quinta-feira, 9 de julho de 2026

Amor no Coração












 Eu tenho momentos felizes, quer de dia, quer de noite, apesar de tudo que já passei.

Só em estar viva, acordar todo dia com o sol ou a chuva a me sorrir, poder respirar sem aparelhos, comer tudo que seja saudável, ainda algumas guloseimas, ter boa digestão, caminhar pela orla, tomar banho de sol na praia, sentada livre e solitariamente para contemplar meu sagrado mar...

Fazer as refeições sem problemas, no silêncio, ouvir músicas, jornais que gosto na tele, ler muito e escrever outro tanto. 

Descansar, se preciso for, dormir bem as horas que necessito à base de um gostoso chá de melissa somente, não tomar remédios fortes para nada na atualidade.

Tornar a acordar e reviver  tudo de bom, ter ainda muito ânimo, generosidade.

Não posso mesmo reclamar. Tenho Amor em meu coração. Quer coisa mais feliz?

Não se pode ter tudo. Eita recessão benéfica! Aprendo a viver com simplicidade, ser muito mais feliz e leve.

Ninguém tem TUDO... nem de material nem de espiritual.

"A cada dia basta seu mal."

A Providência Divina não falha. Deus é Fiel!

Obrigada, Senhor, por TUDO.


quarta-feira, 8 de julho de 2026

Minha Varanda

 


Uma paisagem simples e bonita tenho em frente de onde estou a escrever num final de semana de boas expectativas e paz na alma.
Minha varanda infiltrada com raios de sol no Outono bonito de céu azul, sem calor excessivo, me mostra exatamente que estou só aqui, recordo do tempo onde eu era acompanhada noutra varanda... tudo acabou.
Eu sorria espontaneamente, era feliz.
Agora, tenho outra sacada, também com algumas flores num dos cantinhos e os pássaros já não vêm mais me visitar na frequência como outrora, os bem-te-vi e meu bem-te-vi sumiram de mim, mas tenho poesia da mesma forma, nuances de verde, amarelo bordeando a espada de São Jorge, o roxinho de outra plantinha linda, elas me restauram mente e coração pouco a pouco...
Meu balcão é poema vivo  e me transporta à minha realidade aqui em busca de momentos ternos que sempre Deus me proporciona.
Coloquei uns panos de cozinha a quarar no solzinho... recordação de velhos tempos de quintal grande onde o anil tinha primazia de rei.
Não sei se ainda existe o antigo anil que tem significado afetivo para minha infância de contemplativa que sempre fui e olhava curiosa tudo ao meu redor, visto que têm outros produtos modernos clareadores.
Só sei que, lendo uma grande amiga, irmã de alma, nasceu esse post numa tardinha  de sábado, véspera de um domingo onde estarei com amigas passeando  por lugares rodeados de natureza bela e mar a fechar o dia que promete emoções múltiplas em amizades reais de bom tom.


terça-feira, 7 de julho de 2026

Injustiça



Era um homem desaforado, vivia criticando tudo e todos por onde circulava.
Todos o tratavam bem, com medo de caírem nas garras do ta disparatoso critiquento.
Era uma falsidade só a convivência com os demais e falação por trás que lhe caía bem como chuva em roça de milho. Enchuam sey ego e tudo terminava em pizza, como se costuma fazer na socuedade hipócrita.
A mulher sofria nas mãos dele, mas não dava bala aos tiros sucessivos e continuava a ser como era, sincera e transparente.
Recusava-se a lhe dar munição como que a lhe cair bem como chuva em roça de milho. 
Ela sabia que todos somos como somos e criticar só falava mais de quem criticava do que quem se está criticando.
Afinal, todos vemos defeitos alheios com a maior facilidade, já as virtudes, se dependesse de nós, o milho morreria seco, muitas das vezes, não haveria chuva favorável para a roça sobreviver bem viçosa.
Um dia, aprendeu a lião com um idoso, Doutor do consulado que o pôs em seu devido lugar. Cumpriu sua pena até o fim da sua vida. Caiu na própria trampa das depreciações que fazia de tudo e de todos. Apendeu a ser mais gentil, delicado no trato e cortês, juntos a outros detentos, pois nem sempre na vida encontramos pessoas que fazem de conta que não sentem... é mais difícil, mas os senhores assim, estão por perto, prestes à defesa dos injustiçados.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Dias na Roça

