segunda-feira, 27 de julho de 2026

Um Ogro Tenebroso




Mar agitadíssimo naquele dia, assustou-se muito ao ver o bramido das vagas gigantes a dilacerar, compulsivamente, as pedras na Arrebentação. 
Fixou seu olhar num ponto , surpreendeu-se com a visão, algo sobrenatural .
Aterrorizada, deixou a quem passava por ela  deslocado. 
Uma pessoa parou, perguntou-lhe se estava bem. Aproveitou, apertou-lhe o braço com tanta força, num pânico inigualável. 
Imediatamente,  correu pela orla, deixando os demais num estado de permanente perplexidade. 
Mais tarde, no hospital psiquiátrico de onde fugira, narrou que um ogro lhe chamava a mergulhar com ele ao fundo marítimo. Sentia-se  imantado por ele, teve que fugir, caso contrário,  não  compartilharia, na residência terapêutica, seu assalto. 




Um Segredo Inviolável



Num agrupamento mágico, cheio de mistério, pessoas andavam perplexos procurando um grande tesouro escondido,  se esbarravam sem complacência com os semelhantes. 
Atropelavam-se, desmedidamente, num desassossego semelhante à caça das pérolas negras no côncavo do oceano.
Olvidavam-se dos seus tributos frequentes em prol do tal enigma a atingir a aventura cabal.
Reuniram-se em grupos isolados  nas cavernas negras das florestas, conservando tamanho sigilo a fim de descobrirem uma chave ou senha do tal patrimônio secreto para dar cabo à consternação da humanidade sedenta de afeto sincero.
Uma vez suspeitado que se tinha conseguido algum resquício veridico, corriam em campo magnético com egoísmo para salvar à sua parte e serem os únicos a desfrutar do regozijo final. Cada um se deslocava por si rumo ao paraíso  do amor.
A incógnita  era estranha num idioma nada universal,  passavam pelos bosques e se perdiam num labirinto cada vez mais impenetrável. 
Estranhavam-se entre si, defrontavam-se e quase se digladiavam ao final do labirinto em que adentravam no intuito da descoberta afinal cada vez mais distante e defraudada.
Emaranhavam-se num abismo profundo, cegos de desejos vários e não  altruístas. 
A charada era clara  aos fortes e corajosos somente.

   

sábado, 25 de julho de 2026

Não Mais





Um dia o amor se foi. Não teve mais cafezinho, bom dia, boa noite, prosa gostosa e mil carinhos.

Só restou a saudade,  nunca mais os abraços  e a saudade no seu coração fez morada.

Não teve mais ligação ao celular, conversa alegre na tarde, passeio de carro pela orla, nada mais.

A casa ficou vazia, sem brilho. O coração se amuou.

Só  restaram as lembranças,  o olhar perdido na janela,  à  espera de um adeus que nunca houve.

Ficar só,  num desabrigo,  de supetão,  sem despedidas,  sem um adeus, nada, nada. 

O abandono é  uma facada que produz ferida sem plástica que dê  jeito. A cicatriz é  perpétua. 

As lágrimas furtivas rompem os olhos numa investida desalmada.

O colo nunca mais voltará... O olho no olho e as emoções não mais existirão. 

Como órfã  do amor, ela seguirá, escondendo, inibindo sua dor enlutada atrás de sorrisos meigos. 

Lembrando do amor vivido tão intensamente que foi embora sem dizer um adeus sequer.

Por trás de uma desilusão, há  corações partidos para sempre e a eterna incompreensão do insensível destino.


quinta-feira, 23 de julho de 2026

Cura Pela Amizade

 






Dona Mariquinha estava se sentindo fraquinha, sua vizinha veio logo com um bolinho de fubá e um cafezinho bem quentinho.

Dona virose se enraiveceu, queria ficar mais e mais e aquela chata lhe estava fortalecendo com canja e tudo o mais? 
-Que mulher sem noção! Resmungava ela.
Teria que ir embora, já tinha se instalado seis dias, estava gostando de deixar dona Mariquinha de cama e, agora,  ela está se levantando com mais vigor. 
-Vou-me embora para o fundo do mar. Lá veio ela com um bom café a me espantar.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Livros são Sagrados

(foto pessoal)



Desde pequena se entregou aos livros, com esmero e gosto impecável, foi seu refúgio secreto e poço de contentamento. Foi neles que encontrou respostas a diversos questionamentos internos e, no Livro  Sagrado,  conversa com Deus como um Bom e Melhor amigo, muitas vezes, o Único.

