sábado, 21 de março de 2026

Beneplácito

(foto pessoal Sintra Portugal)



Ele ama demais sua noiva. Ela é bonita, educada, carinhosa, joga todo cuidadoso zelo, bem devagar,  a fim de deixá-la jovem de espírito com brilho nos olhos, felizes, jubilados por serem amados.

Os enamorados juntos são mais fortes.

Bela é a dedicação, joia rara de doce beleza onde os amantes juntam força a modo de se alegrarem e no intuito de benfazejo aconchego do corpo e do espírito leve. Refazem, gratuitamente, jovialidade do coração pulsante.

Beneplácito amor vivenciam.




Quase Tudo


(Foto pessoal Sintra Portugal)

Era uma mulher organizada e não tinha problema para se ajeitar sozinha.
Como tinha sensibilidade, sabendo que a outra pessoa necessitava descansar um  pouco mais, amanhecia com discrição.
Ao tomar seu desjejum, responder suas mensagens, ia à luta, teria um dia cheio demais.
Era véspera de feriado prolongado e precisava dar conta do encerramento da contabilidade, o contador viria checar o livro de caixa da sua empresa.
Descia do seu apartamento com tudo planejado, sabendo que só voltaria ao meio dia para o almoço e o costumeiro cochilo ao encerrar seu expediente na parte matutina.
Trabalhava com afinco, arrumava tempo de ajudar a todos que vinham desabafar chorumelas em seu ouvido de escutador.
Era amante do voluntariado, ainda se debruçava sobre a administração do seu lugar.
Assim se dividia literalmente seus dias, cultivando o que tinha de valioso em seu ser doador, mesmo cansada e de idade já avançada, continuava sua sina voluntária.
À noite, podia finalmente se dedicar aos seus livros na esperança de não ser incomodada pelo frio, calor ou falta de diálogo com seu esposo com quem tinha um relacionamento antigo e não queria  lhe ferir ou faltar com a atenção merecida. 
Eram as palavras sua melhor companhia, mesmo tendo afeição a todos com quem convivia por amor e circunstancias.
Sua rotina era quase perfeita e doava quase tudo de si.
Era uma mulher que, enquanto viveu, merecia ser feliz com o pouco que lhe restava do seu quase tudo.


sexta-feira, 20 de março de 2026

Polinevrite

(foto pessoal Vitória ES)

A doutora colocou sua bonita beca, tomou seu habitual café matinal, livreto na pasta, rumou ao consultório.
Formou-se, lavratura era seu ofício diário.
Cliente nevropático exigia mais do que pagava.
Nevrologista indicou paciência pelas dores sofridas, nevropatologia causa transtornos obsessivos, nervosismo, irritação.
Polinevrite gera mazelas emocionais causando muito atrevimento por parte da dor aborrecida.
Livramento pede situação pacífica entre todos.
Provavelmente, situação constrangedora foi contornada pela virtualidade de ambos.
Viva os conciliadores!




quinta-feira, 19 de março de 2026

Amor Raro

(foto pessoal Portugal)

Tecia sonhos secretos de amor quando conheceu uma pessoa, era uma mulher intensa, amorosa, viveram um romance cheio de quimeras, num idílio meigo. Criativos, faziam do namoro, com toda tenacidade, um  misto de quimeras e realidades, numa envolvência ardorosa.
Levava a passear de carro pela orla, ligava em horas inesperadas e fazia uma alegria gigante no coração dela.
Ambos sabiam como cativar corpo e alma.
Entre idealizações e projeções, desejos e realizações, viveram uma linda história de amor raro, fato dito até pelos que lhes conheciam.
Unidos pela fé e preces, os anos foram se desenrolando numa intensa relação que contemplava aos dois enamorados depois de longos anos de amizade, sem nunca imaginarem  que pudesse acontecer tal sentimento afetivo real entre eles um dia.
Seguiram nos trilhos do amor, no trajeto, numa pandemia, o sol escureceu para ela, o céu se fechou, as estrelas e a luz nunca mais brilharam.
O final feliz só no céu, muitas histórias de amor, não vividas mais tempo cá na Terra, darão brilho ao espaço, tanto as estrelas como o sol e lá brilharão viçosamente incentivando outros amores e casais a se amarem com intensidade como eles. Os românticos vivem uma trajetória muito além daqui, não tem fim.



