segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Observando Comportamentos *

 


(foto pessoal)


Meninos brincavam na lagoa, chegaram duas meninas. Um deles impediu que ela se juntasse à brincadeira.
Um dos meninos, muito extrovertido, logo chamou-a animadamente a espiar uns peixinhos a nadarem. Uma mulher, limpando o terreiro próximo à lagoa, percebeu como foi difícil para ele aceitar a cordialidade.
Ficou calado, se fazendo de rogado, como  galo no terreiro, tentando dificultar a aproximação feminina.
A  turminha insistiu, não teve jeito, ele isolou-se do fortuito grupo.
Coitado!
Ficou sozinho nu egoísmo irracional.





domingo, 8 de fevereiro de 2026

Percurso Difuso

 

(foto pessoal)

O ano começou com chuva e acinzentado.
Talvez ninguém tenha parado para pensar no que significa no âmbito pessoal. Quererá nos alertar de algo a natureza?
Sempre há um tempo de mudança enquanto se tem a vida pulsando em seu ser.
Nem todos estão vivendo uma vida digna. Ela é impulsionada pela força natural do amor que vem do Criador de todas as coisas, ele nos perpassa.
Precisa ser guiada pelos apelos divinos.
Crê ser natural ter dias áridos e de solidão interior.
Busca dentro de si e não fora o que precisa, na essência da sua alma.




sábado, 7 de fevereiro de 2026

Vencendo Batalhas

 

(foto pessoal)


Era um casal sonhador, mulher não era fraca, levava a relação com dedicação.
O homem tinha por meta um horizonte cheio de leviandades.
O par viveu batalha para desbravar horizontes no delicado relacionamento.
Farol para ele, não acreditava no lumiar da vida.
Que batalha viveu a pobre mulher de altos e baixos!
Para seu único filho, com grande dificuldade financeira, a nova mamãe teve que tricotar seu enxovalzinho.
Ele continuava a delirar, coisas não cairiam do céu, pobre coitado!



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Viagem ao Nordeste

 

(foto pessoal)

Esteve em Fortaleza, uma beleza tudo por lá, voo tranquilo sem escala. Calçadão da orla, na beira-mar, uma gostosura para passear. A feirinha de artesanato, acarajé de dar água na boca, muita coisa linda no ar e alegria no coração.
Em Jericoacoara, esteve entre dunas, andou de pau de arara, tudo com muita emoção no ar. Comeu tapioca à vontade, mugunzá doce.  O cuscuz do Nordeste era um bom prenúncio de um dia especial. Lagosta assada, robalo assado, camarão peixes típicos confundindo o paladar sem deixar clara a opção do que escolher, carne de sol à vontade, curau de milho verde, água de coco.
Apreciou o pôr-do-sol descomunal em cima de uma enorme duna. Viu jangada no mar, muitas por lá. Andou de bugre, com a alegria extasiante em voga.
Árvores de raízes aéreas. Lagoa de água doce para se refrescar Céu e mar se confundiam no horizonte. Balsa para atravessar os rios, cavalo marinho visto na transparência das águas. 
Pedra Furada, beleza natural, Árvore da Preguiça, Lagoa Azul espetáculos indescritíveis desde o amanhecer ao se deitar.
Esteve entre caatinga, mata branca, cactos, vegetação típica do litoral leste e oeste do Ceará. Crepúsculo inigualável, performance de capoeira, igarapés, mangue seco. Lagoa de Tatujuba, Fonte de energia alternativa, Porto de Mucurique, Porto de Pecém, Praia de Iracema, Teatro Municipal de José de Alencar, Praia do Futuro. Barraca do Chico do Caranguejo, Prática do kit surf, Ponte dos Ingleses, Túmulo do Castelo Branco.
A Magia de Canoa Quebrada e Morro Branco inolvidável.
Areia por todo canto, oásis nas lagoas formosas, praias privativas, ar livre o dia todo após o dejejum, espetáculo natural que a deixava sem palavras.
Jijoca para andar de pau de arara, uma aventura.
Do lugar, levou um grande aprendizado sobre despojamento e simplicidade.
A feira artesanal com crochê por todo lado era uma aventura noturna diária. Mulheres prendadas por lá habitavam.
Mercado municipal da capital com 500 lojas, impossível de se visitar a todas num dia.
A homenagem à Iracema de José de Alencar no calçadão à beira-mar lhe foi marcante.

De volta ao lar, uma mala pesada, rendeiras com seus lindos trabalhos fizeram a festa nas vendas. Castanha do Brasil uma delícia trazida bem como a cajuína e os bombons de cupuaçu.
Tudo que viu e viveu ficará impresso em seu coração. Chegou em casa com uma saudade enorme e uma vontade de regresso.
Na certa, de lá trouxe inspirações para muitos escritos no cenário inusitado onde esteve.



Lei da Sobrevivência

 



Vivia num lugar bucólico, em plena natureza, rodeada com variedades de plantas, o verde era cenário natural bucólico muito aconchegante.
Um certo dia, recebeu um diagnóstico do médico que não esperava. Já dista de três décadas.
Teria que se mudar para um lugar quente onde tivesse um pouco de saúde, pudesse gostar do dom da vida que, para ela, era presente.
Foi morar num lugar quente e de mar perto. precisava caminhar, fazer exercícios, como lei de sobrevivência.




terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Felicidade Sedutora


(foto pessoal Conservatória RJ)

Numa noite sedutora, com dulcíssimos carinhos, a induzias ao êxtase desejado, entre carícias e beijos que eram suas delícias.

No auge da nossa paixão, suspiros e ais aqueciam nossos corações em nosso leito de amor, com mais desejo inebriante dum terno bem-querer, sadio, quente e colorindo nosso viver.

Num ardoroso e gostoso momentos do incêndio dos nossos corpos em luta renhida de sobrevivência ao caos duros de dias doloridos, sentíamos como era bom nos amarmos.

A felicidade difere muito da tensão de uma vida insalubre, é préstimo à colorir nosso viver para não perecermos, Enche nossos dias de mimos doces.





segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Língua Afiada

 

(foto pessoal)

Aproveitando o ensejo da alegria do coração pelos festejos do mês junino em todo canto do país, a expressão afiada como dentada de traíra vem a combinar. 
Ela prefere fazer quadras populares a ter uma língua afiada que nem dentada de traíra.
Resulta no bom funcionamento do humor e da paz de espírito.
Afinada mesmo só a tesoura de cortar unhas ou a faca de cozinha e, assim mesmo, todo cuidado é pouco para não se ferir.
Segurar a língua a não denegrir a imagem do próximo. Assim como Maria, seja pessoa do silêncio.
Botar a boca  no trombone só mesmo para denunciar injustiças de toda sorte, ai sim tem que ter a língua afiada que nem navalha.



Observando Comportamentos *

  (foto pessoal) M eninos brincavam na lagoa, chegaram duas meninas. Um deles impediu que ela se juntasse à brincadeira. U m dos meninos,...