Amor, ah! o Amor!
Como ser bondosa, sem ser uma 'besta humana'?
Ser uma sobrecarregada é uma desvalorização da nossa sublime capacidade de amar, no sentido literal e amplo da palavra amor.
Antigamente, as mulheres eram assim, o tempo passou, tudo mudou. Claro que há homens que se deixam, como nós, escravizar também, apesar de serem em muito menor número.
Como chegar a um meio termo para que ambos não se sintam peso ao outro?
Só se sabe como chegar ao denominador comum, amando.
Não se pode desvalorizar o Amor e, consequentemente, o amado do nosso coração.
Se ocorrer fardo é porque um não aguenta tanto acúmulo de grosserias, desprezos, menosprezos, humilhações, abandonos súbitos fazendo com a outra parte se sinta a última pessoa do planeta e é preciso muito tempo (ou talvez nunca ocorrerá) à cura.
Sentir-se como extenuada é deplorável, a sobrecarga é desumana.
No amor bonito, a doação irrestrita é recompensada, as gentilezas são expressas em forma de cumplicidade e não há uma dilaceração do outro, a afinidade não deixa espaço a ser trambolho, peso desnecessário, se poupa o outro de tristezas ou se comove com a dor da outra parte do relacionamento, tudo se faz para minimizar tais disparates.
Claro está que os irracionais não têm noção de fardos, eles não minimizam dissabores.
Nós, humanos e sensíveis, sabemos perder a deixar o outro em maus lençóis.
Avoluma-se em carinhos e atenção de toda sorte, mas não se torna bagagem pesada.
Morre-se por dentro, mas deixa-se a outra parte livre para viver.
Se é consciente de que carregamento agressivo não faz bem.
Suporta-se tudo em nome do Amor.
O amor merece ser amado e não desprezado.
Seria uma afronta ao sentimento tão lindo, deixar o outro, abruptamente, sem que ele entenda as afrontas, as violências sem motivo como se vê nos noticiários de um modo em geral.
Amor gratuito e incondicional é sublimado.
Sé ele é assim, o resto é tudo, menos Amor.
Que pena é sentir-se uma desvalorizada nos relacionamentos!

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