Lá embaixo, calçada, areia molhada, passos demorados, olhares perdido, barracas coloridas espalhadas, areia, vento, chapéu de palha, alegria em carregar sandália. Peixes nas redes estendidas, Cenário é espetacular, O vento balança coqueiros, todos estão bem eufóricos.
Lá em cima, demonstram carinhos, movimentam-se, se acarinham, muito felizes na calmaria, Elas viajam, no dia a dia. Esvoaçam as pombas, Em pleno silêncio do coração, Flutuam no alto-mar, encantam ao pescador, sobrevivem do Amor. Planam por sobre barcos, O ar os leva em seu interior, Clima de alegria e cumplicidade Relutam, exercitam a paciência, pairam. Presente do Criador.
Energia, magia, mistério envolvem as alvas palomas. Sobem as montanhas de areia, antes do belo pôr do sol, Voam mais alto até a luz, Radiantes das noturnas estrelas.
Refletem um brilho próprio, Uma força inexplicável, a todos contagia, elas têm sabedoria.
Retornam da escuridão, Com raios do sol, as réstias, Jesus as conduz pelas dunas, Têm as próprias rédeas.
No dia em que o caldo se entornou de forma irreparável...
Sofreu muito, uma dor aguda crudelíssima que jamais pode
superar.
A cada dia que vivia, mais inconsolada se sentia, chorava
incessantemente.
Algumas pequenas alegrias em sua vida amenizavam um
tiquinho seu desgosto.
Sua saúde se abalara demasiadamente, a ponto de não saber
controlar.
Volta e meia vinham lembranças de todos os momentos lindos
inesquecíveis
vividos.
Desesperançada de voltar a ser feliz como fora, vive,
resignadamente, solitária.
Era um casal de enamorados. Se fazia dia lindo de azul
cerúleo, estavam afinados com o clima e mantinham a
temperatura das emoções sempre em alta.
Se parecesse que iria chover, logo se abrigavam no guarda-
chuva afetivo dos seus sonhos mais lindos de Amor.
Em sua sombrinha, ternureava seu amado, o aconchegava
com muito zelo para que sua vida fosse protegida por Deus e,
depois, pelo seu Amor.
O para água é um lenitivo (só deles) do bem para exprimir a
sensação de proteção de mazelas de toda sorte.
Só eles viam e sentiam o apetrecho, era uma espécie de
talismã protetor. Sua Força principal era o próprio Amor que
os unia. Assim, o Amor se mantinha oculto
ETERNAMENTE.
Nasceu com cara de otária, bem como muito mais tarde lhe disseram seus filhos, cada qual à sua maneira.