quarta-feira, 8 de julho de 2026

Minha Varanda

 



Uma paisagem simples e bonita tenho em frente de onde estou a  escrever num final de semana de boas expectativas e paz na alma.

Minha varanda infiltrada com raios de sol no Outono bonito de céu azul, sem calor excessivo, me mostra exatamente que estou só aqui, recordo do tempo onde eu era acompanhada noutra varanda... tudo acabou...
Eu sorria espontaneamente, era feliz.
Agora, tenho outra sacada, também com algumas flores num dos cantinhos e os pássaros já não vêm mais me visitar na frequência como outrora, os bem-te-vi e meu bem-te-vi sumiram de mim, mas tenho poesia da mesma forma, nuances de verde, amarelo bordeando a espada de São Jorge, o roxinho de outra plantinha linda, elas me restauram mente e coração pouco a pouco...
Meu balcão é poema vivo  e me transporta à minha realidade aqui em busca de momentos ternos que sempre Deus me proporciona.
Coloquei uns panos de cozinha a quarar no solzinho... recordação de velhos tempos de quintal grande onde o anil tinha primazia de rei.
Não sei se ainda existe o antigo anil que tem significado afetivo para minha infância de contemplativa que sempre fui e olhava curiosa tudo ao meu redor, visto que têm outros produtos modernos clareadores.
Só sei que, lendo uma grande amiga, irmã de alma, nasceu esse post numa tardinha  de sábado, véspera de um domingo onde estarei com amigas passeando  por lugares rodeados de natureza bela e mar a fechar o dia que promete emoções múltiplas em amizades reais de bom tom.


terça-feira, 7 de julho de 2026

Injustiça






Era um homem desaforado, vivia criticando tudo e todos por onde circulava.

Todos o tratavam bem, com medo de caírem nas garras da tal disparatoso critiquento.
Era uma falsidade só a convivência com os demais e falação por trás que lhe caia bem como chuva em roça de milho. Enchiam seu ego e tudo terminava em pizza, como se costuma fazer na sociedade hipócrita.
A mulher sofria nas mãos dele, mas não dava bala aos tiros sucessivos e continuava a ser como era, sincera e transparente.
Recusava-se a lhe dar munição como que a lhe cair bem como chuva em roça de milho.
Ela sabia que todos somos como somos e criticar só falava mais de quem criticava do que de quem se está criticando.
Afinal, todos vemos defeitos ou falhas alheias com a maior facilidade, já as virtudes, se dependesse de nós, o milho morreria seco, muitas das vezes, não haveria chuva favorável para a roça sobreviver bem viçosa.
Um dia aprendeu a lição com um idoso, Doutor do Consulado que o pôs em seu lugar certo. Cumpriu sua pena até o fim da sua vida. Caiu na própria trampa das depreciações que fazia de tudo e de todos. Aprendeu a ser mais gentil, delicado no trato e cortês, junto a outros detentos, pois nem sempre na vida encontramos pessoas que fazem de conta que não sentem... é mais difícil, mas os senhores assim, estão por perto prestes à defesa dos injustiçados. 






segunda-feira, 6 de julho de 2026

Dias na Roça

 

Foram tantas as emoções na estadia na roça, no campo, no interior, como queriam chamar.
Sossego no campo, serenidade no interior. Paz, saúde e amor,por lá, eu acampo.
Dias na roça, bom à beça, acordar, café na cama, fé. Colheita no terreiro, berreiro dos animais, doces caseiros.
Paraíso no interior,lugar cheio de amor. Afugenta toda dor, recanto cheio de flor.
Nos dias de folia, arruaça de amor,
festança no ser.
Certos olhares me recuperam de dias de desolação profunda. São unguentos nas feridas da alma.
Fugi das arruaças, refugiei-me junto aos familiares que me restam. Meu padrinho com seus a caminho de 91, é nosso mestre.
Foram dias de regozijo deleite junto à natureza estupenda que por lá resiste às intempéries do mundo mostrando certos olhares esplendorosos.

domingo, 5 de julho de 2026

O Uso do Chapéu




Eleonora gostava de usar chapéus, caminhava na orla sempre acompanhada dos seus amigos companheiros de proteção aos raios solares.

A cada dia, usava-os de acordo com a cor do maiô, saída de praia. Sente mais confiança em si até, impressionante como tem duplo sentido para ela. Sai mais confiante. Quando o minuano está forte, nem todos têm o elástico para prender à cabeça, aí vai correndo atrás dele, do que se assanha a correr atrás do vento.

Se caminhando no calçadão, põe de acordo com a cor da roupa que usa naquele dia.

Ela não dispensa o acessório, inclusive faz parte do seu cotidiano a menos que esteja chovendo. Cabelos presos protegidos pelo chapéu são um escudo protetor para ela. Modifica a aparência. Só as amigas a reconhecem, uma beleza. Cabelos soltos são chamativos e ela evita situações embaraçosas.

