segunda-feira, 16 de março de 2026

Estimação


(foto pessoal Itapecerica da Serra)

Era uma vez uma moça educada, não se deixava levar pelos maus conselhos.

Tinha muitos amigos, pois  um dócil coração lhe pertencia. Cada vez que chegava na mata, na reserva onde vivia, levava boas novas a todos. Dentre outras qualidades do bondosa, era sua capacidade de apoiar os demais da aldeia da "Terra dos que se queriam bem."
Era a única que ia à cidade para prover alimentos e medicação necessária para todos amigos.
Tinha uma couraça de benevolência que nenhum mal o atingia por mais que fosse vítima da ambição e olhos gordos desmedidos de outros ocupantes da sua região, cercada por uma linda natureza.
Gozava do respeito de todos, até dos mais velhos.
Sua fama de mulher cumpridora dos deveres e  respeitadora de todas as leis se espalhou pelas adjacências como num passe de mágica.
Jamais ousava desrespeitar qualquer parâmetro estabelecido pelas leis de civilização.
Por sua perspicácia, sabedoria e prudência, tinha a estima de todos e nem um sinal de trânsito sequer desafiava por negligência. Não tinha o desleixo por norma de vida.
Apesar de já ter sido ridicularizada pelos invejosos de plantão, nada o fazia desistir do caminho das boas computações. Era íntegra com todos.
Outras pessoas a tinham como a senhora, a influenciadora real por seus bons costumes e ética em todos os sentidos.



domingo, 15 de março de 2026

Podridão Cerebral

(foto pessoal Petrópolis RJ)

Desde que começou a blogar, passou por várias fases na doce arte.
Foi pela arte que se sentiu incentivada pelos amigos virtuais, a continuar a escrever e criar, chegando a publicar livros sem medo.
Foi ajudada demasiadamente pelo fato deles terem lançado vários desafios interessantes que foi cumprindo com fidelidade afasando de si a podridão cerebral reinante na sociedade.
Outros meios de comunicação não lhe satisfazem porque não deseja perder tempo com tolices ou fofocas.
Sente um esvaziamento nos blogs com o passar dos anos, mas percebe como as pessoas perdem tempo vendo coisas fugazes, horas perdem até, preciosas inspirações são deixadas em segundo plano.
Na vida, é preciso foco. Se sair dele, se perde o fio da meada. Lá se vai o fio de ouro de cada um pela tela abaixo.
É tanta baboseira que se vê por aí que cansa e o único que a satisfaz é a boa leitura tanto de livro físico como boas matérias postadas por amigos que se dedicam há anos à leitura e à escrita.
Nem todos são chamados a publicar livros naturalmente. Entretanto, o mundo teria mais sentido se usássemos nossos neurônios para o que de fato tivesse valia e crescimento como ser humano. 
Percebe como as pessoas estão efêmeras nos relacionamentos a psicologia explica e os cientistas comprovam que o celular em aplicativos inúteis ou mídias efêmeras é danoso á saúde mental.
A questão da podridão mental passa pelo que vemos lemos e, automaticamente, sentimos.
Se nos dedicarmos às inutilidades, não teremos armazenado no HD mental coisas boas, ótimas inspirações e virtudes elevadas para convivermos em sociedade, sem cairmos no efeito manada.
Tem sim alguns meios de comunicação social para divulgar seus livros e algumas postagens recreativas que faz, desde que sejam agradáveis ao corpo e ao espírito.
Vai à praia diariamente e desfruta do vaivém das ondas, deixa-se banhar os pés, pernas, e lugares sem tumultos e sons estridentes que colaboram para a prontidão da sua  mente. É um esbanjamento de inspiração diária o mar.
Por sinal, numa das suas caminhadas das quais não abre mão um só dia, viu e leu no paredão escrito se ela era o amor da sua vida. Serviu-lhe de mote. Avaliou-se e sentiu o que era de valor realmente.





sábado, 14 de março de 2026

Cantinho Rústico

 


(foto pessoal Finlândia Brasileira)

Tinha um sonho bonito que guardava desde a juventude no refúgio secreto do seu coração.
Era uma mulher batalhadora e trabalhou muito até o tempo em que podia realizar seu desejo onírico.
Como admiradora do campo, escolheu com calma um belo ranchinho onde o casal de velhinhos havia ido morar com filhos na capital e resolveu se desfazer daquela pérola campal.
Quando foi conhecer o aconchegante vilarejo, já se apaixonou pela calma do lugar.
O cenário era admirável. Arrancou suspiros em seu coração enamorado pelas coisas do interior.
Sabia que teria poucos vizinhos, não teria problema. Ao menos com três poderia partilhar seus bolinhos de milho, um café quentinho feito no fogão à lenha atrás do casebre que iria reformando aos poucos sem pressa, de acordo com suas possibilidades financeiras.
Ao redor, tinha uma árvore muito alta que a fazia lembrar das cerejeiras da Serra onde passara dias de imensa alegria revestida de muito amor em seu coração.
Em suas raízes quase expostas, havia um canteiro de rosas, entremeadas com onze horas e margaridas das pequeninas e brancas. Miosótis davam um toque festivo e angelical ao local.