A coleção dos Livros Sagrados lhe explicou sua vida toda, nela encontrou as mais diversas lógicas para todas situações ilógicas que viveu sozinha sem ter apoio de ninguém.
Ler é uma bênção gigantesca, felizes somos nós os que fomos alfabetizados, não importando tanto se com cinco anos como a menina que vos escreve ou com idade bem avançada.
Desde a sabedoria dos ancestrais  como as dos atuais, livros são fonte de informações e estudos relevantes.
Foi neles que encontrou resistência a fim de enfrentar lutas e dores com a cabeça erguida.
Num ambiente favorável, como o da foto acima de mote, pode acontecer inspirações inusitadas, mas, mesmo sem ambiente propício, ela dá o ar da graça, é ela, a inspiração,  a musa das palavras. 
Se não lemos, não polimos o dom.
Tal qual um cacto, floresce para surpresa de muitos que não veem nos livros um subsídio de confronto e paz interior. Ela lê, crê e espera pelo que há de vir.


Sombras de Estimação


(foto pessoal)

Entre sombras de estimação,  evitava choques...
Trazia erros no alvo do passado, mágoas presentes, ostensivamente, sem se animar a tratá-las enquanto lhe punha olhos sutis até tragá-las, enfativamente.
Suas possíveis orgulhosas sombras agendadas tragicamente, em seu próprio olhar sôfrego, lhe aterrorizavam.
Tentava, enquanto se propunha, obsessivamente, a saná-las, animadamente.
Tomara elas se pusessem sempre ordenadas!
Somente assim se cuidava, energicamente, a pessoa otimista sossegada, a ter ênfase.
Maravilhas prováveis ocorreriam, lhe  sustentariam.
Tocava, enfaticamente, seus propósitos, olhava, sistematicamente, aos ocasionais transtornos emocionais seus.
Choques, baques, lhe davam um toque no eu real, que se despertava, ainda que morosamente, a uma nova resiliência.
Vivia, fianlmente, no presente, numa metanoia total do seu viver, dava-se valor. O abandono de seus familiares muito amados lhe serviu de lição para sempre.
Esse choque, uma experiência que temos que vivenciar, pode ser positivo ou negativo, mas nos impacta de tal forma que produz uma explosão interna, mudando ideias e preconceitos, alterando todos os padrões pelos quais vivíamos até aquele momento, Algo acontece na mente, naquele espaço surreal.
Você não é mais a mesma pessoa.


segunda-feira, 20 de julho de 2026

Numa Cabana, um Milagre







Estava sozinha deitada na relva, bem acomodada, quando,  de repente, sentiu a brisa suave  como a lhe chamar sutilmente. 
Olhou para um lado... para o outro....nada destacava-se no horizonte.
Resolveu erguer sua cabeça para ver com maior nitidez o cenário. 
Para se ver bem, é  preciso atenção total do coração. 
Pode perceber algo  dourado, levantou-se e foi ao alcance do objetivo trazido pelo vento naquelas pastagens.
Era uma chave mágica, cheia de brilho, com estrelinhas  na ponta.
Decidiu caminhar e chegou à  uma cabana à  beira da praia.
A chave misteriosa coube direitinho na fechadura da cabana.
Teve o chamado para encontrar, finalmente, o que tanto buscava numa simples tenda no mar.


Amor de Andorinhas

(foto pessoal - Anchieta ES)


Amor de andorinhas é colaboração e harmonia. 
Dois corações se completam numa interação sadia.
Comunhão perfeita, par amoroso, somam esforços,  estímulos. 
Há  evolução,  equilíbrio,  atração, motivações, ideais comuns, valores, virtudes, compreensão,  idealismo,  dedicação,  bem-estar. 
Conexão amorosa é  sentimento único, uma integração,  intensidade. 
Uma só  alma em dois corações.
Ajudam-se... amam-se.




