quarta-feira, 22 de julho de 2026

Sombras de Estimação


(foto pessoal)

Entre sombras de estimação,  evitava choques...
Trazia erros no alvo do passado, mágoas presentes, ostensivamente, sem se animar a tratá-las enquanto lhe punha olhos sutis até tragá-las, enfativamente.
Suas possíveis orgulhosas sombras agendadas tragicamente, em seu próprio olhar sôfrego, lhe aterrorizavam.
Tentava, enquanto se propunha, obsessivamente, a saná-las, animadamente.
Tomara elas se pusessem sempre ordenadas!
Somente assim se cuidava, energicamente, a pessoa otimista sossegada, a ter ênfase.
Maravilhas prováveis ocorreriam, lhe  sustentariam.
Tocava, enfaticamente, seus propósitos, olhava, sistematicamente, aos ocasionais transtornos emocionais seus.
Choques, baques, lhe davam um toque no eu real, que se despertava, ainda que morosamente, a uma nova resiliência.
Vivia, fianlmente, no presente, numa metanoia total do seu viver, dava-se valor. O abandono de seus familiares muito amados lhe serviu de lição para sempre.
Esse choque, uma experiência que temos que vivenciar, pode ser positivo ou negativo, mas nos impacta de tal forma que produz uma explosão interna, mudando ideias e preconceitos, alterando todos os padrões pelos quais vivíamos até aquele momento, Algo acontece na mente, naquele espaço surreal.
Você não é mais a mesma pessoa.


segunda-feira, 20 de julho de 2026

Numa Cabana, um Milagre







Estava sozinha deitada na relva, bem acomodada, quando,  de repente, sentiu a brisa suave  como a lhe chamar sutilmente. 
Olhou para um lado... para o outro....nada destacava-se no horizonte.
Resolveu erguer sua cabeça para ver com maior nitidez o cenário. 
Para se ver bem, é  preciso atenção total do coração. 
Pode perceber algo  dourado, levantou-se e foi ao alcance do objetivo trazido pelo vento naquelas pastagens.
Era uma chave mágica, cheia de brilho, com estrelinhas  na ponta.
Decidiu caminhar e chegou à  uma cabana à  beira da praia.
A chave misteriosa coube direitinho na fechadura da cabana.
Teve o chamado para encontrar, finalmente, o que tanto buscava numa simples tenda no mar.


Amor de Andorinhas

(foto pessoal - Anchieta ES)


Amor de andorinhas é colaboração e harmonia. 
Dois corações se completam numa interação sadia.
Comunhão perfeita, par amoroso, somam esforços,  estímulos. 
Há  evolução,  equilíbrio,  atração, motivações, ideais comuns, valores, virtudes, compreensão,  idealismo,  dedicação,  bem-estar. 
Conexão amorosa é  sentimento único, uma integração,  intensidade. 
Uma só  alma em dois corações.
Ajudam-se... amam-se.




sábado, 18 de julho de 2026

Vida e Arte

foto pessoal Araruama RJ

Na extrema solidão, recebe um talento inusitado do apreço pela leitura e pela escrita.
Comprime seu talento ao peito, espreme a inspiração, são palavras de amor já vivido, relembra e escreve com muira paixão no coração.
Muitos a extranham como se ela fosse uma extraterrestre, não se intimida, se impõe pela ternura no que rabisca, puro amor pingado de paixão e dor.
Deixa desvend.arem seus mistérios, seus segredos do âmago repleto de zelo que lhe sai da pena ao papel.
Usa sua inteligência a seu favor.
Fora de seu aposento, alguém admira e  a aplaude no silêncio, o mar o prado a chamam na mesma proporção e lhe dão respaldo a registrar mais e mais.
Lê, escreve e vive com intensidade.
Suas emoções se eternizam com efusividade. Reparte seus delicados afetos sem parcimônia e sua expressividade encanta aos sensíveis.
Não se preocupa com rimas e métricas em primeira instância.
Sabe que muitos a entendem, esvazia-se em palavras emocionadas e a catarse acontece em seu íntimo.
Motivações em comum têm muitos dos seus amigos e a fazem perseverar por anos a fio com espontaneidade.
Junto do seu peito estufado de bondade, compartilha vida e arta sem embaraço.


sexta-feira, 17 de julho de 2026

Amigas Corretas







Vivia um luto no coração com uma dor insuportável, há alguns anos, quando uma amiga blogueira me veio falar, vinha por e-mail a fim de  me consolar, ela enfrentava um cancro e eu um emocional na alma dilacerada. Apoiamo-nos e nos fizemos crescer em muitos níveis, eu sem muito falar. No meu silêncio e lágrimas,  ela insistiu e venceu minha secreta dor (só minha).

