sábado, 25 de julho de 2026

Não Mais





Um dia o amor se foi. Não teve mais cafezinho, bom dia, boa noite, prosa gostosa e mil carinhos.

Só restou a saudade,  nunca mais os abraços  e a saudade no seu coração fez morada.

Não teve mais ligação ao celular, conversa alegre na tarde, passeio de carro pela orla, nada mais.

A casa ficou vazia, sem brilho. O coração se amuou.

Só  restaram as lembranças,  o olhar perdido na janela,  à  espera de um adeus que nunca houve.

Ficar só,  num desabrigo,  de supetão,  sem despedidas,  sem um adeus, nada, nada. 

O abandono é  uma facada que produz ferida sem plástica que dê  jeito. A cicatriz é  perpétua. 

As lágrimas furtivas rompem os olhos numa investida desalmada.

O colo nunca mais voltará... O olho no olho e as emoções não mais existirão. 

Como órfã  do amor, ela seguirá, escondendo, inibindo sua dor enlutada atrás de sorrisos meigos. 

Lembrando do amor vivido tão intensamente que foi embora sem dizer um adeus sequer.

Por trás de uma desilusão, há  corações partidos para sempre e a eterna incompreensão do insensível destino.


quinta-feira, 23 de julho de 2026

Cura Pela Amizade

 






Dona Mariquinha estava se sentindo fraquinha, sua vizinha veio logo com um bolinho de fubá e um cafezinho bem quentinho.

Dona virose se enraiveceu, queria ficar mais e mais e aquela chata lhe estava fortalecendo com canja e tudo o mais? 
-Que mulher sem noção! Resmungava ela.
Teria que ir embora, já tinha se instalado seis dias, estava gostando de deixar dona Mariquinha de cama e, agora,  ela está se levantando com mais vigor. 
-Vou-me embora para o fundo do mar. Lá veio ela com um bom café a me espantar.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Livros são Sagrados

(foto pessoal)



Desde pequena se entregou aos livros, com esmero e gosto impecável, foi seu refúgio secreto e poço de contentamento. Foi neles que encontrou respostas a diversos questionamentos internos e, no Livro  Sagrado,  conversa com Deus como um Bom e Melhor amigo, muitas vezes, o Único.

A coleção dos Livros Sagrados lhe explicou sua vida toda, nela encontrou as mais diversas lógicas para todas situações ilógicas que viveu sozinha sem ter apoio de ninguém.
Ler é uma bênção gigantesca, felizes somos nós os que fomos alfabetizados, não importando tanto se com cinco anos como a menina que vos escreve ou com idade bem avançada.
Desde a sabedoria dos ancestrais  como as dos atuais, livros são fonte de informações e estudos relevantes.
Foi neles que encontrou resistência a fim de enfrentar lutas e dores com a cabeça erguida.
Num ambiente favorável, como o da foto acima de mote, pode acontecer inspirações inusitadas, mas, mesmo sem ambiente propício, ela dá o ar da graça, é ela, a inspiração,  a musa das palavras. 
Se não lemos, não polimos o dom.
Tal qual um cacto, floresce para surpresa de muitos que não veem nos livros um subsídio de confronto e paz interior. Ela lê, crê e espera pelo que há de vir.


Sombras de Estimação


(foto pessoal)

Entre sombras de estimação,  evitava choques...
Trazia erros no alvo do passado, mágoas presentes, ostensivamente, sem se animar a tratá-las enquanto lhe punha olhos sutis até tragá-las, enfativamente.
Suas possíveis orgulhosas sombras agendadas tragicamente, em seu próprio olhar sôfrego, lhe aterrorizavam.
Tentava, enquanto se propunha, obsessivamente, a saná-las, animadamente.
Tomara elas se pusessem sempre ordenadas!
Somente assim se cuidava, energicamente, a pessoa otimista sossegada, a ter ênfase.
Maravilhas prováveis ocorreriam, lhe  sustentariam.
Tocava, enfaticamente, seus propósitos, olhava, sistematicamente, aos ocasionais transtornos emocionais seus.
Choques, baques, lhe davam um toque no eu real, que se despertava, ainda que morosamente, a uma nova resiliência.
Vivia, fianlmente, no presente, numa metanoia total do seu viver, dava-se valor. O abandono de seus familiares muito amados lhe serviu de lição para sempre.
Esse choque, uma experiência que temos que vivenciar, pode ser positivo ou negativo, mas nos impacta de tal forma que produz uma explosão interna, mudando ideias e preconceitos, alterando todos os padrões pelos quais vivíamos até aquele momento, Algo acontece na mente, naquele espaço surreal.
Você não é mais a mesma pessoa.


segunda-feira, 20 de julho de 2026

Numa Cabana, um Milagre







Estava sozinha deitada na relva, bem acomodada, quando,  de repente, sentiu a brisa suave  como a lhe chamar sutilmente. 
Olhou para um lado... para o outro....nada destacava-se no horizonte.
Resolveu erguer sua cabeça para ver com maior nitidez o cenário. 
Para se ver bem, é  preciso atenção total do coração. 
Pode perceber algo  dourado, levantou-se e foi ao alcance do objetivo trazido pelo vento naquelas pastagens.
Era uma chave mágica, cheia de brilho, com estrelinhas  na ponta.
Decidiu caminhar e chegou à  uma cabana à  beira da praia.
A chave misteriosa coube direitinho na fechadura da cabana.
Teve o chamado para encontrar, finalmente, o que tanto buscava numa simples tenda no mar.


Amor de Andorinhas

(foto pessoal - Anchieta ES)


Amor de andorinhas é colaboração e harmonia. 
Dois corações se completam numa interação sadia.
Comunhão perfeita, par amoroso, somam esforços,  estímulos. 
Há  evolução,  equilíbrio,  atração, motivações, ideais comuns, valores, virtudes, compreensão,  idealismo,  dedicação,  bem-estar. 
Conexão amorosa é  sentimento único, uma integração,  intensidade. 
Uma só  alma em dois corações.
Ajudam-se... amam-se.




sábado, 18 de julho de 2026

Vida e Arte

foto pessoal Araruama RJ

Na extrema solidão, recebe um talento inusitado do apreço pela leitura e pela escrita.
Comprime seu talento ao peito, espreme a inspiração, são palavras de amor já vivido, relembra e escreve com muira paixão no coração.
Muitos a extranham como se ela fosse uma extraterrestre, não se intimida, se impõe pela ternura no que rabisca, puro amor pingado de paixão e dor.
Deixa desvend.arem seus mistérios, seus segredos do âmago repleto de zelo que lhe sai da pena ao papel.
Usa sua inteligência a seu favor.
Fora de seu aposento, alguém admira e  a aplaude no silêncio, o mar o prado a chamam na mesma proporção e lhe dão respaldo a registrar mais e mais.
Lê, escreve e vive com intensidade.
Suas emoções se eternizam com efusividade. Reparte seus delicados afetos sem parcimônia e sua expressividade encanta aos sensíveis.
Não se preocupa com rimas e métricas em primeira instância.
Sabe que muitos a entendem, esvazia-se em palavras emocionadas e a catarse acontece em seu íntimo.
Motivações em comum têm muitos dos seus amigos e a fazem perseverar por anos a fio com espontaneidade.
Junto do seu peito estufado de bondade, compartilha vida e arta sem embaraço.


Não Mais

Um dia o amor se foi. Não teve mais cafezinho, bom dia, boa noite, prosa gostosa e mil carinhos. Só restou a saudade,  nunca mais os abraços...