O blog foi transformado em livro...

Um dia o amor se foi. Não teve mais cafezinho, bom dia, boa noite, prosa gostosa e mil carinhos.
Só restou a saudade, nunca mais os abraços e a saudade no seu coração fez morada.
Não teve mais ligação ao celular, conversa alegre na tarde, passeio de carro pela orla, nada mais.
A casa ficou vazia, sem brilho. O coração se amuou.
Só restaram as lembranças, o olhar perdido na janela, à espera de um adeus que nunca houve.
Ficar só, num desabrigo, de supetão, sem despedidas, sem um adeus, nada, nada.
O abandono é uma facada que produz ferida sem plástica que dê jeito. A cicatriz é perpétua.
As lágrimas furtivas rompem os olhos numa investida desalmada.
O colo nunca mais voltará... O olho no olho e as emoções não mais existirão.
Como órfã do amor, ela seguirá, escondendo, inibindo sua dor enlutada atrás de sorrisos meigos.
Lembrando do amor vivido tão intensamente que foi embora sem dizer um adeus sequer.
Por trás de uma desilusão, há corações partidos para sempre e a eterna incompreensão do insensível destino.
Dona Mariquinha estava se sentindo fraquinha, sua vizinha veio logo com um bolinho de fubá e um cafezinho bem quentinho.
Desde pequena se entregou aos livros, com esmero e gosto impecável, foi seu refúgio secreto e poço de contentamento. Foi neles que encontrou respostas a diversos questionamentos internos e, no Livro Sagrado, conversa com Deus como um Bom e Melhor amigo, muitas vezes, o Único.
Vivia um luto no coração com uma dor insuportável, há alguns anos, quando uma amiga blogueira me veio falar, vinha por e-mail a fim de me consolar, ela enfrentava um cancro e eu um emocional na alma dilacerada. Apoiamo-nos e nos fizemos crescer em muitos níveis, eu sem muito falar. No meu silêncio e lágrimas, ela insistiu e venceu minha secreta dor (só minha).
(foto pessoal Portugal)
Pâmela vivia num cenário bélico, havia destruição por toda parte. Sentia uma decepção tão grande com o ser humano, era um misto de sensação variada que tentava lhe abater.
Mais um dia saudosamente vivido. A poesia mata um tico da minha sede de ser amada, de te Amar.
Meu sonho de Amor,venha para mim, carinhosamente!
Ama-me sutilmente.
Quem me dera que chegasses ao meu lado, candidamente, sem peso e rede, livre e, levemente, com carinhos concernentes.
Meu sonho de Amor, viaja para mim, eternamente!
Acarinha-me docemente.
Venha matar minha sede, oniricamente, marca-me, imprima teu Amor em mim, deixa-me saciada com brandura, me ama docemente.
Meu sonho de Amor, voa para mim, efusivamente!
Queira-me ternamente.
Peço aos anjos que façam sinfonia, eu proponho, que entre águas do córrego, pedras e jasmins, se faça como cortejar amantes, acendam-nos com chamas, ardentemente.
Meu sonho de Amor, corra para mim, efetivamente!
Gosta-me intensamente. Visto que te necessito perdidamente.