segunda-feira, 15 de junho de 2026

Frascos de Carinho

 


Em frascos sensíveis, coloco rosas viçosas, não as deixo morrer, troco a água, cuido e zelo, nem mesmo as rosas resistem ao abandono.
O melhor dos vasos não é ser de cristal ou similares e sim ser posto de coração, não decoração.
O interior precisa exalar bom perfume, que garrafas internas sejam motivo de felicidade! A bondade deve preencher o alcatruz, as jarras do coração, sejam repletos de amor e carinho. 
Que a botelha não fique vazia, possa ser preenchida de valores do bem e da paz!

domingo, 14 de junho de 2026

Outono Deslumbrante

 

Há três meses que um calor infernal invade cada cômodo da casa, os espaços das ruas, forçando-me a ir à praia diariamente numa maratona que acabou sendo não fastidiosa. 
Eu, que morava aqui na cidade há oito anos, não me aventurava a tal façanha por ver as praias lotadas, coisa que não gosto.
Eis que chega, enfim, o prenúncio de folhas caindo no chão, clima ameno e  o famoso crec, crec que tanto aprecio ouvir ao pisar nos tapetes pela orla
 e parques.
As folhas irão amarelar, cair, bailarão das árvores despencadas, ocasionando um circuito inusitado na paisagem que vai se dourar aos poucos me encantando de forma ímpar.
A alegria com que os amigos do além-mar sentiram com a chegada da primavera, eu sinto com as primícias do outono do lado de cá. É minha segunda Estação preferida, o céu permanecerá azulado como tem estado, numa tonalidade que por si só me acalma a alma.
Folhas, folhinhas minhas, venham alimentar minha fantasia outonal, deixem-me pegar carona em seus voos deslumbrantes!


terça-feira, 9 de junho de 2026

Dois Amigos


(O Frade e a Freira - CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM - ES)
 

Amigos nos amamos e nos vemos. Queremos estar juntos à  medida do possível de cada um.  Inventamos motivos.  São reuniões improvisadas. Tipo: vem tomar café, fiz uma comida gostosa, vem almoçar... vamos tomar um café numa cafeteria amanhã... tem um passeio ótimo e cultural,  vamos? 

Vou ao supermercado, quer  ir? 

Quero conversar,  vamos nos encontrar? 

Quer falar, então vem!

Vamos planejar nossos trabalhos juntos? 

São tantos os motivos para nos vermos, pois quem não é visto não é lembrado. 

Fujo de encontros com pessoas que não querem amizade sincera. 

Só se vê bem com o coração.






quarta-feira, 3 de junho de 2026

Livro Sagrado

 





Chamo-me Livro Sagrado, tenho mais de dois mil anos. muitos me leram, uns por curiosidade, outros por estudo, já alguns, para pontuarem seu viver.
Quem me lê, vê tantos cenários diferenciados, desde o deserto ao oásis, dos povoados, às cidades de pedra.
Umas pessoas sentem perder a fé, tem tanta figura já explicada pela ciência ao longo dos milênios... parece que estou em desuso, fora do tempo contemporâneo. Além do mais, não gostam muitos de serem questionados em seu modo de proceder, teriam que mudar de vida e não estão mais dispostos. Eu dou trabalho aos duros corações.
Outros seres humanos, justificam suas proposições, alegando estarem sabidos como verdadeiros doutores da lei. Têm fariseus que me carregam embaixo do braço ou abraçado ao  peito, mas não me vivem, escolhem as páginas ou trechos do que lhes apetecem somente.
Já encontrei quem me deixasse morar no sótão da sua residência o ano quase inteiro, fui presenteado por pessoas de mais idades aos mais jovens e eles não me querem mais em suas estantes, muito menos em seus corações. 
O tempo encheu-me de poeira, fui ficando amarelado, como a cor do sol que só via, em muitos anos, no final do ano, quando arrumavam um pouco a bagunça do lugar onde me colocaram e o astro-rei invadia o espaço me dando um pouco de alegria. Aí sim eu sonhava em subir as escadas e tomar um lugar de destaque no Natal para enfeitar a casa dos meus donos. 
A moça que fazia a limpeza, me pegava, tirava meu pó, me dava um ósculo e me punha no centro duma mesinha com toalhas vermelhas com bordados dourados. Enquanto limpava a casa, os donos passavam o dia fora nas compras de final de ano e ela me lia com devoção, Eu me sentia útil de novo,  sabia que ela me amava e iria aplicar à sua vida o pouco do que me lia entre seus afazeres e outros.
Enchia seu coração de amor ao próximo.




