quarta-feira, 18 de março de 2026

O Menino Distendeu

 


(foto pessoal)

Adorava brincar na praia, quando pequerrucho.

Quase não tinha amigos a não ser os da escola. No condomínio, todos os meninos tinham muita ocupação como é de praxe na contemporaneidade. Só nos aniversários se encontravam, visto que os pais passeavam muito nos finais de semana.

Escrutinava muito e era aluno referência com várias placas do excelente aluno destaque no colégio onde estudava desde menorzinho.

Tinha piscina tanto no prédio onde nasceu como na casa onde residia atualmente. Estimava tanto o mar, aprendeu a driblar as ondas fortes da praia renomada.

Motivava o gosto familiar pelas águas salgadas, saiu aos seus ancestrais.

Tinha a pele bem morena, bronzeada pelo sol dourado.

Foi aprendendo a lidar com as marés da vida e a do mar.

Tinha sua prancha de surf de pequenino, assim que foi navegando em cima dela com um bom comedimento no decorrer dos anos se consumando.

Com seus aniversários já idos, está presente nos campeonatos de lá por pura diversão, tem primazia pelos estudos.

O pai lhe disse, uma certa ocasião, que havia saído a ele na sapiência pois apreciava se entregar aos cursos, o que lhe contestou prontamente, lhe retrucou ao contrário e afirmou ser da avó paterna a herança de estudioso.

Como seu pai era também aplicado, trabalhava muito e o filho sabia da fama da avó fazendo curso ainda na terceira idade, creu ter saído a ela, a mais esmerada da família.

Descendentes de peixe, pescados são.

Além do mais, quem é do mar não se enoja.




terça-feira, 17 de março de 2026

Conversas Edificadoras

(foto pessoal)



Há conversas de todo tipo, saudáveis e enjoadas.

Conversas com tias mães lhe faziam tanto bem.
Não valorizava as conversas sem tanto valor humano, com sabor de falta de verdadeiro sentimento.
Gosta de reuniões, conversas interessantes, as saudáveis, despretensiosas entre as que se amam.
Abstém-se de palavra dos fúteis, da conversa sem eira nem beira. 
Reinando sintonia, sente que há conversas edificadoras, têm conteúdo, afetividade. Na conversa calorosa, lança-se ao diálogo inteiramente.






segunda-feira, 16 de março de 2026

Estimação


(foto pessoal Itapecerica da Serra)

Era uma vez uma moça educada, não se deixava levar pelos maus conselhos.

Tinha muitos amigos, pois  um dócil coração lhe pertencia. Cada vez que chegava na mata, na reserva onde vivia, levava boas novas a todos. Dentre outras qualidades do bondosa, era sua capacidade de apoiar os demais da aldeia da "Terra dos que se queriam bem."
Era a única que ia à cidade para prover alimentos e medicação necessária para todos amigos.
Tinha uma couraça de benevolência que nenhum mal o atingia por mais que fosse vítima da ambição e olhos gordos desmedidos de outros ocupantes da sua região, cercada por uma linda natureza.
Gozava do respeito de todos, até dos mais velhos.
Sua fama de mulher cumpridora dos deveres e  respeitadora de todas as leis se espalhou pelas adjacências como num passe de mágica.
Jamais ousava desrespeitar qualquer parâmetro estabelecido pelas leis de civilização.
Por sua perspicácia, sabedoria e prudência, tinha a estima de todos e nem um sinal de trânsito sequer desafiava por negligência. Não tinha o desleixo por norma de vida.
Apesar de já ter sido ridicularizada pelos invejosos de plantão, nada o fazia desistir do caminho das boas computações. Era íntegra com todos.
Outras pessoas a tinham como a senhora, a influenciadora real por seus bons costumes e ética em todos os sentidos.



domingo, 15 de março de 2026

Podridão Cerebral

(foto pessoal Petrópolis RJ)