sábado, 18 de julho de 2026

Vida e Arte

foto pessoal Araruama RJ

Na extrema solidão, recebe um talento inusitado do apreço pela leitura e pela escrita.
Comprime seu talento ao peito, espreme a inspiração, são palavras de amor já vivido, relembra e escreve com muira paixão no coração.
Muitos a extranham como se ela fosse uma extraterrestre, não se intimida, se impõe pela ternura no que rabisca, puro amor pingado de paixão e dor.
Deixa desvend.arem seus mistérios, seus segredos do âmago repleto de zelo que lhe sai da pena ao papel.
Usa sua inteligência a seu favor.
Fora de seu aposento, alguém admira e  a aplaude no silêncio, o mar o prado a chamam na mesma proporção e lhe dão respaldo a registrar mais e mais.
Lê, escreve e vive com intensidade.
Suas emoções se eternizam com efusividade. Reparte seus delicados afetos sem parcimônia e sua expressividade encanta aos sensíveis.
Não se preocupa com rimas e métricas em primeira instância.
Sabe que muitos a entendem, esvazia-se em palavras emocionadas e a catarse acontece em seu íntimo.
Motivações em comum têm muitos dos seus amigos e a fazem perseverar por anos a fio com espontaneidade.
Junto do seu peito estufado de bondade, compartilha vida e arta sem embaraço.


sexta-feira, 17 de julho de 2026

Amigas Corretas







Vivia um luto no coração com uma dor insuportável, há alguns anos, quando uma amiga blogueira me veio falar, vinha por e-mail a fim de  me consolar, ela enfrentava um cancro e eu um emocional na alma dilacerada. Apoiamo-nos e nos fizemos crescer em muitos níveis, eu sem muito falar. No meu silêncio e lágrimas,  ela insistiu e venceu minha secreta dor (só minha).

Começamos a nos falar e eu só chorava muito, falava pouco, pois dor aguda não  se exprime em palavras, inicialmente. Leva tempo ou, talvez, nunca seja dita a alguém.
Os meses foram se passando, eu comecei a falar (escrever) um pouco mais e ela também.
Ambas fomos vigorando o relacionamento virtual. Quem tem dores similares se entende bem. 
Resolvemos criar um blog em parceria para amenizarmos dores do âmago.
Deu tão certo que, como se não bastasse, organizamos livros e já está em número de sete. Amigos blogueiros prefaciam nossos livros espontaneamente para nossa imensa alegria.
Ao longo dos meus dezoito anos de vida blogueira, nunca imaginei que a vida de blogueira fosse tão longe em termos de sadias amizades que tive a bênção de conhecer na realidade, inúmeros amigos pelo Brasil e Portugal. Foram pessoas mais do que corretas, no lugar correto e no momento correto.
Quem disse que o mundo virtual é só malandragem e oportunismo?
Não sabem o que é veracidade, profundidade...
Temos decepção? Sim, mas o saldo é positivo.
Sobre a amiga em questão, é minha irmã de alma, não nos imiscuímos na vida pessoal, não somos invasivas, apenas partilhamos o que o coração dita, sem obrigações, nem marcação de ponto, ainda que num contato ansiado diário.
Estamos desejando nos conhecer pessoalmente em breve. Deus permita que aconteça a realização do nosso sonho, visto que a família dela (marido e filha) se empenham em nossos livros também. Trocamos potenciais e saberes além da sadia amizade de irmã de alma.
Como um é pouco, dois é bom... Pelo sucesso da amizade literária consolidada, procurei outra amiga que já conheço no real (ambas são portuguesas) e formamos outra parceria também com livros publicados.
Como tem gente de todo tipo no virtual, sem ética, sem elegância virtual no trato, têm também pessoas corretas, no lugares corretos em momentos corretos, elas são um presente divino em nosso viver.
Ora se tem... eu tenho muitos, você tem?



quinta-feira, 16 de julho de 2026

Amizade Fortuita

 




Algumas amigas que não se conheciam há  muito tempo, um belo dia, se encontraram e não mais se largaram.
Estão juntas em todas as ocasiões, são passeios, reuniões do Clube da Leitura, cafezinhos nos bistrôs, em casa, descontraidamente.
Cada uma tem suas restrições.
que comer na melhor das idades?
Particularmente, tento incutir algo mais saudável nos pratos partilhados, não apreciados por algumas que pedem mais açúcar.
Evito comer doces, apesar de gostar muitíssimo. Sendo assim, posso abusar um  pouco nos lugares que vamos. 
Guloseimas são apetecidas em diversas ocasiões, mas se banalizarmos, não tem o mesmo gosto. Se todos os dias forem domingo, que graça encontraremos no belo pudim ou no bolo caseiro bem caprichado?
Comer, comer, comer e, depois, ter que restringir de tudo que gostamos deve ser horrível, pesaroso, custoso ao paladar já acostumado.
Petiscos são, normalmente, deliciosos. Os pitéus nos agradam e nos injetam serotonina. Gulodices não podem nos escravizar. Devemos, para nosso bem-estar, as gulodices maneirar.
Com açúcar e com afeto, os dias se tornam melhores.
E vocês, gostam de guloseimas?

