terça-feira, 21 de abril de 2026

Dos Amigos

 


(foto pessoal Vila Velha ES)


Um dia passei num armazém e me dirigi ao

 atendente conhecido de toda vizinhança:


-Venha cá, ó Freitas!


-Pode me ajudar a comprar um belo tecido

 pois preciso dar um presente à uma amiga?


Ele prontamente, me atendeu com ânimo,

como era o seu costume.


Contemplou-me a forma como ele,

pacientemente, me atendeu e saí do local

bem feliz.


Tenho certeza de que a amiga irá ficar feliz.


Quer coisa melhor do que mimar os amigos

queridos?





Escuta Intrépida

 





Olho para ele. 

Começo acompanhando-o. 

Mesmo sabendo ouvi-lo pausadamente, ele cala-se, apaticamente.

Mete-se sistematicamente (ostracismo puro), enclausura-se. 

Casulo antipático, medroso, sórdido. 

Olho-o paulatinamente, empaticamente, compassivamente, amorosamente, mesmo sabendo, ostensivamente, porque ele se cala, se amargura, morre silenciosamente.

Observo-o, piedosamente. 

Ele, cordialmente, atende minha sensatez. 

Ofusca-o praticamente. 

Enerva-o comedidamente, ansiosamente, mas sei o porquê. 

Ele comporta-se assim. Médica, sensibiliza-se. 

Ofusca-o para empregar-lhe corretivo, alívio moroso sobre o péssimo, enigmático, comportamento abatido. 

Merece sofrer? 

O pesadelo em casa é aceitar mãe sádica.




domingo, 19 de abril de 2026

Da Sintonia

(foto pessoal)


Lá embaixo, calçada, areia molhada, passos demorados, olhares perdido, barracas coloridas espalhadas, areia, vento, chapéu de palha, alegria em carregar sandália. Peixes nas redes estendidas, Cenário é espetacular, O vento balança coqueiros, todos estão  bem eufóricos.

Lá em cima, demonstram carinhos, movimentam-se, se acarinham, muito felizes na calmaria, Elas viajam, no dia a dia. Esvoaçam as pombas, Em pleno silêncio do coração, Flutuam  no alto-mar, encantam ao pescador, sobrevivem do Amor. Planam por sobre barcos, O ar os leva em seu interior, Clima de alegria e cumplicidade Relutam, exercitam a paciência,  pairam. Presente do Criador.

Energia, magia, mistério envolvem as alvas palomas. Sobem as montanhas de areia, antes do belo pôr do sol, Voam mais alto até a luz,  Radiantes das noturnas estrelas.

Refletem um brilho próprio, Uma força inexplicável,  a todos contagia, elas têm sabedoria.

Retornam da escuridão, Com raios do sol, as réstias, Jesus as conduz pelas dunas, Têm as próprias rédeas.

Lutam, vencem intempéries, superam e aninham, somam vivências. Retornam à praia, adejam, sobrevoam longe, escapam da maldade alheia , alimentam seu amor,
Alam-se. Sossegam, afinal, no ninho. Há entre eles sintonia, se pode chamar de Amor.



sábado, 18 de abril de 2026

Dor não Estancada

 



No dia em que o caldo se entornou de forma irreparável...

Sofreu muito, uma dor aguda crudelíssima que jamais pode superar. 

A cada dia que vivia, mais inconsolada se sentia, chorava incessantemente.

Algumas pequenas alegrias em sua vida amenizavam um tiquinho seu desgosto.

Sua saúde se abalara demasiadamente, a ponto de não saber controlar.

Volta e meia vinham lembranças de todos os momentos lindos inesquecíveis 

vividos.

Desesperançada de voltar a ser feliz como fora, vive, resignadamente, solitária.




sexta-feira, 17 de abril de 2026

Do Namoro

 


(foto pessoal Vitória ES)



Eram um casal de enamorados. Se fazia dia lindo de azul cerúleo, estavam afinados com o clima e mantinham a temperatura das emoções sempre em alta.

Se parecesse que iria chover, logo se abrigavam no guarda-chuva afetivo dos seus sonhos mais lindos de Amor.

Em sua sombrinha,  ternureava seu amado, o aconchegava com muito zelo para que sua vida fosse protegida por Deus e, depois, pelo seu Amor.

O para água é um lenitivo (só deles) do bem para exprimir a sensação de proteção de mazelas de toda sorte.

Só eles viam e sentiam o apetrecho, era uma espécie de talismã protetor. Sua Força principal era o próprio Amor que os unia. Assim, o Amor se mantinha oculto ETERNAMENTE.






quarta-feira, 15 de abril de 2026

Da Pureza de Alma




(foto pessoal)



Nasceu com cara de otária, bem como muito mais tarde lhe disseram seus filhos,  cada qual à  sua maneira. 

A filha um dia lhe disse que ela tratava leões como se fossem gatos... um filho lhe alertava sobre como todos se aproveitavam dela e o outro já dizia explicitamente para ela deixar de ser trouxa (otária). 
Ela confiava nas pessoas como se elas fossem como ela...
Não saiu como sua avó mineira...
No Brasil,  sabemos que os mineiros têm fama de muito desconfiados. 
Hoje em dia, ela está crendo que é  verdade. 
Não se pode confiar em quase ninguém.
Mesmo aqueles que parecem confiáveis podem nos trair. 
O que ela não aprendeu ainda, quase entrando na fase da sétima dezena de vida, é confiar desconfiando.
Será  que ela vai aprender depois de tanto baque na vida?
Deus permita que sim.
Confiar desconfiando, Diana!
O mundo não é  cor de rosa como nos contos de fada que você  leu na infância. 



Dos Amigos

  (foto pessoal Vila Velha ES) U m dia passei num armazém e me dirigi ao  atendente conhecido de toda vizinhança: - V enha cá, ó Fre...