(foto pessoal)
A mulher tecia manto protetor para si.
Era Inverno, sentia frio, atingia o âmago do seu ser. Tremia de solidão.
Pôs-se a procurar linha bem forte, resistente, suficientemente, para abrigar além corpo, atingiria sua medula existencial.
Qual fio mágico usaria?
A solução veio como pista no coração.
Precisava se desnovelar, se desembaraçar, refazer cada ponto, recomeçar fios muito desgastados.
Reconstruiu-se, abandonada.
Dela mesma de nova forma: sozinha.
Era linha duma vida recolhida de volta ao novelo gestacional.

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