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Amor ao Próximo

 



Ângela e Marília sabiam que as dezenas de anos estavam se acumulando, dia após  dia e não lhes causava estranhamento algum.
Não  fossem alguns contratempos tipicos da idade, nada as tirava do sério em alguns momentos. 
Ambas tinham filhos distantes, cada qual com suas famílias constituídas. 
Visitavam ou eram visitadas por eles e seus netos.
Tudo era normal como boas vizinhas do mesmo edifício.
Não  incomodavam uma à  outra, partilhavam quitutes, tomavam cafezinho juntas,  iam aos médicos juntas e ainda passeavam para espantar males próprios dos anos idos, após consultas e exames que se avumulavan. Uma dava força à  outra.
Estranhamento para elas era ver pessoas se digladiando por nada... gente sem noção reclamando de tudo (inclusive do calor  ou do frio) sem aproveitarem os últimos anos de vida.
Como estranhar a cordialidade, a amizade, a boa convivência da vizinhança? Jamais! Aliás,  eram ambas viúvas e os demais dois vizinhos do andar eram casal também de ídolos, mas eram pares.
Estranhamento sem noção é a falta de amor ao próximo..




segunda-feira, 13 de julho de 2026

Perspicácia

 

(foto pessoal Portugal)



Pâmela vivia num cenário bélico, havia destruição por toda parte. Sentia uma decepção tão grande com o ser humano, era um misto de sensação variada que tentava lhe abater.

Olhava ao seu entorno e via destroços na sociedade e  nas pessoas.
Foi até uma igreja para ter um momento a sós com seu Criador. Precisava de raciocínio sobre as coisas doravante. Era urgente separar, dividir, decidir o certo do errado. Discernir era importante pois suas escolhas fariam parte do seu futuro próximo. Necessitava fazer um Projeto de Vida.
Mesmo debaixo de escombros, colocou seu véu de renda de bilros. Não lhe protegeria de um provável ataque, mas se sentiu mais segura na sua intimidade com o Onipotente.
Com seus cabelos desgrenhados, olhos esbugalhados de tanto prantear, pôs-se firme a orar sob sua mantilha de renascença herdada de sua falecida avó no último ataque.
Passou um bom tempo como num deserto, foi suficiente para acalmar um pouco seu coração tão sofrido e enlutado. Estava tão exposta a uma infinidade de problemas da última guerra.
Saiu dali crendo que distinguira o certo do errado, fez o mais sensato que lhe pareceu  um sopro divinal e iria assumir as consequências da sua escolha.
Sabia que havia adquirido a sabedoria necessária, indo embora dali, desnudou-se da seu manto chantilly, dirigiu-se a um jardim florido, precisava sentir o odor das mimosas a inebriar seu olfato tão acostumado com cheiro de enxofre na atualidade.
Teve perspicácia suficiente para não se deixar impregnar pelos conselhos alheios, muitas vezes impetuosos como se fossem donos da razão.
Doravante iria navegar por jardins de outros países. Veria novas flores inusitadas e desconhecidas, num clima mais ameno onde a natureza era promissora e sem o barulho infernal estrondoso das bombas. 
Afinal, o desabrochar dos botões nos jardins era tão silencioso e os sensíveis podiam desfrutar de uma beleza espetacular e de odor agradabilíssimo.
Em cada flor que contemplasse, reconheceria a experiência de discernimento que havia feito naquele resquício de igreja, num país tão distante onde jaziam, sob catacumbas improvisadas, seus familiares amados daquela contenda descomunal.



domingo, 12 de julho de 2026

Olhar de Esperança




Naquela família onde foram criada, Mariana refletiu sobre o  envelhecer, não queria  estar na condição de refugiada do tempo. Muito menos ser membro de uma manada, isolada. 
O comodismo em achar que tem tudo é mediado pelo apreço  à  natureza que lhe acentuava a simplicidade. 
Tem um.corpo que necessita de outras fomes além da material. 
Não tem vergonha de cometer deslizes, Não sabe tudo e não tinha deixado de ser boba, chegava a ser tola, idiota, às  vezes.
Mesmo com o tempo passando, esquecendo de algumas coisas, percebia que envelhecer não era só  aumentar a idade. Tinha que ter cuidado para não  carregar fardos pesados além do que podia suportar. 






