(foto pessoal Praia do Meio Guarapari ES)
Tinha medo de amar, ninguém tem medo sem motivo. Seu passado foi fatigante, se doou e não teve retorno algum.
Vivia na solidão e no silêncio do seu coração.
Na realidade, ela se encolhera, se refugiava em seu próprio mundo.
De repente, se encontrou com um homem numa tarde em que se refrescava à beira-mar, sentindo a brisa suave. O dia era de um clima distinto da época habitual, parecia primavera no inverno. de início, ele nem a notou tanto assim.
Ambos moravam em lugares distantes. O destino lhes preparou uma surpresa. Quando passeava, ele olhou para o lado esquerdo e reparou uma moça tímida e ofegante.
Sentiu um olhar atraente, impulsionado por uma atração terna, dirigiu-lhe umas palavras iniciais. A mulher nem se abalou com tal iniciativa, agindo diferente do habitual, sempre se retirava quando isso acontecia.
Naquele dia, foi diferente, permaneceu imóvel, nada a abalava.
Respondeu, serenamente, a umas perguntas de praxe, convencionais, nada além do normal.
No outro dia, fazendo sempre ela a mesma coisa, se deparou, frente à frente, com o moço fora dos arredores da cidade litorânea. iniciaram um novo bate papo, se sentiram bem um com o outro e até o final das férias, eles se encontravam diariamente naquele mesmo lugar, à beira da praia, debaixo de uma árvore.
Ela, já enamorada, a se balançar no balanço da cidade turística.
O que foi feito dos dois moços não cabe aqui. Um futuro promissor caberia num livro, certamente.
Os que passaram pelo local, dali para a frente perceberam a ausência da moça e do rapaz falantes e alegres que encantaram aos passantes naqueles dias de férias de julho.
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