segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Livros Salvadores


(foto pessoal)

Participo da iniciativa  da amiga Campirela 

Desde pequenina, conheceu os livros. Eles preencheram seu coração de tal forma, que jamais deles se apartou.
Quando lia uma história, ora era a protagonista ora era a personagem com a mesma  expectativa com que seguia o desfecho da história.
Foi princesas variadas, de príncipe e princípios de final feliz de fada madrinha que me cuidava maternalmente. Sua casinha não era pequenina, muito pelo contrário, comportava não só os pequeninos sete, como os pássaros, as flores e muito mais. Bastava se achegar ternamente e logo conquistava seu coração. Não tinha maçã envenenada que fosse maldição eterna.
Os livros eram seu espelho de alma. As poesias encantavam sua infância. 
Punha-se como  a rosa do Pequeno Príncipe.
Foi a Iracema de Alencar, também uma das Pupilas do Senhor Reitor.
Teve seus momentos de Poliana Menina, Moça e Mulher. Hoje em dia, a Madura está sendo escrita, ela faz do limão uma limonada sem açúcar, seu paladar apurado deseja se ler sem se enjoar.
Na  maturidade o Livro Sagrado lhe deu um polimento bem bonito, gostou muito das suas páginas refeitas, ajudaram-na a reescrever as folhas de desencanto, deu vigor às de encantamento, integrou-se desde a primeira página à atual.
Coloriu-se azuladamente.
Querem saber como é a essência do seu livro interior?
Olhem-na em seus olhos com calma, sem nenhuma pressa pois pode perder o melhor dos capítulos do meu viver. A guerreira quando lê a sua própria história sente que foi revestida de paixão e romantismo. 







sábado, 6 de dezembro de 2025

Amizades aos Idosos

 


(foto pessoal)

Amizades são imprescindíveis aos seres humanos.
O ser humano, de um modo geral, tem ânsia de novidades, tem sede de inovações generalizadas.
Por razões diversas, descartam-se amizades antigas e caras ao nosso coração, como se elas fossem um matungo no viver.
Lamentável o etarismo, idadismo, ageísmo.
Os anos passam, o coração se entristece ao ser abandonado como um matungo qualquer ao léu.
Respeitar a sensibilidade alheia, não fazer ao outro o que não se deseja a si.
Urge renascer e florir as amizades de toda idade.
Não esquecer do que se quer bem e tanto já fez em preces, efetivamente.
Afinal, ela não é matunga.




sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

No Amor, ser Peso?

 

(foto pessoal Peracanga Guarapari ES)




Amor, ah! o Amor!

Como ser bondosa, sem ser uma 'besta humana'?

Ser uma sobrecarregada é uma desvalorização da nossa sublime capacidade de amar, no sentido literal e amplo da palavra amor.

Antigamente, as mulheres eram assim, o tempo passou, tudo mudou. Claro que há homens que se deixam, como nós, escravizar também, apesar de serem em muito menor número.

Como chegar a um meio termo para que ambos não se sintam peso ao outro?

Só se sabe como chegar ao denominador comum, amando.

Não se pode desvalorizar o Amor e, consequentemente, o amado do nosso coração.

Se ocorrer fardo é porque um não aguenta tanto acúmulo de grosserias, desprezos, menosprezos, humilhações, abandonos súbitos fazendo com a outra parte se sinta a última pessoa do planeta e é preciso muito tempo (ou talvez nunca ocorrerá) à cura.

Sentir-se  como extenuada é deplorável, a sobrecarga é desumana.

No amor bonito, a doação irrestrita é recompensada, as gentilezas são expressas em forma de cumplicidade e não há uma dilaceração do outro, a afinidade não deixa espaço a ser trambolho, peso desnecessário, se poupa o outro de tristezas ou se comove com a dor da outra parte do relacionamento, tudo se faz para minimizar tais disparates.

Claro está que os irracionais não têm noção de fardos, eles não minimizam dissabores.

Nós, humanos e sensíveis, sabemos perder a deixar o outro em maus lençóis.

Avoluma-se em carinhos e atenção de toda sorte, mas não  se torna bagagem pesada.

Morre-se por dentro, mas deixa-se a outra parte livre para viver.

Se é consciente de que carregamento agressivo não faz bem.

Suporta-se tudo em nome do Amor.

O amor merece ser amado e não desprezado.

Seria uma afronta ao sentimento tão lindo, deixar o outro, abruptamente, sem que ele entenda as afrontas, as violências sem motivo como se vê nos noticiários de um modo em geral.

Amor gratuito e incondicional é sublimado.

Sé ele é assim, o resto é tudo, menos Amor.

Que pena é sentir-se uma desvalorizada nos relacionamentos!


Com Razão

 



(foto pessoal Praia da Arrebentação Guarapari ES)



Caminhava pela praia assiduamente. 

Não conseguia um dia sequer ficar longe do seu amado mar.

Era como uma insulina.

Algumas pessoas idosas não aguentavam caminhar se fazia tempo ruim, se pingos de chuviscos se insinuavam, se a artrose dava o ar da graça e outros motivos mais. Alguns justificáveis e outros nem tanto.

O que ela tinha absoluta certeza era os efeitos diários que repercutiram a longo prazo  na sua saúde.

Montada na razão, não se precisa de esporas,  continuava ela seu percurso cotidiano.