 

sábado, 11 de julho de 2026

Fuga Livre



Ela era uma cirança obediente, desenvolveu um medo crônico e, consequentemente, uma disidrose, causada por estresse.
Desde a adolescência, tinha o sábado para faxinar a casa como a Gata Borralheira. A exigência pior era na hora dos móveis rútricos, estilo Luís XV, cheios de voltas para passar óleo em todas as curvas. Agachava-se, cansava bem, suava, tinha que sair tudo perfeito.
Outra tarefa bem puxada era passar o escovão no chão de cera vermelha que ela encerava, mais tarde teve enceradeira, aí facilitou, gostava de lustrar o piso, já com o taco.
Saia, literalmente, do estado dos contos de fada de criança para outro estadoo de alma.
Com um modo de vida de muita pressão, por exigência de nota dez em todas as disciplinas na escola e outras mais, por ser a mais velha, esteve à beira de uma revolta na explosão da adolescência. Não havia espaço para tal. Tinha que esperar a maioridade para a sua liberdade, pois nada podia fazer.
Na fase adulta, precisa manter a bondade, em meio aos maus tratos, não deve transferir seus traumas aos semelhantes. A esparança precisa ser, periodicamente, revisada.
Afinal, não pode ser dependente de um príncipe que a viesse libertar e lhe dar as mordomias que nunca teve.
Na maioridade, os encnatados não existem por aí dando sopa, os últimos dos moicanos estão comprometidos.
Aprendeu que saber limpar uma casa é tão importante como limpar sua alma (seu espírito) de tudo que desagrega. Faz o seu serviço doméstico com satisfação e sem nehuma intimidação.
Como ela reage ao que viveu?
Lendo e escrevendo é a catarse mais livre que ela reconhece e vive.



Sonho de Amor






Mais um dia saudosamente vivido. A poesia mata um tico da minha sede de ser amada, de te Amar.

Meu sonho de Amor,venha para mim, carinhosamente!

Ama-me sutilmente.

Quem me dera que chegasses ao meu lado, candidamente, sem peso e rede, livre e,  levemente, com carinhos  concernentes.

Meu sonho de Amor, viaja para mim, eternamente!

Acarinha-me docemente.

Venha matar minha sede, oniricamente, marca-me, imprima teu Amor em mim, deixa-me saciada com brandura, me ama docemente.

Meu sonho de Amor,  voa para mim, efusivamente!

Queira-me ternamente.

Peço aos anjos que façam sinfonia, eu proponho, que entre águas do córrego, pedras e jasmins, se faça como cortejar amantes, acendam-nos com chamas, ardentemente.

Meu sonho de Amor,  corra para mim, efetivamente!

Gosta-me intensamente. Visto que te necessito perdidamente.



quinta-feira, 9 de julho de 2026

Amor no Coração




Eu tenho momentos felizes, quer de dia, quer de noite, apesar de tudo que já passei.
Só em estar viva, acordar todo dia com o sol ou a chuva a me sorrir, poder respirar sem aparelhos, comer de tudo que me apetece, seja saudável ou menos fitness, ainda algumas guloseimas, ter boa digestão, caminhar pela orla, tomar banho de sol na praia, sentada livre e solitariamente para contemplar pela orla, tomar banho de sol  na praia, sentada livre e solitariamente para contemplar meu sagrado mar. 
Fazer as refeições sem problemas, no silencio, ouvir músicas, os jornais que gosto de ver, escrever outro tanto no dia a dia.
Descansar, se preciso for, dormir bem as horas que necessito à base de um gostoso chá de melissa somente, não tomar remédios fortes para nada na atualidade.
Tornar a acordar e revier tudo de  bom, ter ainda muito ânimo e generosidade.
Ñão posso mesmo reclamar. Tenho amor em meu coração. Quer coisa mais feliz?
Não se pode ter tudo. Eita recessão benéfica! Aprendo a viver com simplicidade, ser muito mais feliz e leve.
Ninguém tem tudo nem de material nem de espiritual.
A cada dia basta o seu mal.
A Providência divina não falha. Deus é Fiel!
Obrigada, Senhor, por tudo.


