quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Combustão do Amor

 





(foto pessoal)

Era uma vez a combustão do amor, havia ardor, calor, instantes de carinho, ela era  como fogo no ninho. Não se importava com manhã cinzenta, chuva aborrecida, vento frio. Fosse outono, inverno, primavera ou verão.
Logo que ela chegava, era só tocar o coração, acendia toda sensação com delicado jeitinho. Assim ela se manifestava aos dois amantes felizes, onde o sonho os levava e tudo era diferenciado.
Era responsável por acender toda sensação que fervia como fumaça nas emoções. Múltiplos desejos intensos e sublimes pertinentes ao amor apaixonado imantavam o casal dando-lhe sabiamente, a sensação de ritmo alucinante, sorrisos largos e desejos exuberantes.
O desejo incontrolável que aprisiona os sentidos e torna a vida não banal, arrepiava, exalava sentimentos bons, harmonia, pertença e cumplicidade fervida na alegria. Dava-lhes prazer e serotonina.
Era preciso apenas um delicado toque e ela se fazia presente no mar sem retoque, sem pensar em nada.
Sedutora, modelava corpo e alma concomitantemente, num simples empurrão da parte dela, deixava evidente que era surda, imune ao veneno da inveja alheia.
Parecia um fósforo aceso perene, se apresentava como um choque, sempre aquecida, não se desfazia fácil, era puro sabor de abrasamento, podia soar banal e frouxa, mas foi ela que os escolhei, lhes deu tempo e espaço de se amarem por um tempo que se fez ainda mais curto aqui na Terra.
Um café deixava no amado uma vontade de mais, com seu coração amassado porque não desconhece a arte da sedução, não a vê, mas a sente  numa simples chávena de café.
Até hoje, ela fica entre eles, no coração, parece que seu sabor ainda está tatuado na boca. O  cheiro entranhado nas narina, lhes perfuma o dia, liberta-os da mesquinhez e escreve na mente deles histórias mirabolantes.
A combustão do amor nunca se apaga.






Combustão do Amor

  (foto pessoal) E ra uma vez a combustão do amor, havia ardor, calor, instantes de carinho, ela era  como fogo no ninho. Não se importava c...