Ficar em casa sentada não dá,  pensava sabiamente.

Há que se movimentar e só se sentar para escrever,  fazer suas refeições e arrumar a casa, passear. Deitar, só para descansar à  noite. Ai sim, um bom e merecido descanso  de regozijo e refazimento. 





quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Urdir e Cantar




(foto pessoal)


Tramava o tempo todo, não ficava no ócio, tinha a convicção interna desde há anos que era salutar viver urdindo e cantando.

Era uma pessoa da paz e do bem, tinha sensibilidade para algumas formas de arte.

Como observava seus semelhantes, tinha plena certeza de que não deveria gastar seu precioso tempo com armadilhas sórdidas. 

Usava seu talento para tecer nas variadas vertentes. 

Com palavras, formava um conjunto que seu coração ditava e, quem a lia, dizia que ficava emocionado. Tinha o dom nato da sensibilidade.

Com agulhas e linhas, imaginava, maquinava trabalhos artesanais,  desembaraçava fios com toda paciência, tricotava, crocheteava, passava horas premeditando com o que ia se ocupar. De fileira em fileira, concluía, depois de urdir e trabalhar cantando baixinho em seu coração.

Ia enredando e desenredando a vida, as poesias, as confecções que suas mãos conseguiam fiar.

Não se embaraçava com linhas. Ah! Não!

O que lhe causava embaraço era a injustiça, as trapaças, os enganos. Isso sim.

Desde nova, na juventude, soube que desvendar certos embaraços da vida teria que enfrentar e ganhava uma coragem que sabia vir do Alto.

Não tinha gato que a deixasse desconcertada quando as linhas reais se misturavam.

Aprendera com a vida, que o Altíssimo a ajudava a desatar nós. Para emaranhados difíceis, tanto no sentido literal como no figurado, tinha Deus como companheiro Fiel.

A fantasia da urdidura lhe acalmava seu puro coração.

Vivia aos cuidados das linhas divinas e dos fios de ouro que o Espírito lhe soprava.

O que eram pessoas que tramavam o mal para uma mulher simples que sabia poder contar com       o Sopro Divino para desatar todos enroscados dos fios mais difíceis do viver?

Definitivamente, passaria toda sua vida a usar tramas para o bem e a formatar belezinhas para sua pequenina.

Em suas tardes cantantes, afastava toda arapuca que armavam contra ela.




terça-feira, 2 de dezembro de 2025

A Virtude de ser Folha

 

(foto  pessoal Praia das Castanheiras Guarapari ES)

Ser como uma folha.
Ela exulta as raízes, o tronco, as belíssimas flores. De preferência, as mais sofisticadas.
Ser uma que sequer foi semeada, uma maria- sem-vergonha, quem quer ser?
É muito pobre para nossa competência, sabedoria exaltada. Soberbos, seria inconcebível.
Que diria ser uma folhinha simples qualquer? Bem pequenina?
Muitos arrancamos as folhas e as atiramos ao lixo sem dó nem piedade, como se elas não valessem nada.
Não lembrar que ela oxigena a planta, tem um ar benfazejo?
Quando se está poluído por dentro, cheios de gás carbônico na alma, sangue preto, envenenado pelo mal não se pensa que precisamos de purificação.
Não nos interessa, quando só se quer brilhar, ser folha. Não dá ibope, não dá fama.
Dos humilhados será o Reino dos Céus, dizia o Mestre.
Como é bom propiciar ar puro aos semelhantes.
Precisa-se de brisa perfumada, de verde restaurador.
Contemple-se em ser folha simples e viverá muito mais leve e despretensiosa.
No  momento, inspire, expire, respire.
Sinta no verde das folhas das plantas um hálito de regeneração.
Ser oxigênio ela buscava, precisava, ser galho das flores do seu jardim familiar. Ele tem que florir por meio das suas folhas.
Que lhe baste ser apenas uma folha! Pode ser a da menorzinha do campo, fique satisfeita por oxigenar um pouco a vida de alguém que dela precisar.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

As Bicicletas de Raposo

 

(foto pessoal Praia da Areia Preta Guarapari ES)


Ela viajou à cidade de Raposo, perto de Muriaé, RJ, uma cidadezinha na qual muitos andavam de bicicleta por lá. Charretes circulavam e cavalos a montar lhe eram oferecidos com larga disponibilidade.
Eram bicicletas de todos os tipos, de uma pessoa, dupla, com pais carregando filhos na dianteira, dois acentos e dois carregadores, tripla.
Lá, tem trenzinho e andou alegre de máquina fotográfica na mão.
A igreja fica bem no centro da cidade. Ao lado, a feirinha famosa onde ficou horas comprando lembrancinhas para seus filhos, netinhos e amigas próximas.
Bebeu água mineral no Parque das Águas, era verde por todo canto. Não conseguiu uma amiga para andar de bicicleta em conjunto, pois não sabe andar sozinha.
Na festa junina no hotel, dançou quadrilha, uma animação só e muito forró. 
Culminando o passeio lindo, a saudade das bicicletas deixaram uma marca nela, da próxima vez, vai tentar conseguir alguém corajosa para com ela fazer par nas bikes e seu sonho de criança realizar.











Coração Rosado

Sai a caminhar, sabia de antemão, o encontro tão esperado, aconteceria naquele dia, seria um momento de muita emoção, iria espreitar  à dire...