quarta-feira, 8 de julho de 2026

Minha Varanda

 


Uma paisagem simples e bonita tenho em frente de onde estou a escrever num final de semana de boas expectativas e paz na alma.
Minha varanda infiltrada com raios de sol no Outono bonito de céu azul, sem calor excessivo, me mostra exatamente que estou só aqui, recordo do tempo onde eu era acompanhada noutra varanda... tudo acabou.
Eu sorria espontaneamente, era feliz.
Agora, tenho outra sacada, também com algumas flores num dos cantinhos e os pássaros já não vêm mais me visitar na frequência como outrora, os bem-te-vi e meu bem-te-vi sumiram de mim, mas tenho poesia da mesma forma, nuances de verde, amarelo bordeando a espada de São Jorge, o roxinho de outra plantinha linda, elas me restauram mente e coração pouco a pouco...
Meu balcão é poema vivo  e me transporta à minha realidade aqui em busca de momentos ternos que sempre Deus me proporciona.
Coloquei uns panos de cozinha a quarar no solzinho... recordação de velhos tempos de quintal grande onde o anil tinha primazia de rei.
Não sei se ainda existe o antigo anil que tem significado afetivo para minha infância de contemplativa que sempre fui e olhava curiosa tudo ao meu redor, visto que têm outros produtos modernos clareadores.
Só sei que, lendo uma grande amiga, irmã de alma, nasceu esse post numa tardinha  de sábado, véspera de um domingo onde estarei com amigas passeando  por lugares rodeados de natureza bela e mar a fechar o dia que promete emoções múltiplas em amizades reais de bom tom.


terça-feira, 7 de julho de 2026

Injustiça



Era um homem desaforado, vivia criticando tudo e todos por onde circulava.
Todos o tratavam bem, com medo de caírem nas garras do ta disparatoso critiquento.
Era uma falsidade só a convivência com os demais e falação por trás que lhe caía bem como chuva em roça de milho. Enchuam sey ego e tudo terminava em pizza, como se costuma fazer na socuedade hipócrita.
A mulher sofria nas mãos dele, mas não dava bala aos tiros sucessivos e continuava a ser como era, sincera e transparente.
Recusava-se a lhe dar munição como que a lhe cair bem como chuva em roça de milho. 
Ela sabia que todos somos como somos e criticar só falava mais de quem criticava do que quem se está criticando.
Afinal, todos vemos defeitos alheios com a maior facilidade, já as virtudes, se dependesse de nós, o milho morreria seco, muitas das vezes, não haveria chuva favorável para a roça sobreviver bem viçosa.
Um dia, aprendeu a lião com um idoso, Doutor do consulado que o pôs em seu devido lugar. Cumpriu sua pena até o fim da sua vida. Caiu na própria trampa das depreciações que fazia de tudo e de todos. Apendeu a ser mais gentil, delicado no trato e cortês, juntos a outros detentos, pois nem sempre na vida encontramos pessoas que fazem de conta que não sentem... é mais difícil, mas os senhores assim, estão por perto, prestes à defesa dos injustiçados.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Dias na Roça

 

Foram tantas as emoções na estadia na roça, no campo, no interior, como queriam chamar.
Sossego no campo, serenidade no interior. Paz, saúde e amor,por lá, eu acampo.
Dias na roça, bom à beça, acordar, café na cama, fé. Colheita no terreiro, berreiro dos animais, doces caseiros.
Paraíso no interior,lugar cheio de amor. Afugenta toda dor, recanto cheio de flor.
Nos dias de folia, arruaça de amor,
festança no ser.
Certos olhares me recuperam de dias de desolação profunda. São unguentos nas feridas da alma.
Fugi das arruaças, refugiei-me junto aos familiares que me restam. Meu padrinho com seus a caminho de 91, é nosso mestre.
Foram dias de regozijo deleite junto à natureza estupenda que por lá resiste às intempéries do mundo mostrando certos olhares esplendorosos.

Um Livro

  INSPIRAÇÕES FURTIVAS O blog foi transformado em livro...