quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

O Mundo dos Patos

 

(Foto pessoal Anchieta ES)





Um belo dia, o trabalhador Patinho Quequé disse para a Patinha faceira Quaquá:
- Ah! Eu gosto tanto desta vida assim nossa aqui no Lago Emoção, protegidos de todos perigos, quem me dera nunca secarem as águas deste paraíso!
Respondeu a Patinha Quaquá toda feliz:
- Oh! Meu amor Quéqué, como te amo assim tão carinhoso comigo! Quem nos dera todos os patinhos do mundo inteiro vivessem como nós dois!
Um mundo de belezas naturais envolve a aura dos patinhos felizes.
Quequé era bom de cozinha e ajudava muito sua Quaquá...
Era tanto carinho entre eles que, num dia de céu azul outonal, Quaquá se sentiu cansadinha, mole de corpo e se deitou na relva fresquinha.
Não queria se levantar, de jeito nenhum por mais que o amoroso e meigo Quequé lhe fizesse toda sorte de bicadinhas por suas peninhas brancas e marrons...
Na realidade, ela se sentia caidinha há dias, mas não queria preocupar seu parceiro que era sempre tão feliz.
O patinho todo zeloso pelo estado da sua adorada patinha, já cansado de tanto lhe dar afeição como os animalejos gostam de receber, se deitou ao lado dela e olhou o céu, meditou no modo de ser pato, ficou imaginando o que teria lá nas alturas, se lhe podiam ajudar a levantar sua patinha tão amuadinha, como que sem forças para andar a seu lado para todo canto daquele belo lugar onde viviam e nadar junto dele com encanto, fazer poses com suas asinhas e grasnar repetidamente de tanta felicidade por viverem tão felizes no belo lugar aquático.  Fechou seus olhinhos e adormeceu com uma das asas sobre o corpinho da sua Quaquá tristonha.
Amanheceu, o pato olhou para um lado e para o outro e não  encontrou mais sua amada patinha. 
Sem se desesperar, mas muito comovido, pôs-se a caminhar pelo gramado e foi até à beira do lago.
Que surpresa tão linda ele pode apreciar!
-Vem, Quequé, meu bem-amado, vem ver nossos sete patinhos, Quéroamor, Quérocarinho, QuéroatençãoQuéroesperança, Quérosaúde, Quéropz, Quérofinalfeliz, o último a nascer...
-Oh! Minha flor de manacá, minha doce Quaquá, como estou feliz agora, já temos tudo, então, nada nos falta, minha patinha amada.
Doravante, a patinha exibia seus filhotinhos a cada dia pela redondeza, toda faceira, pois amava cada vez mais seu amado Quequé.
Ele aprovou todos os nomes dos patinhos e ainda disse muito alegremente: 
- Enquanto tivermos um pedacinho da natureza para vivermos e um pouco de  água para nos esbaldarmos, vamos viver com fé que dias ainda melhores virão, minha querida e amada patinha do meu coração.
O patinho Quéroesperança saía todos os dias a esperançar pela redondeza, com o pai todo orgulhoso, aos outros patinhos da região da Emoção... Quaquá brincava, enquanto isso, com seus outros seis filhotinhos...
Então, daquele dia em diante, viveram mais felizes do que nunca, juntinhos foram mais fortes e ainda ajudavam muito os patinhos que viviam sozinhos, sem família, deixavam que filhotinho Quérofinalfeliz visitá-los sempre. para que não desanimassem, pois naqueles dias em que nasceram tantos patinhos felizes.
O mundo passava por  um grande confinamento e a tristeza abatia, dia após dias, muitos dos corações, sobretudo dos que viviam sozinhos, sem seus familiares por perto. 
Era preciso muita compreensão com os patinhos solitários que lutavam para não caírem numa tristeza mortal.



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