quarta-feira, 27 de maio de 2026

Outono Tropical

 

Um retrato do outono por aqui está contradizendo, por ora, a nova Estação.

Vamos à praia, o mar agitado não dá para ficar muito tempo sentada na cadeira na areia preta (monazítica). Poucas pessoas, no máximo uma meia dúzia comigo, cada qual bem afastada uma da outra. Só uma senhora vem puxar assunto sobre a questão da praia estar vazia. acabou o verão e as aulas estão de vento em popa.

Amo passear no outono, ver os barcos parados nos ancoradouros, parece que estão como os seres humanos, se preparando para hibernarem.

Por sua vez, o Outono nos inspira à reflexão, é epoca especial para deixarmos nossos barcos mais protegidos das ingempéries da vida.

Hoje cedo, o salva-vidas teve trabalho para uma pessoa resgatar, pois o mar estava bravio. Dizem que anunciando muitas chuvas.

O barco para mim tem significado especial imagino-me andando num lago sereno, apreciando um lindo poente. Nem sempre ha a possibilidade. Um cenário idílico inspira.

Um barco abandonado me dá lástima, é triste ver seu estado vegetativo numa praia deserta.






quarta-feira, 20 de maio de 2026

Caminhada Diária


Tão  logo desço  do edifício,  já estou de frente para o mar.

É  um bálsamo gigante o azulão à  minha espera.

Posso descer triste que, em seguida, vem a alegria interior a me encher de regozijo o coração. 

Nossa rua nos motiva, normalmente, a anterior tinha flores por ela e agora, tenho o mar pertinho.

É  uma rua arborizada,  no outobo o Criador me apresenta um cenário ainda mais lindo com árvores castanhas... As folhas tonalizadas de ocre me dão um clima interior de pacificação. 

A rua pessoal é  um estímulo a caminhar por ela, a ter ânimo de dias melhores e abençoados. 

Amo minha rua e todo o silêncio que atravesso para chegar na orla esperada a qual me dirijo agora após escrever.


quarta-feira, 13 de maio de 2026

Elisa


Elisa caminhava atentamente ao seu redor, procurava se esquecer, que fosse por um tempo, de problemas corriqueiros cotidianos. Aliviava seu espírito que o mal tentava manter ansioso.
Vinha uma avalanche que parecia iria enterrá-la viva, ela confiava em Deus somente e rezava, no final do dia reebia uma notívia ou algo que iria resolver tal aparente dilema gigantesco.
Quando a adversidade vinha, sentia como se fosse um elefante à sua frente de tão grande ao seu pequeno poder sem que o Pai Supremo se colocasse a frente de tal coisa.
Aprendia, dia após dia, que só em Deus se pode vencer.
O elefante se transforma em formiguinha á procura de um docinho para degustar, faminta de serotonina.
Aquilo que, em princípio, inspirava poder, força, que a desestabilizava, se transformava em paz, prosperidade e Proteção Divinal. Ele que é lealdade, paciência, inteligência longevidade, estabilidade.

Frascos de Carinho

  E m frascos sensíveis, coloco rosas viçosas, não as deixo morrer, troco a água, cuido e zelo, nem mesmo as rosas resistem ao abandono. O ...