sábado, 25 de julho de 2026

Não Mais





Um dia o amor se foi. Não teve mais cafezinho, bom dia, boa noite, prosa gostosa e mil carinhos.

Só restou a saudade,  nunca mais os abraços  e a saudade no seu coração fez morada.

Não teve mais ligação ao celular, conversa alegre na tarde, passeio de carro pela orla, nada mais.

A casa ficou vazia, sem brilho. O coração se amuou.

Só  restaram as lembranças,  o olhar perdido na janela,  à  espera de um adeus que nunca houve.

Ficar só,  num desabrigo,  de supetão,  sem despedidas,  sem um adeus, nada, nada. 

O abandono é  uma facada que produz ferida sem plástica que dê  jeito. A cicatriz é  perpétua. 

As lágrimas furtivas rompem os olhos numa investida desalmada.

O colo nunca mais voltará... O olho no olho e as emoções não mais existirão. 

Como órfã  do amor, ela seguirá, escondendo, inibindo sua dor enlutada atrás de sorrisos meigos. 

Lembrando do amor vivido tão intensamente que foi embora sem dizer um adeus sequer.

Por trás de uma desilusão, há  corações partidos para sempre e a eterna incompreensão do insensível destino.


Não Mais

Um dia o amor se foi. Não teve mais cafezinho, bom dia, boa noite, prosa gostosa e mil carinhos. Só restou a saudade,  nunca mais os abraços...