Era um homem desaforado, vivia criticando tudo e todos por onde circulava.
Todos o tratavam bem, com medo de caírem nas garras da tal disparatoso critiquento.
Era uma falsidade só a convivência com os demais e falação por trás que lhe caia bem como chuva em roça de milho. Enchiam seu ego e tudo terminava em pizza, como se costuma fazer na sociedade hipócrita.
A mulher sofria nas mãos dele, mas não dava bala aos tiros sucessivos e continuava a ser como era, sincera e transparente.
Recusava-se a lhe dar munição como que a lhe cair bem como chuva em roça de milho.
Ela sabia que todos somos como somos e criticar só falava mais de quem criticava do que de quem se está criticando.
Afinal, todos vemos defeitos ou falhas alheias com a maior facilidade, já as virtudes, se dependesse de nós, o milho morreria seco, muitas das vezes, não haveria chuva favorável para a roça sobreviver bem viçosa.
Um dia aprendeu a lição com um idoso, Doutor do Consulado que o pôs em seu lugar certo. Cumpriu sua pena até o fim da sua vida. Caiu na própria trampa das depreciações que fazia de tudo e de todos. Aprendeu a ser mais gentil, delicado no trato e cortês, junto a outros detentos, pois nem sempre na vida encontramos pessoas que fazem de conta que não sentem... é mais difícil, mas os senhores assim, estão por perto prestes à defesa dos injustiçados.
%20(1).jpg)
%20(1)%20(3).jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário