quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Futuro Promissor

 

(foto pessoal Praia do Meio Guarapari ES)

Tinha medo de amar, ninguém tem medo sem motivo. Seu passado foi fatigante, se doou e não teve retorno algum.
Vivia na solidão e no silêncio do seu coração.  
Na realidade, ela se encolhera, se refugiava em seu próprio mundo.
De repente, se encontrou com um homem numa tarde em que se refrescava à beira-mar, sentindo a brisa suave. O dia era de um clima distinto da época habitual, parecia primavera no inverno. de início, ele nem a notou tanto assim.
Ambos moravam em lugares distantes. O destino lhes preparou uma surpresa. Quando passeava, ele olhou para o lado esquerdo e reparou uma moça tímida e ofegante.
Sentiu um olhar atraente, impulsionado por uma atração terna, dirigiu-lhe umas palavras iniciais. A mulher nem se abalou com tal iniciativa, agindo diferente do habitual, sempre se retirava quando isso acontecia.
Naquele dia, foi diferente, permaneceu imóvel, nada a abalava.
Respondeu, serenamente, a umas perguntas de praxe, convencionais, nada além do normal.
No outro dia, fazendo sempre ela a mesma coisa, se deparou, frente à frente, com o moço fora dos arredores da cidade litorânea. iniciaram um novo bate papo, se sentiram bem um com o outro e até o final das férias, eles se encontravam diariamente naquele mesmo lugar, à beira da praia, debaixo de uma árvore.
Ela, já enamorada, a se balançar no balanço da cidade turística.
O que foi feito dos dois moços não cabe aqui. Um futuro promissor caberia num livro, certamente.
Os que passaram pelo local, dali para a frente perceberam a ausência da moça e do rapaz falantes e alegres que encantaram aos passantes naqueles dias de férias de julho.






O Cuidado no Amor

 

(foto pessoal)

Um modesto desejo de ser feliz tinha a mulher, não era apegada às coisas supérfluas, guardava cuidado de valorizar o outro.
Vivera muitos anos sozinha, adiara a felicidade sonhada por longo tempo. Não quisera mais sofrer.
Seu passado lhe deixara marcas, seu coração ficara confuso. Confiar ser-lhe-ia difícil.
Um belo dia, o amor lhe batera à porta, devagarzinho, ele dera um empurrãozinho, abrira a porta do seu coração.
Viveu muito feliz até que a morte os separou.



terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Enamorados do Amor

 

(foto pessoal)


Tesouro do seu viver, não se abstém de amar o gratuito amor amigo. Ninguém apagará todos os momentos do que sentiu, vivenciou na ternura do afeto incondicional.
A saudade ainda a abate  muito. Tantos préstimos incomparáveis.
Da convivência da manhã ao anoitecer, das correrias no cotidiano do carinho dado e recebido. Eram momentos livres e ligeiros como pouso de beija-flor.
Mediante toda cumplicidade, não pode deixar de ainda amar com a mesma disponibilidade.
Assim será eternamente.






segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Livros Salvadores


(foto pessoal)

Participo da iniciativa  da amiga Campirela 

Desde pequenina, conheceu os livros. Eles preencheram seu coração de tal forma, que jamais deles se apartou.
Quando lia uma história, ora era a protagonista ora era a personagem com a mesma  expectativa com que seguia o desfecho da história.
Foi princesas variadas, de príncipe e princípios de final feliz de fada madrinha que me cuidava maternalmente. Sua casinha não era pequenina, muito pelo contrário, comportava não só os pequeninos sete, como os pássaros, as flores e muito mais. Bastava se achegar ternamente e logo conquistava seu coração. Não tinha maçã envenenada que fosse maldição eterna.
Os livros eram seu espelho de alma. As poesias encantavam sua infância. 
Punha-se como  a rosa do Pequeno Príncipe.
Foi a Iracema de Alencar, também uma das Pupilas do Senhor Reitor.
Teve seus momentos de Poliana Menina, Moça e Mulher. Hoje em dia, a Madura está sendo escrita, ela faz do limão uma limonada sem açúcar, seu paladar apurado deseja se ler sem se enjoar.
Na  maturidade o Livro Sagrado lhe deu um polimento bem bonito, gostou muito das suas páginas refeitas, ajudaram-na a reescrever as folhas de desencanto, deu vigor às de encantamento, integrou-se desde a primeira página à atual.
Coloriu-se azuladamente.
Querem saber como é a essência do seu livro interior?
Olhem-na em seus olhos com calma, sem nenhuma pressa pois pode perder o melhor dos capítulos do meu viver. A guerreira quando lê a sua própria história sente que foi revestida de paixão e romantismo. 