 

quarta-feira, 18 de março de 2026

O Menino Distendeu

 


(foto pessoal)

Adorava brincar na praia, quando pequerrucho.

Quase não tinha amigos a não ser os da escola. No condomínio, todos os meninos tinham muita ocupação como é de praxe na contemporaneidade. Só nos aniversários se encontravam, visto que os pais passeavam muito nos finais de semana.

Escrutinava muito e era aluno referência com várias placas do excelente aluno destaque no colégio onde estudava desde menorzinho.

Tinha piscina tanto no prédio onde nasceu como na casa onde residia atualmente. Estimava tanto o mar, aprendeu a driblar as ondas fortes da praia renomada.

Motivava o gosto familiar pelas águas salgadas, saiu aos seus ancestrais.

Tinha a pele bem morena, bronzeada pelo sol dourado.

Foi aprendendo a lidar com as marés da vida e a do mar.

Tinha sua prancha de surf de pequenino, assim que foi navegando em cima dela com um bom comedimento no decorrer dos anos se consumando.

Com seus aniversários já idos, está presente nos campeonatos de lá por pura diversão, tem primazia pelos estudos.

O pai lhe disse, uma certa ocasião, que havia saído a ele na sapiência pois apreciava se entregar aos cursos, o que lhe contestou prontamente, lhe retrucou ao contrário e afirmou ser da avó paterna a herança de estudioso.

Como seu pai era também aplicado, trabalhava muito e o filho sabia da fama da avó fazendo curso ainda na terceira idade, creu ter saído a ela, a mais esmerada da família.

Descendentes de peixe, pescados são.

Além do mais, quem é do mar não se enoja.




terça-feira, 17 de março de 2026

Conversas Edificadoras

(foto pessoal)



Há conversas de todo tipo, saudáveis e enjoadas.

Conversas com tias mães lhe faziam tanto bem.
Não valorizava as conversas sem tanto valor humano, com sabor de falta de verdadeiro sentimento.
Gosta de reuniões, conversas interessantes, as saudáveis, despretensiosas entre as que se amam.
Abstém-se de palavra dos fúteis, da conversa sem eira nem beira. 
Reinando sintonia, sente que há conversas edificadoras, têm conteúdo, afetividade. Na conversa calorosa, lança-se ao diálogo inteiramente.






segunda-feira, 16 de março de 2026

Estimação


(foto pessoal Itapecerica da Serra)

Era uma vez uma moça educada, não se deixava levar pelos maus conselhos.

Tinha muitos amigos, pois  um dócil coração lhe pertencia. Cada vez que chegava na mata, na reserva onde vivia, levava boas novas a todos. Dentre outras qualidades do bondosa, era sua capacidade de apoiar os demais da aldeia da "Terra dos que se queriam bem."
Era a única que ia à cidade para prover alimentos e medicação necessária para todos amigos.
Tinha uma couraça de benevolência que nenhum mal o atingia por mais que fosse vítima da ambição e olhos gordos desmedidos de outros ocupantes da sua região, cercada por uma linda natureza.
Gozava do respeito de todos, até dos mais velhos.
Sua fama de mulher cumpridora dos deveres e  respeitadora de todas as leis se espalhou pelas adjacências como num passe de mágica.
Jamais ousava desrespeitar qualquer parâmetro estabelecido pelas leis de civilização.
Por sua perspicácia, sabedoria e prudência, tinha a estima de todos e nem um sinal de trânsito sequer desafiava por negligência. Não tinha o desleixo por norma de vida.
Apesar de já ter sido ridicularizada pelos invejosos de plantão, nada o fazia desistir do caminho das boas computações. Era íntegra com todos.
Outras pessoas a tinham como a senhora, a influenciadora real por seus bons costumes e ética em todos os sentidos.



Beneplácito

(foto pessoal Sintra Portugal) E le ama demais sua noiva. Ela é bonita, educada, carinhosa, joga todo cuidadoso zelo, bem devagar,  a fim de...