Começamos a nos falar e eu só chorava muito, falava pouco, pois dor aguda não  se exprime em palavras, inicialmente. Leva tempo ou, talvez, nunca seja dita a alguém.
Os meses foram se passando, eu comecei a falar (escrever) um pouco mais e ela também.
Ambas fomos vigorando o relacionamento virtual. Quem tem dores similares se entende bem. 
Resolvemos criar um blog em parceria para amenizarmos dores do âmago.
Deu tão certo que, como se não bastasse, organizamos livros e já está em número de sete. Amigos blogueiros prefaciam nossos livros espontaneamente para nossa imensa alegria.
Ao longo dos meus dezoito anos de vida blogueira, nunca imaginei que a vida de blogueira fosse tão longe em termos de sadias amizades que tive a bênção de conhecer na realidade, inúmeros amigos pelo Brasil e Portugal. Foram pessoas mais do que corretas, no lugar correto e no momento correto.
Quem disse que o mundo virtual é só malandragem e oportunismo?
Não sabem o que é veracidade, profundidade...
Temos decepção? Sim, mas o saldo é positivo.
Sobre a amiga em questão, é minha irmã de alma, não nos imiscuímos na vida pessoal, não somos invasivas, apenas partilhamos o que o coração dita, sem obrigações, nem marcação de ponto, ainda que num contato ansiado diário.
Estamos desejando nos conhecer pessoalmente em breve. Deus permita que aconteça a realização do nosso sonho, visto que a família dela (marido e filha) se empenham em nossos livros também. Trocamos potenciais e saberes além da sadia amizade de irmã de alma.
Como um é pouco, dois é bom... Pelo sucesso da amizade literária consolidada, procurei outra amiga que já conheço no real (ambas são portuguesas) e formamos outra parceria também com livros publicados.
Como tem gente de todo tipo no virtual, sem ética, sem elegância virtual no trato, têm também pessoas corretas, no lugares corretos em momentos corretos, elas são um presente divino em nosso viver.
Ora se tem... eu tenho muitos, você tem?



quinta-feira, 16 de julho de 2026

Amizade Fortuita

 




Algumas amigas que não se conheciam há  muito tempo, um belo dia, se encontraram e não mais se largaram.
Estão juntas em todas as ocasiões, são passeios, reuniões do Clube da Leitura, cafezinhos nos bistrôs, em casa, descontraidamente.
Cada uma tem suas restrições.
que comer na melhor das idades?
Particularmente, tento incutir algo mais saudável nos pratos partilhados, não apreciados por algumas que pedem mais açúcar.
Evito comer doces, apesar de gostar muitíssimo. Sendo assim, posso abusar um  pouco nos lugares que vamos. 
Guloseimas são apetecidas em diversas ocasiões, mas se banalizarmos, não tem o mesmo gosto. Se todos os dias forem domingo, que graça encontraremos no belo pudim ou no bolo caseiro bem caprichado?
Comer, comer, comer e, depois, ter que restringir de tudo que gostamos deve ser horrível, pesaroso, custoso ao paladar já acostumado.
Petiscos são, normalmente, deliciosos. Os pitéus nos agradam e nos injetam serotonina. Gulodices não podem nos escravizar. Devemos, para nosso bem-estar, as gulodices maneirar.
Com açúcar e com afeto, os dias se tornam melhores.
E vocês, gostam de guloseimas?

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Amor ao Próximo

 



Ângela e Marília sabiam que as dezenas de anos estavam se acumulando, dia após  dia e não lhes causava estranhamento algum.
Não  fossem alguns contratempos tipicos da idade, nada as tirava do sério em alguns momentos. 
Ambas tinham filhos distantes, cada qual com suas famílias constituídas. 
Visitavam ou eram visitadas por eles e seus netos.
Tudo era normal como boas vizinhas do mesmo edifício.
Não  incomodavam uma à  outra, partilhavam quitutes, tomavam cafezinho juntas,  iam aos médicos juntas e ainda passeavam para espantar males próprios dos anos idos, após consultas e exames que se avumulavan. Uma dava força à  outra.
Estranhamento para elas era ver pessoas se digladiando por nada... gente sem noção reclamando de tudo (inclusive do calor  ou do frio) sem aproveitarem os últimos anos de vida.
Como estranhar a cordialidade, a amizade, a boa convivência da vizinhança? Jamais! Aliás,  eram ambas viúvas e os demais dois vizinhos do andar eram casal também de ídolos, mas eram pares.
Estranhamento sem noção é a falta de amor ao próximo..




Sombras de Estimação

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