sábado, 6 de dezembro de 2025

Amizades aos Idosos

 


(foto pessoal)

Amizades são imprescindíveis aos seres humanos.
O ser humano, de um modo geral, tem ânsia de novidades, tem sede de inovações generalizadas.
Por razões diversas, descartam-se amizades antigas e caras ao nosso coração, como se elas fossem um matungo no viver.
Lamentável o etarismo, idadismo, ageísmo.
Os anos passam, o coração se entristece ao ser abandonado como um matungo qualquer ao léu.
Respeitar a sensibilidade alheia, não fazer ao outro o que não se deseja a si.
Urge renascer e florir as amizades de toda idade.
Não esquecer do que se quer bem e tanto já fez em preces, efetivamente.
Afinal, ela não é matunga.




sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

No Amor, ser Peso?

 

(foto pessoal Peracanga Guarapari ES)




Amor, ah! o Amor!

Como ser bondosa, sem ser uma 'besta humana'?

Ser uma sobrecarregada é uma desvalorização da nossa sublime capacidade de amar, no sentido literal e amplo da palavra amor.

Antigamente, as mulheres eram assim, o tempo passou, tudo mudou. Claro que há homens que se deixam, como nós, escravizar também, apesar de serem em muito menor número.

Como chegar a um meio termo para que ambos não se sintam peso ao outro?

Só se sabe como chegar ao denominador comum, amando.

Não se pode desvalorizar o Amor e, consequentemente, o amado do nosso coração.

Se ocorrer fardo é porque um não aguenta tanto acúmulo de grosserias, desprezos, menosprezos, humilhações, abandonos súbitos fazendo com a outra parte se sinta a última pessoa do planeta e é preciso muito tempo (ou talvez nunca ocorrerá) à cura.

Sentir-se  como extenuada é deplorável, a sobrecarga é desumana.

No amor bonito, a doação irrestrita é recompensada, as gentilezas são expressas em forma de cumplicidade e não há uma dilaceração do outro, a afinidade não deixa espaço a ser trambolho, peso desnecessário, se poupa o outro de tristezas ou se comove com a dor da outra parte do relacionamento, tudo se faz para minimizar tais disparates.

Claro está que os irracionais não têm noção de fardos, eles não minimizam dissabores.

Nós, humanos e sensíveis, sabemos perder a deixar o outro em maus lençóis.

Avoluma-se em carinhos e atenção de toda sorte, mas não  se torna bagagem pesada.

Morre-se por dentro, mas deixa-se a outra parte livre para viver.

Se é consciente de que carregamento agressivo não faz bem.

Suporta-se tudo em nome do Amor.

O amor merece ser amado e não desprezado.

Seria uma afronta ao sentimento tão lindo, deixar o outro, abruptamente, sem que ele entenda as afrontas, as violências sem motivo como se vê nos noticiários de um modo em geral.

Amor gratuito e incondicional é sublimado.

Sé ele é assim, o resto é tudo, menos Amor.

Que pena é sentir-se uma desvalorizada nos relacionamentos!


Com Razão

 



(foto pessoal Praia da Arrebentação Guarapari ES)



Caminhava pela praia assiduamente. 

Não conseguia um dia sequer ficar longe do seu amado mar.

Era como uma insulina.

Algumas pessoas idosas não aguentavam caminhar se fazia tempo ruim, se pingos de chuviscos se insinuavam, se a artrose dava o ar da graça e outros motivos mais. Alguns justificáveis e outros nem tanto.

O que ela tinha absoluta certeza era os efeitos diários que repercutiram a longo prazo  na sua saúde.

Montada na razão, não se precisa de esporas,  continuava ela seu percurso cotidiano.

Ficar em casa sentada não dá,  pensava sabiamente.

Há que se movimentar e só se sentar para escrever,  fazer suas refeições e arrumar a casa, passear. Deitar, só para descansar à  noite. Ai sim, um bom e merecido descanso  de regozijo e refazimento. 





Coração Rosado

Sai a caminhar, sabia de antemão, o encontro tão esperado, aconteceria naquele dia, seria um momento de muita emoção, iria espreitar  à dire...