domingo, 16 de março de 2025

Amontoado de Belezas




(foto pessoal - Buenos Aires - Guarapari)



Costumava flanar pela natureza. 
Era seu natalício, seu primogênito a levou a passar uma parte do dia num local de visitação pública  muito aprazível. 
Fazia parte do lindo cenário,  um lago em meio ao exuberante verde por todo lado a preenchendo de saúde mental.
Chamou muita atenção dela um grupo muito unido,  mais amontoado como penca uniforme estava debaixo de uma das árvores do percurso.
Quanto aconchego o bando demonstrou a seus olhos bem atentos a todas novidades do precioso campo de passeio. 
Um racimo tem sua própria beleza e união,  não é  em vão que os gaúchos usam a expressão amontoados como uvas em cacho para várias circunstâncias.
Logo se lembrou do cenário que desentediou seu olhar ao se deparar  com o enunciado.

Favorece muito a manifestação da unidade!


sábado, 15 de março de 2025

Barra Bonita

 

(Foto pessoal - Anchieta - ES)




Com uma linda vista de uma janela entreaberta, ela se acerca às pessoas com um nível elevado de autoestima, fica deslumbrada, podendo apreciar um misto de preciosos vários cenários de um ângulo total e não parcial, como se uma aba da janela ficasse sempre lacrada.

Seu mundo precisa ser vivido do lado mais límpido dele. Ultimamente, está se aclimatando a ser feliz vinte e quatro horas por dia. Descortina a janela do seu coração logo que desperta.

A água que corre vai levando, concomitantemente,  toda o monturo que se encostava nela ou permite que as garças venham visitá-la, sente-se mais podada e em condições de pouso, já não persistem intoxicações que tomavam conta dela.

Tudo que estava represado como uma eclusa está sendo liberado. Um novo horizonte é descortinado a cada alvorecer.

Apresenta-se, não mais se contenta em observar da janela tão somente, seria bloquear o seu crescimento corrente e vital.

Tudo se mescla. 


sexta-feira, 14 de março de 2025

Dádiva Amorável

(foto pessoal - Conservatória - RJ)




Fatalidade descomunal é agredir o amor, nada tem de fascínio, dizimá-lo é quebrantar e bombardear o ser humano.

É delicadeza a peripécia de se amar com compostura, leveza e com deliberação, sem ludibriar.

Toda oblação no afeto é honestidade, distinção e beleza na intimidade.

Ela crê ser possível viver tudo o acima escrito.





quinta-feira, 13 de março de 2025

Natureza sem Degredo

(foto pessoal Itapecerica da Serra SP)


Em seu sonho encantado, saboroso, pomposo, percorre caminhos com leveza e elegância.

Encantam-na as mariposas, os pássaros, são cantos e encantos na catita sinfonia.

Com concórdia na alma, pisa bem devagarzinho, não ousa deteriorar qualquer ramo de árvore.

Respeita a ambiência e suas maravilhas formosas, em tons azulados, avermelhados, esverdeados, aquarelados.

Flores outonais estão na berlinda, ainda, só as contempla, dá passos bem morosos.

Reina no cenário tênue e delicada alegria, desperta seu discernimento, o esmorecimento se aparta.

Os raios do sol se infiltram no arvoredo, dão um  toque majestoso ao endereçais tão garboso. Se há água na imediação, viaja pela natureza sem achaque.

Se tem  no ecossistema  flores perto dela, é segredo: sente viver o firmamento na Terra, sem degredo.



quarta-feira, 12 de março de 2025

De Pôr-do-sol a Pôr-do-sol

 


(foto pessoal- Anchieta- ES)

O dia a abriga e a  reveste também de vários trajes.

Uma fatiota que gosta de apreciar é  o poente. Um desenlace à parte, um show de deslumbre. 

No final de semana, na área serrana,  de lá  voltando,  aprecia um majestoso crepúsculo ditoso. Que magnífico fato num só dia!

O Criador caprichou mesmo, com a roupagem de cada alvorecer, crepúsculo e noitinha. Tem visto como é um exímio alfaiate. Faz o perfazimento certo para cada epílogo.

São copiosas nuances a lhe embriagar, se for mística.

Qual o remate precioso do dia a apreciar? Cada uma tem sua beleza especial. 

É uma vestimenta majestosa.





terça-feira, 11 de março de 2025

Sensibilidade Fluorescente


(foto pessoal - Guarapari - ES)

Ser sensível às flores a cada dia  lhe faz  imensamente feliz, encanta seu coração, se enche de muita emoção.

Embutir carinhos ternos à meiguice delas a estonteia, a delicadeza de alma a faz vibrar a cada amanhecer.

Ao contemplar um vergel, deita-se perfumada das suas flores com tanta singeleza de cores. Sente que elas espargem simplicidade, vivem em conciliação.

Na magia do cotidiano, é impelida a retribuir a amabilidade dos jardins, é amável simpatia.

Permanecer num parque florido, é pura comoção, presença amorosa tão simples e lhe faz bem-amada.

Navegar num canteiro, a deixa isenta de complicação, se envolve de animação na aura.

É pura demonstração de beleza sutil de jardineira realizada. O autodomínio toma conta dela, a serena, corpo e alma fica em efusão, com compostura de encanto, chega a tombar, na imaginação,

Cada botão que contempla, ainda mais se for avermelhado, sente a presença real do amor delicado em seu tom mais rosado. No amarelado, com critério e discrição, se envolve de suave fragrância e morre de amores por elas.

O despojamento de um horto a dignifica, é continente a ele. Não precisa de bajulação, o amor sincero é sua maior entonação.

Os jardins e ela têm concordância na cumplicidade de envolvimento de alma,  embala cada singelo ramalhete colhido  com laço de fita dourado.



segunda-feira, 10 de março de 2025

Cidade Floral

 

(foto pessoal - Guarapari - ES)

Em certa ocasião, se transladou à Cidade das Flores. Ficou tão embevecida com tanta formosura que por lá contemplou.

Todo o âmbito florido lhe chamava a atenção por tamanha criatividade dos organizadores.

Sua amiga Tulipa era sinônimo de deleite, encheu o ambiente de contagiante coloração e afetividade.

Seu contato tocou na bolsa na hora em que ela esperava outra fraterna querida para passarem o dia juntas por lá. Era a Rosa que havia chegado e queria um ponto de referência para o encontro com as demais.

Enquanto a esperavam, se empanturraram de doces

cristalizados, riam muito e o recinto todo floral era 

redolência no ar e no coração.

A primavera irradiava pelos poros e por todo cantinho do agradabilíssimo lugar.

Para a surpresa das três, vieram outras amigas que não viam há tempos, a Yasmim e a Camélia, todas faceiras e elegantemente vestidas, com quimonos floridos alaranjados energizando ainda mais o ambiente.

Partiram ao local das danças folclóricas, outro momento sublime dentro do encontro na rica zona turística.

Havia no parque uma imensa roda panorâmica que elas, contradizendo o medo, juntas, apoiando-se mutuamente, se espaireceram à beça.

No finalzinho da tarde, após a chuva de pétalas que as deixou mais do que leves cheias de viço no coração, fizeram um delicioso lance no bistrô, pediram a D. Margarida uma torta de nozes com ameixa. Era de dar apetência e ainda veio a fatia adornada com flores comestíveis.

Que dia inolvidável!





Um Livro

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