 

Foram tantas as emoções na estadia na roça, no campo, no interior, como queriam chamar.
Sossego no campo, serenidade no interior. Paz, saúde e amor,por lá, eu acampo.
Dias na roça, bom à beça, acordar, café na cama, fé. Colheita no terreiro, berreiro dos animais, doces caseiros.
Paraíso no interior,lugar cheio de amor. Afugenta toda dor, recanto cheio de flor.
Nos dias de folia, arruaça de amor,
festança no ser.
Certos olhares me recuperam de dias de desolação profunda. São unguentos nas feridas da alma.
Fugi das arruaças, refugiei-me junto aos familiares que me restam. Meu padrinho com seus a caminho de 91, é nosso mestre.
Foram dias de regozijo deleite junto à natureza estupenda que por lá resiste às intempéries do mundo mostrando certos olhares esplendorosos.

domingo, 5 de julho de 2026

O Uso do Chapéu


Eleonora gostava de usar chapéus, caminhava na orla sempre acompnhada dos seus amigos companheiros de proteção aos raios solares.
A cada dia, usava-os de acordo com a cor do maiô, saída de praia. Sente mais confiança em si até, impresionante como tem duplo sentido para ela. Sai mais confiante 
Quando o minuano está forte, nem todos têm o  elástico para prender à cabeça, aí vai correndo atrás dele, do que se assanha a correr atrás do vento.
Se caminhando no calçadao, põe de acordo com a cor da roupa que usa naquele dia.
Ela não dispensa o acessório, inclusive faz parte do seu cotidiano a menos que esteja chovendo. Cabelos presos protegidos pelo chapéu são um escudo protetor para ela. Modifica a aparência. Só amigas a reconhecem, uma beleza. Cabelos soltos sao chamativos e ela evita situações embaraçosas.
Hoje mesmo, alguém parou ao lado dela enquanto fazia alongamento na Praia dos Namorados e começou um  diálogo. Estava sem o chapéu dela de todo dia, pois estavam secando todos os de caminhar. Logo saiu do lugar e dispensou a proximidade com estranho.
Não é que o chapéu a disfarça, com óculos de sol, então...
Evita falar enquanto caminha, conversar e caminhar não resultam em exercício salutar.
Se é algo que ela gosta é de um chapéu protetor, ajuda a dispersar o calor do corpo e a manter a temperatura da pele mais baixa.
Lugar quente precisa de proteção e cautela.


Criança Interior

 


Sua criança interior é bem desobediente.
Não acredita nos adultos que dizem que o mundo é dos espertos.
Teima e insiste em acreditar nas pessoas.
Ama sem medida desmedidamente...
Entrega o coração, não somente o corpo.
É entregue à meiguice sem fim.
Arruma tempo para os que ama.
Encanta-se com qualquer delicadeza de alma.
É pura leveza.
Cercada de pessoas que tentam minar seu mundo de fantasia.
O que sera desta menina que insiste em ser princesa de lindos sonhos encastelados?


sábado, 4 de julho de 2026

Amizade Altruísta

 


Uma amizade implica em fino trato, jamais fazer ao outro o que não desejaria a si.
Ousa ir muito além de qualquer desafio, se desapega de seus interesses pessoais.
Ir ao outro devagar, como uma carroca pela estrada, mas com toda diligência diferenciada com que o Criador nos brindou, mas percorremos juntas a longa jornada com cuidados matriciais que requer a boa afinidade. 
Tentar não fazer a outra provar o gosto amargo do fel. O salobro do distrato da desconsideração do desafeto, da insensibilidade, da desatenção.
Dar um pouco de si requer paciência, atençã e purificação do nosso egocentrismo. Até vamos mais longe e não só cuidamos do básico, do essencial.
Doar tudo requer coragem como todo desafio
Enfim, por se colocar nolugar do semelhante, não faz experimentar solidão na alma e desconforto no coração.



Amor no Coração

  Eu tenho momentos felizes, quer de dia, quer de noite,  apesar de tudo que já passei. Só em estar viva,   acordar todo dia com o sol ou a ...