ternura e gratidão. Realmente, valera a pena ter esperado tanto para realizar seus ideais da juventude. Estava vivendo um momento feliz da sua vida até o final dos seus dias, sozinha e Deus.
Coração Rosado
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