(foto pessoal Emboacica ES)
Dois amigos de alma se encontravam, o tempo passava muito rápido e tinham necessidade de mais.
A conversa era tão alegre, não envolvia nada que não fosse sadio.
Tinham um bom coração, jamais falavam dos semelhantes.
Aproveitavam para interagir sobre seus medos, inseguranças no porvir.
Tornou-se um cantinho de prosa e todo ao entorno favorecia o bom dialogo poético.
Quando dois seres se olham no olhos sem rancor, mágoas ou desamor, tudo flui belamente.
O sítio era arborizado, mas tinha um cantinho de amor com que fora ajeitado de forma especial para os dois amigos.
Uma boa fala depende do ouvinte ser atencioso e receptivo ao outro.
Por que o olhar?
O olho não engana o que o coração sente.
Apesar de estarem ao lado um do outro, estavam inseridos, embutidos, no coração.
Falavam, sorriam, ouviam, davam-se as mãos, se aconchegavam no coração.
Acarinhavam suas almas no espelho verde da natureza exuberante.
Mais à frente do cenário, tinha um lago onde patinhos felizes ensaiavam a dança do acasalamento.
Ambos admiravam como os animais viam o relacionamento com tanta naturalidade que davam inveja ante a inibição deles em tomarem um atitude mais favorável ao que ambos sentiam e não assumiam.
A vida não tem quase nada de conto de fadas num mundo tão cheio de insensibilidades múltiplas.

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