sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Natal dos Gnomos


(foto pessoal Anchieta ES)



Numa floresta mágica encantada,  vivia uma família de gnomos muito felizes.

Sempre aguardavam a época Natalina.
Usavam seus trajes bem coloridos, alegres, em tons diferenciados uns dos outros. Fazia, por lá,  muito frio e se protegiam com um chapéu em forma de cone de feltro bem quentinho cobrindo suas orelhas grandes.
Treinavam uma espécie de coral com músicas inusitadas bem animadas.
Preparavam a Grande Noite de forma especial, com direito à  lareira e à fogueira pois a Grande Noite era muito fria.
Eles eram muito fraternos, cuidavam da casinha na floresta com muito esmero e ânimo. 
Os jardins por onde passavam eram bem cuidados num trabalho comunitário onde todos os gnomos tinham sua função peculiar, embora se ajudassem se um tivesse um contratempo eventual. 
Não só flores multicolores ilustravam os jardins, também casinhas de sapo, cogumelos grandes adornavam o local dando uma formosura inigualável. 
Onde viviam, era o lugar ideal para dar vazão aos mais lindos sonhos. 
Era impossível viverem num lugar tão  encantado e colorido de cara fechada e desanimados. 
O rosto de cada um resplandecia uma aura espetacular. Eram, de fato, de bem com a vida.
Todos os dias, à noite, eles acendiam uma fogueira bem quentinha a fim de se aquecerem pois no meio da floresta, rodeada de gigantescas árvores, o frio era de dar calafrio.
Para se alimentarem, gostavam de assar milhos bem tostadinhos, batata doce, aipim, batata baroa. A alimentação era natural. 
As canequinhas personalizadas em tons diferenciados eram cheias de chá quentinho.
Mais se assemelhavam às crianças normais das cidades afastadas da floresta. Tinham rostinhos cobertos na fronte por cabelo ora loiro ora castanho.  Na boca, um sorriso estampado de dar inveja a qualquer sisudo. 
Uma coisa era certa: eles não se separavam jamais. Eram muito unidos.
À noite, a floresta era muito escura e eles não saiam da casinha.
Um belo dia, sentiram que era chegada a hora da grande festa. Nevava lá fora, se abrigaram bem e foram espreitar pelas frestas das árvores gigantescas. 
Viram, pasmos, luzes lá embaixo, ao longe, elas piscavam e  brilhavam muito. Tiveram a certeza de que o Natal estava acontecendo naquele estranho mundo distinto do deles onde não eram vistos e só eles sabiam que os humanos existiam e estavam comemorando como faziam a cada ano na Noite Feliz. 




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