A mulher perguntava a seu esposo, carinhosamente, com silêncio nos lábios e gritos na alma amorosa:
- Você me ama?
Ele não dava outra resposta a não ser cuidar dela anos a fio em sua cadeira de rodas com muito zelo.
No silêncio, nada deixava lhe faltar que sofrera um duro golpe no coração, ficando paralisada não só num lado do seu corpo como também em seu desejo de poder cuidar eternamente de seu esposo com todo carinho que ela lhe tinha há anos, depois de uma grande amizade.
De início, a mulher ficava tristonha com a introspecção dele, mas, com o passar dos anos, sentia em seu olhar como ele a amava, mesmo na impossibilidade de contato físico esponsal.
Ela o detinha no olhar, sentia que passava seu Amor pelo seus olhos e tanto o de um como o de outro brilhavam a cada dia mais e mais num afeto meigo e compassivo, ideal.

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