Desde que começou a blogar, passou por várias fases na doce arte.
Foi pela arte que se sentiu incentivada pelos amigos virtuais, a continuar a escrever e criar, chegando a publicar livros sem medo.
Foi ajudada demasiadamente pelo fato deles terem lançado vários desafios interessantes que foi cumprindo com fidelidade afasando de si a podridão cerebral reinante na sociedade.
Outros meios de comunicação não lhe satisfazem porque não deseja perder tempo com tolices ou fofocas.
Sente um esvaziamento nos blogs com o passar dos anos, mas percebe como as pessoas perdem tempo vendo coisas fugazes, horas perdem até, preciosas inspirações são deixadas em segundo plano.
Na vida, é preciso foco. Se sair dele, se perde o fio da meada. Lá se vai o fio de ouro de cada um pela tela abaixo.
É tanta baboseira que se vê por aí que cansa e o único que a satisfaz é a boa leitura tanto de livro físico como boas matérias postadas por amigos que se dedicam há anos à leitura e à escrita.
Nem todos são chamados a publicar livros naturalmente. Entretanto, o mundo teria mais sentido se usássemos nossos neurônios para o que de fato tivesse valia e crescimento como ser humano. 
Percebe como as pessoas estão efêmeras nos relacionamentos a psicologia explica e os cientistas comprovam que o celular em aplicativos inúteis ou mídias efêmeras é danoso á saúde mental.
A questão da podridão mental passa pelo que vemos lemos e, automaticamente, sentimos.
Se nos dedicarmos às inutilidades, não teremos armazenado no HD mental coisas boas, ótimas inspirações e virtudes elevadas para convivermos em sociedade, sem cairmos no efeito manada.
Tem sim alguns meios de comunicação social para divulgar seus livros e algumas postagens recreativas que faz, desde que sejam agradáveis ao corpo e ao espírito.
Vai à praia diariamente e desfruta do vaivém das ondas, deixa-se banhar os pés, pernas, e lugares sem tumultos e sons estridentes que colaboram para a prontidão da sua  mente. É um esbanjamento de inspiração diária o mar.
Por sinal, numa das suas caminhadas das quais não abre mão um só dia, viu e leu no paredão escrito se ela era o amor da sua vida. Serviu-lhe de mote. Avaliou-se e sentiu o que era de valor realmente.





sábado, 14 de março de 2026

Cantinho Rústico

 


(foto pessoal Finlândia Brasileira)

Tinha um sonho bonito que guardava desde a juventude no refúgio secreto do seu coração.
Era uma mulher batalhadora e trabalhou muito até o tempo em que podia realizar seu desejo onírico.
Como admiradora do campo, escolheu com calma um belo ranchinho onde o casal de velhinhos havia ido morar com filhos na capital e resolveu se desfazer daquela pérola campal.
Quando foi conhecer o aconchegante vilarejo, já se apaixonou pela calma do lugar.
O cenário era admirável. Arrancou suspiros em seu coração enamorado pelas coisas do interior.
Sabia que teria poucos vizinhos, não teria problema. Ao menos com três poderia partilhar seus bolinhos de milho, um café quentinho feito no fogão à lenha atrás do casebre que iria reformando aos poucos sem pressa, de acordo com suas possibilidades financeiras.
Ao redor, tinha uma árvore muito alta que a fazia lembrar das cerejeiras da Serra onde passara dias de imensa alegria revestida de muito amor em seu coração.
Em suas raízes quase expostas, havia um canteiro de rosas, entremeadas com onze horas e margaridas das pequeninas e brancas. Miosótis davam um toque festivo e angelical ao local.


sexta-feira, 13 de março de 2026

O Amor e a Musicalidade

 




(foto pessoal)

Era uma vez um casal de enamorados, viviam momentos de intensas emoções, sensações, vivências de ardentes ternuras.
Em cada encontro inicial, ela lhe preparava uma surpresa movida pelo seu coração. Tudo com muita sensibilidade, carinho e amor genuíno. 
Flores espalhadas como um tapete, na cama, bombons, cartões e música ao fundo para romantizar.
Seu par que dizia não saber dançar rodopiou com ela ao som de uma música suave, de rostinho colado.
Ela dizia baixinho ao seu ouvido que o amava, que os outros havia conhecido por acaso e a ele porque era preciso.





quinta-feira, 12 de março de 2026

Minimalismo

(foto pessoal Pantanal Mato-grossense MGS)


Vivemos tempo onde precisamos reciclar, reaproveitar, inovar.

Quando vamos à roça, nada desperdiçamos.  

Não tem padaria, come-se coisas caseiras, repete-se até acabar. 

Fazemos questão de conservar este modo de viver.

Legumes do almoço são transformados em sopa no jantar. Pão dormido esquenta-se na frigideira e fica com  gostinho delicioso.

Lógico que pode-se levar mantimentos da cidade, mas comer aipim tirado da raiz na terra não tem preço.

Por aí vai: macarronada pode virar torta.

É questão de consciência!







O Menino Distendeu

  (foto pessoal) A dorava brincar na praia, quando pequerrucho. Q uase não tinha amigos a não ser os da escola. No condomínio, todos os m...