Hoje mesmo, alguém parou ao lado dela enquanto fazia alongamento na Praia dos Namorados e começou um diálogo. Estava sem o chapéu dela de todo dia, pois estavam secando todos os de caminhar. Logo saiu do lugar e dispensou a proximidade com estranho.

Não é que o chapéu a disfarça, com óculos de sol então...

Evita falar enquanto caminha, conversar e caminhar não resultam em exercício salutar.

Se é algo que ela gosta é de um chapéu protetor, ajudam a dispersar o calor do corpo e a manter a temperatura da pele mais baixa.

Lugar quente precisa de proteção e cautela.


Criança Interior

 


Sua criança interior é bem desobediente.
Não acredita nos adultos que dizem que o mundo é dos espertos.
Teima e insiste em acreditar nas pessoas.
Ama sem medida desmedidamente...
Entrega o coração, não somente o corpo.
É entregue à meiguice sem fim.
Arruma tempo para os que ama.
Encanta-se com qualquer delicadeza de alma.
É pura leveza.
Cercada de pessoas que tentam minar seu mundo de fantasia.
O que sera desta menina que insiste em ser princesa de lindos sonhos encastelados?


sábado, 4 de julho de 2026

Amizade Altruísta

 


Uma amizade implica em fino trato, jamais fazer ao outro o que não desejaria a si.
Ousa ir muito além de qualquer desafio, se desapega de seus interesses pessoais.
Ir ao outro devagar, como uma carroca pela estrada, mas com toda diligência diferenciada com que o Criador nos brindou, mas percorremos juntas a longa jornada com cuidados matriciais que requer a boa afinidade. 
Tentar não fazer a outra provar o gosto amargo do fel. O salobro do distrato da desconsideração do desafeto, da insensibilidade, da desatenção.
Dar um pouco de si requer paciência, atençã e purificação do nosso egocentrismo. Até vamos mais longe e não só cuidamos do básico, do essencial.
Doar tudo requer coragem como todo desafio
Enfim, por se colocar nolugar do semelhante, não faz experimentar solidão na alma e desconforto no coração.



Solidão

 



Solidão como afastamento de Deus ouso dizer que nunca senti, graças a Ele mesmo. Pelo contrário, sinto-O tão  perto em todos os momentos da minha vida, sobretudo onde a dor corroeu meu ser.

Senti sim um estado interior de introspecção em cada solidão, paz intrínseca, uma conexão com meu eu real, sei ser pura Graça Divina que me faz crescer, evitando males maiores como seria sentir solidão sem Deus. Mesmo na desolação (sem chão), Deus caminhou comigo me confortando, enfrentou comigo meus desertos todos ao longo da minha vida. Desconexão não se deu pela sua Misericórdia.
Particularmente, gosto de estar só,  conviver para crescer como pessoa, alegrar o coração, ajudar a quem necessite, não mais. Não sinto falta de ter alguém comigo toda hora. Agradeço muito a Deus por ter me feito independente de ânimo.
Se tenho saudade?
Claro! Muita de muitos.
Não sou de ferro, sou de carne e osso, como todo mortal.
Tem também o fato de que Deus mesmo me preparou para viver assim. Sou modelada por Ele para ser um pouco monja, um tanto eremita, porém amiga de quem  quer ser meu amigo. 
Antes só do que mal acompanhada, como já dizia minha avó, com toda sabedoria e santidade que tinha.
Claro está que já chorei muito sozinha sem consolo humano que alcançasse minha dor, só  minha e não foi uma vez nem duas...
Aliás, não sou a única no mundo, claro!
Que adianta falar se as pessoas nos taxam como se estivéssemos nos fazendo de vítimas não sabendo da nossa realidade? Muito mais conveniente calar.
Já passei Natal, Ano Novo, Páscoa, Dia das Mães, aniversário sozinha, com Deus a me dar consolação. Muitas vezes, não é porque não tenho quem me ame, sim por impossibilidade dos filhos chegarem até mim por morarem em outros Estados.
Hoje em dia, tenho por companhia amigável a minha amiga solidão
Quanta inspiração ela me concede, quanta profundidade, interiorização, limpeza de alma, possibilidade de me vencer, de assumir meus vazios com fé, esperança e caridade.
Quem não me quer me perde.
Da mesma forma, a recíproca é verdadeira, bem sei.
Como ensinou São João da Cruz, minha solidão é povoada, transforma-se em solitude benfazeja. 
A presença amorosa do meu amado Jesus me consola verdadeiramente.
Quanto mais solidão, mais o Amor enche de regozijo meu âmago.
A Deus, solidão amarga!
Seja bem-vinda, solitude fecunda!

Minha Varanda

  U ma paisagem simples e bonita tenho em frente de onde estou a  escrever num final de semana de boas expectativas e paz na alma. M inha va...