domingo, 26 de abril de 2026

Não Mintam Para Mim

 

(foto  pessoal)


Sentia-se uma "palhaça", dando murro em ponta de faca, fazendo tudo para alegrar as pessoas e nem um sorriso leve e descontraído conseguia arrancar delas.

Ficava horas em frente ao espelho perguntando a si mesma se o mundo andava tão amargo a ponto de não conseguir dormir.

No dia seguinte, tentava de novo dar um carinho especial, um amoroso afago e nada, novamente.

Os dias se passavam como água na fonte e ela se entristecia do seu intuito não ser alcançado.

Resolveu arriscar num autoconhecimento detalhado. Depois de um certo tempo, descobriu que não era seu sorriso que estava roto, não era sua dedicação que estava sem graça.

A razão de não conseguir alegrar aos que amava era o coração duro de quem recebia seus gestos, sem delicadeza de alma suficiente.

Por um lapso de momento, ia desistir de tudo quando descobriu a mentira dos que com ela conviviam.

Por uma fase, creu que a vida não valesse a pena por causa da insensibilidade alheia.

Doravante não iria deixar de sorrir, assim que as lágrimas dos seus olhos parassem de jorrar como cachoeira.

Afinal, quem nasceu para "palhaça" nunca perde seu sorriso de alma.

Nunca mais acreditaria em quem tentasse minar sua alegria interior.

Por uma falsa aparência, quase que se desiludiu com a vida. Foi por um triz que creu ser só ela que não conseguia fazer os olhinhos dos semelhantes brilharem.




sábado, 25 de abril de 2026

Confiar Desconfiando

(foto pessoal Nova Friburgo RJ)

Nasceu com cara de otária, bem como muito mais tarde lhe disseram seus filhos, um a um, cada qual à sua maneira.
A filha, um dia, lhe disse que ela tratava leões como se tratasse de gatinhos, um filho lhe alertava sobre como todos se aproveitavam dela e o outro lhe dizia, explicitamente, para ela deixar de ser trouxa.
Confiava nas pessoas como se elas fossem como ela.
Não saiu como sua avó mineira.
No Brasil, sabemos que os mineiros têm fama de desconfiados.
Hoje em dia, ela está crendo ser pura verdade.
Não se pode confiar em quase ninguém.
Mesmo naqueles que parecem confiáveis... podem nos trair a qualquer momento.
O que ela não aprendeu ainda, entrando na melhor idade, na fase da sétima dezena de vida, é confiar desconfiando.
Será que ela vai aprender depois de tanto baque na vida?
Deus permita que sim.
Confiar desconfiando.
O  mundo não é cor-de-rosa como nos contos de fada que aprendera na infância e ainda conserva em seu puro coração.





sexta-feira, 24 de abril de 2026

Dos Amigos




(foto pessoal)



Tratar o amigo com torcida do seu sucesso sempre, da sua felicidade, do  seu bem-estar. Não deixá-lo vencido, esquecido, ficar na boa torcida de sua lucidez.

Nunca passar acidez a quem temos confiança e nos quer bem.
Somos nascidos para servir e amar independente se nos compreendem.
Vivemos na cidade do Amor e toda rigidez deve ser evitada pelo bem comum.
Um bom chazinho de cidreira pode acalmar os ânimos ou quiçá um gostoso doce de cidra.





quinta-feira, 23 de abril de 2026

Matemática Amorosa

 


(foto pessoal Coronel Fabriciano MG)


Somei anos de experiências da minha vida, subtraí 

desolações, multipliquei toda minha esperança, dividi meu 

carinho. Vivo um grande Amor ao cubo.

Não isolei meu sentimento num quadrado, alargou seu ser 

em diversas formas, já foi retângulo, triângulo, losango, de 

todo jeito fui. A fim de resolver melhor a equação do

coração.

Fórmulas distintas procurei solucionar para tornar nosso 

relacionamento sem um  milímetro de problema grave, com 

solução sempre.

A raiz disso resultou num harmonioso produto saudável.






terça-feira, 21 de abril de 2026

Dos Amigos

 


(foto pessoal Vila Velha ES)


Um dia passei num armazém e me dirigi ao

 atendente conhecido de toda vizinhança:


-Venha cá, ó Freitas!


-Pode me ajudar a comprar um belo tecido

 pois preciso dar um presente à uma amiga?


Ele prontamente, me atendeu com ânimo,

como era o seu costume.


Contemplou-me a forma como ele,

pacientemente, me atendeu e saí do local

bem feliz.


Tenho certeza de que a amiga irá ficar feliz.


Quer coisa melhor do que mimar os amigos

queridos?





Escuta Intrépida

 



Olho para ele,
começo contemplando-o,
Mesmo sabendo ouvi-lo pausadamente,
ele se cala, apaticamente.
Mete-se, sistematicamente,
no ostracismo puro, enclausura-se.
Casulo apático, medroso, sórdido,
observo-o, piedosamente,
ele, cordialmente, atende minha sensatez,
ofusca-o, praticamente.
Ele comporta-se assim,
Médica sensibiliza-se,
dopa-o a fim de lhe aplicar corretivo,
alívio moroso sobre o pessimismo,
enigmático comportamento abatido, 
Merece sofrer?
Qual será seu pesadelo?
Uma mulher ou uma mãe sádica?





domingo, 19 de abril de 2026

Da Sintonia

(foto pessoal)


Lá embaixo, calçada, areia molhada, passos demorados, olhares perdido, barracas coloridas espalhadas, areia, vento, chapéu de palha, alegria em carregar sandália. Peixes nas redes estendidas, Cenário é espetacular, O vento balança coqueiros, todos estão  bem eufóricos.

Lá em cima, demonstram carinhos, movimentam-se, se acarinham, muito felizes na calmaria, Elas viajam, no dia a dia. Esvoaçam as pombas, Em pleno silêncio do coração, Flutuam  no alto-mar, encantam ao pescador, sobrevivem do Amor. Planam por sobre barcos, O ar os leva em seu interior, Clima de alegria e cumplicidade Relutam, exercitam a paciência,  pairam. Presente do Criador.

Energia, magia, mistério envolvem as alvas palomas. Sobem as montanhas de areia, antes do belo pôr do sol, Voam mais alto até a luz,  Radiantes das noturnas estrelas.

Refletem um brilho próprio, Uma força inexplicável,  a todos contagia, elas têm sabedoria.

Retornam da escuridão, Com raios do sol, as réstias, Jesus as conduz pelas dunas, Têm as próprias rédeas.

Lutam, vencem intempéries, superam e aninham, somam vivências. Retornam à praia, adejam, sobrevoam longe, escapam da maldade alheia , alimentam seu amor,
Alam-se. Sossegam, afinal, no ninho. Há entre eles sintonia, se pode chamar de Amor.



Não Mintam Para Mim

  (foto  pessoal) Sentia-se uma "palhaça", dando murro em ponta de faca, fazendo tudo para alegrar as pessoas e nem um sorriso le...