Um serzinho indefeso nascia no interior de uma cidade pequenina, a chamaram com nome de flor.
Mãos poderosas a acolheram cá na Terra. Foi graças a estas Mãos que ela viveu, cresceu e ficou bem madura.
Entretanto, como uma cordeirinha, filho de um cordeiro, tão passivo e bondoso, que ela sobreviveu.
Ele a acompanhou nas vitórias, dizia-lhe emocionado: - Muito obrigada, minha filha.
Pedia-lhe cheirinhos, e lhe dava outro em retorno.
Dava um pequeno cascudinho na cabeça para ver se o coco estava maduro. Era alegre, seu bom humor fê-lo vencer grandes desafios.
Era tão, mas tão bom, que tinha o apelido de 'banana' (homem molenga, palerma) pelos seus familiares, uns em tom de brincadeira, outros não...
O cordeiro foi envelhecendo, os papéis foram se invertendo, de cuidador precisou ser cuidado. Ambos eram pacíficos, concomitantemente.
Ele só fez o bem a muitos e, no final da vida, sua cordeirinha estava a seu lado, foi ela que lhe deu cheirinho e lhe agradeceu por tudo:
-Vai com Deus, meu pai! Obrigada por TUDO.
Seus cheirinhos, como se fossem lambidinhas, ficaram inesquecíveis e ela sente muita saudade dos seus carinhos desde sempre.

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