domingo, 7 de setembro de 2025

Maravilhas da Natureza

 


(foto pessoal Praia da Areia Preta Guarapari ES)

Gostava de caminhar pelas veredas do lugar onde morava, tanto pela manhã como pelo entardecer.

Era um momento só dela onde podia esvaziar seu coração de vários tormentos que a afligiam.

A estrada era longa, mas sua vontade de peregrinar era enorme.

Precisava de se encher de belezas naturais, pela manhãzinha, do caminho mais concorrido pelos atletas de várias modalidades de esporte; já à tardinha, o pôr-do-sol era seu momento mágico e fazia trazer para a casa a ternura que de ninguém receberia. Inigualável momento.

Quando, ao término do percurso tanto matutino como vespertino, dava-se conta da volta e sabia que era ainda pouco, mas a pista terminava.

Gostava do Verão, o dia escurecia mais tarde e podia saborear tudo sem nenhuma preocupação com a hora.

Não era adepta de perigos de nenhum tipo, mesmo confiando em Deus. Antecipava-se ao esvaziamento das ruas de pessoas e da escuridão propícia aos perigos noturnos.

A beleza sadia da sua caminhada tinha primazia às situações embaraçosas.

A natureza lhe proporcionava prazeres inenarráveis.

Era o que lhe sustentava e ao seu lado ambientalista de ser em conformidade com a Criação Divina.

Voltava de alma abastecida e cheia das Delicadezas do Supremo que nunca faltam aos que têm olhos para contemplar.





sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Espera Defraudada

 

(foto pessoal Petrópolis RJ)

Não acreditava no que ouvia, se recusava a crer.
Era noite, início de ano, a esperança estava transbordando.
Todos festejavam, famílias reunidas, comidas apetitosas sendo preparadas. 
Esperava seu amado com doce expectativa. Enquanto não chegava, fazia quitutes, ornamentava o ambiente.
De repente, sem mais nem menos, mensagem ao celular.
Sonho destroçado, nunca mais ele chegaria, desastre fatal.
Tudo teve término atroz, alegria evadiu-se, só invasivas saudades restaram.
Doravante, o sabor do viver se extinguiu, Fora defraudada, uma vez mais, pela vida.
Segue sua sina, sem brilho nos olhos.



Degustação à Beira-mar

 



(foto pessoal Praia da Areia Preta Guarapari ES)


Num cenário belo da cafeteria na orla, muitas vezes, após a caminhada, para e toma um capuccino ou cafezinho com uma torta saborosa, é uma verdadeira terapia.

À tardezinha, relaxa e se delicia.

Fez já visitas também em outras locais e interestaduais. Houve época em que não foi a nenhuma.

No final do ano, é comum a confraternização numa delas da cidade.

Rompe o complexo de casulo, sai do seu eremitério do lar e se encoraja a frequentar, vez por outra, até sozinha, pouco a pouco.


quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Remoto Casulo

 


(Foto pessoal Praia da Costa ES)

Saiu da sua janela, do seu casulo, do seu aconchego seguro.

Com eles, ela tem poderio a prosseguir a caminhada.

Cada poente, cada anoitecer majestoso contempla em seus divertimentos pela linda cidade dos poetas onde tem a honra de morar. Um presente de Deus, certamente.

Foram dias memoráveis.

Por sorte, o Verão não findou, os meninos vão estudar. Ano letivo animado, corre veloz.

Ela retornará a peregrinar. Como Inácio de Loyola, sozinha e a pé.

À espera do próximo feriadão e possibilidades.

Foram tempos tão animados que pareciam bordados de poesia.

Por outro lado, em antônimo do vivido por ela durante os últimos tempos, os terremotos e guerras estão minando toda alegria atual de todos nós. Uma tristeza gigante.

Só por estar longe do ocorrido, não significa que não sofra como se lá estivesse.

Pedia ao Supremo para ter piedade da humanidade e dos povos em questão de forma toda especial.