sexta-feira, 13 de março de 2026

O Amor e a Musicalidade

 




(foto pessoal)

Era uma vez um casal de enamorados, viviam momentos de intensas emoções, sensações, vivências de ardentes ternuras.
Em cada encontro inicial, ela lhe preparava uma surpresa movida pelo seu coração. Tudo com muita sensibilidade, carinho e amor genuíno. 
Flores espalhadas como um tapete, na cama, bombons, cartões e música ao fundo para romantizar.
Seu par que dizia não saber dançar rodopiou com ela ao som de uma música suave, de rostinho colado.
Ela dizia baixinho ao seu ouvido que o amava, que os outros havia conhecido por acaso e a ele porque era preciso.





quinta-feira, 12 de março de 2026

Minimalismo

(foto pessoal Pantanal Mato-grossense MGS)


Vivemos tempo onde precisamos reciclar, reaproveitar, inovar.

Quando vamos à roça, nada desperdiçamos.  

Não tem padaria, come-se coisas caseiras, repete-se até acabar. 

Fazemos questão de conservar este modo de viver.

Legumes do almoço são transformados em sopa no jantar. Pão dormido esquenta-se na frigideira e fica com  gostinho delicioso.

Lógico que pode-se levar mantimentos da cidade, mas comer aipim tirado da raiz na terra não tem preço.

Por aí vai: macarronada pode virar torta.

É questão de consciência!







quarta-feira, 11 de março de 2026

Do Desencanto do Amor



(foto pessoal)

O amor é cego e a matou.
Assim foi, ela diria que foi joguete nas mãos do sentimento.
Ele não é pedaço, quinhão, migalhas, tico, naco, pelo contrário, é encanto e desencanto se a deixar destroçada, humilhada, quando a fúria corrompe a alma.
Inúmeras vezes o amor se regala com o pouco que se torna muito para quem o recebe.
A mulher ainda crê que errou, que é culpada.
Questiona-se e a Deus por lhe ter tirado algo tão inesquecível, surpreendente como é o amor.
Se ela fosse egoísta, que só se amasse e maltratasse o  próximo, teria perecido.
Deus tudo vê, tudo muda e enche seu coração de amor, derrete seus gelos, preenche seus espaços vazios, com ternura angelical, lota seu ser de candura imensa, sente-se plena, é toda amor.
Não se arrepende das horas em que não viveu para ela, muito pelo contrário, é um tempo permitido pelo seu Criadora para que ela aprenda sobre a magnanimidade do sentimento, a grandeza de pensar mais no semelhante do que nela própria, altruísmo puro. Ouro fino de Ofir. 
Foi cega por amor, deixou se matar, apesar de ter sentido grande, bonito e delicado sentir.
Carrega em seu peito um nobre sentimento, a vida arranca a presença física, mas ninguém extirpa a pureza do seu eu amoroso.
O amor puro  e verdadeiro é eterno. Nada tem de mesquinho, abominável ou de enquanto dure.
É plena e toda amor.
Não sente vergonha de si, só se tivesse se aprimorado das palavras ofensivas que destruíram as amizades de outrora.
É absorvida pela solidão que enche a sua vida pela ausência que invade todos seus espaços da mente e do coração;
No amor, ela quis amar por inteiro, como carinhosa e intensa, n]ao amou pela metade.
 




terça-feira, 10 de março de 2026

O Risco Nosso de Cada Dia

 

(foto pessoal Porto do RJ)

Em tempo de guerras, o humor mina, vem atrozes feras internas.
Como gerar as intensas emoções, se tem compaixão e os senões?
Urge Deus dar alento, consolo, precisa riscar todo ruim dolo, gerenciar, sabiamente, as tensões.
Não se entregar aos leões requer ânimo e força de vontade.
Não dispensar a generosidade, mimar-se com delicadeza de alma, mostrar o coração de quem se ama.
Assim seja sua vida a cada dia, assim seja um ser supremo que sempre a alivia.
 






Estimação

(foto pessoal Itapecerica da Serra) E ra uma vez uma moça educada, não se deixava levar pelos maus conselhos. T inha muitos amigos, pois  um...