Bajulações

(foto pessoal)

Tinha  por hábito escrever ou ler desde pequena.
Livros de psicologia e espiritualidade eram os seus preferidos na maturidade, seguidos pelos romances de final feliz e poemas que se destacavam.
Era seu lugar comum desde nova.
Não lhe sobrava tempo para lambe-esporas.
Estava sempre ocupada com algo útil. Tecia para intercalar o mental com o artesanal e relaxar.
Leva e traz não era do seu feitio.
Seu silêncio fecundo não lhe deixava no ócio e não lhe dava margem às efemeridades, seria perder seu precioso tempo, ainda mais na descida da montanha do  viver em que ela vivia.
Ela já havia visto de sobra a falsidade dos bajuladores. Eram de um jeito para uns e diferentes para outros. Parecia que tinha dupla personalidade tipo os bipolares.
Uma vez contrariados, saíam expelindo seu veneno mortífero por todo canto onde podiam e denegrindo a imagem de quem outrora bajulavam explicitamente.
Só mesmo a psicologia para explicar tal comportamento dúbio. Se não são retribuídos, sai de baixo. Sentem um ódio por quem diziam amar. A falta de perdão é o lema da vida deles. Têm um temperamento rancoroso, camuflado por trás da falsa ternura.
O mundo atual favorece os lambe-esporas.
Tantos modos de bajular ocultamente (nos meios digitais, por exemplo) e falar, por trás, condenando o que a pessoa faz também e muito sorrateiramente 'bem' feito.
Se agir assim também, como um barril de pólvora, estará denegrindo os Desejos de Deus para ela.
Ser transparente em suas ações e a consciência reta os deixará em Paz, mesmo num mundo de guerras  múltiplas, cheirando a pólvora e sangue nos olhos.
Deus lhes dê a sua Graça.



terça-feira, 2 de setembro de 2025

Mundo Mágico


(foto pessoal)

Na leitura, assume a vida dos personagens, consegue sentir odores, ver cores, pisar e caminhar onde os personagens caminham.
Sente o cheiro da terra molhada quando cai a chuva, a folhagem molhada se misturando aos aromas do papel é,  para ela, uma das delícias de estar viva.
Pequenos grandes prazeres solitários e indescritíveis.
Quando criança, adorava folhear as páginas coloridas, cheias de desenhos lindos com fadas e bichinhos da floresta.
Foi através das portas encantadas que viajou e conheceu mundos mágicos, outros não tão enfeitados assim, aprendeu sobre outras terras, diferentes pessoas e novas línguas.
Até hoje, cada vez que abre um livro, como se aquela capa fosse uma porta imaginária por onde entra, se perde de si mesma por horas e horas.
Cada livro que compra ou ganha é folheado com o mais profundo respeito. Primeiro olha as páginas, vê se tem fotos, começa a ler ou guardar para depois, com calma.
Livros são objetos sagrados, como se cada um tivesse dentro de si, todo o mistério do mundo, como se cada folha fosse uma oração ao Deus da Sabedoria.
Livros lhe fazem sentir quantas vezes chorou lendo um livro ou quantas riu.
Surpreendeu-a seu amor pelos livros, lhe faz entrar neles e esquecer a vida de fora.
Só eles têm tanto poder quanto a imaginação proporciona.
Deixa-se encantar pelas portas abertas, viaja pelas terras onde moram anões, fadas e tantos outros personagens que tornam a vida mais mágica.
Seu amor pelas obras lhe transformou de mera leitora à escritora. Sua imaginação alimentada, durante tantos anos, com muitos exemplares, romances, aventuras, a faz sentir que ela podia escrever um romance e o fez.
Seus escritos se transformarão, também eles, em portas mágicas para quem os tiver manuseando, transportando seus leitores ao reino miraculoso que só a leitura concede.
Tem fé e esperança de que também proporcionará tal encantamento a quem ler seus rabiscos publicados.
É guardadora de palavras em seu coração.
Elas povoam sua vida, seus dias e suas noites bem como seus sonhos.
Suas  publicações são sua forma de expressão e oração.



domingo, 31 de agosto de 2025

Viajar Prazerosamente

 


(foto pessoal  - Lagoa de Araruama - RJ

Gostava muito de viajar, quem a conhecia sabia que tinha predileção por tal terapia.

Entendia que têm pessoas que viajavam para lugares sofisticados, talvez por ostentação, em primeira instância.

Ela, porém, gostava dos seus lugares e lugarejos por onde passava na iminência de estar dividindo o pouco do que anda por aí. Seus arredores lhe diziam ao coração. O imediato lhe dava prazer, no caso de lugares fortuitos, ficava muito contemplada.

Prometia continuar. Após o desastre da Pandemia, deu uma travada por medida de segurança, evidentemente.




Coração Rosado

Sai a caminhar, sabia de antemão, o encontro tão esperado, aconteceria naquele dia, seria um momento de muita emoção, iria espreitar  à dire...