sexta-feira, 18 de julho de 2025

Coisas Mínimas

 

(foto pessoal)

Coisas tão miúdas podem dar alegrias enormes.

Tem feito a experiência do botão de flor que idealiza esperanças.

Diariamente contempla marolas no mar, elas lhe enchem de contentamento em seus tons alvos contrastando com o amarelado da areia fina. Assemelham-se às rendas.

Pássaros lhe chamam a distinção, quer jornadeando ou caseira, na varanda, lhe remetem ao gracejo suave.

Bebês em fase de crescimento a conduzem ao ato delicado do cuidado amoroso.

Pouco com Deus é muito, ela tem plena consciência.



quarta-feira, 16 de julho de 2025

Toque Paternal


(foto pessoal)

Um serzinho indefeso nascia no interior de uma cidade pequenina e logo foi batizada.

Mãos poderosas a acolheram cá na Terra. Foi graças a elas que ela viveu, cresceu e ficou bem madura. 

Também devido a  um cordeiro, tão calmo e compassivo, que ela sobreviveu. Tinha medo, pelo seu temperamento medroso, não ousava desobedecer.

Ele a acompanhou nas vitórias, dizia-lhe emocionado: 

- Muito obrigada, filha.

Pedia-lhe cheiros e lhe dava outro em retorno.

Dava um pequeno cascudinho na cabeça para ver se o coco estava maduro. Era alegre, seu bom humor fê-lo vencer grandes desafios.

Era tão, mas tão bondoso, que tinha o apelido de homem molenga, palerma pelos seus familiares, uns em tom de brincadeira, outros não.

O cordeiro foi envelhecendo, os papéis foram se invertendo, de cuidador precisou ser cuidado. 

Ele só fez o bem a muitos e, no final da vida, sua filha estava a seu lado, foi ela que lhe deu carinho e lhe agradeceu por tudo: 

-Vai com Deus, pai! Obrigada por TUDO.

Seus cheirinhos, como se fossem lambidas, ficaram inesquecíveis e sente muita saudade dos seus dengos, desde então, há exatos dezessete anos.





Saber Relativo

 


(foto pessoal - Anchieta ES)

Tinha conhecimento de inúmeras coisas, ao longo da sua existência, entretanto, não abocanhou todo saber, faltavam tantas outras coisas.

Nem se dava conta do tanto que aprendeu, se enriqueceu por inteiro, só um parco reconhecimento.

Consentia que um pouco apreendeu, pois havia certos momentos em que também aplicava seu potencial aos que tanto queria bem.

Tinha dificuldade em fazer o bem para quem não é agradecido. Por mais que fizesse, nada lhe convinha. 

De alguma coisa tinha aprendizado pleno, prosseguiria no bem ilimitadamente, dentro das suas remotas possibilidades.





terça-feira, 15 de julho de 2025

Castelo Encantado

 


(foto pessoal- Petrópolis- RJ)

Castelo nobre, lindo, encantado onde foi princesa muito amada na doce lembrança do romantismo gentil e a fez merecer ser acarinhada. 

Sonho tão exalado, tanto carinho,  ternura, encantos, deslumbramentos partilhados e, enamoradamente, sem egoísmo, foi muito mimada.

Castelos, palácios são os lugares  onde viveu um lindo amor, magicamente, e se transformam, deliciosamente, bom, altaneiro, real.

Nada de profano acontece, só livres quereres tiveram um terno valor, foi muito amor.

Com toque sutil, delicado, de flor, carinho desmedido no amor leal, transformou-se  a sua alcova em leito nupcial,  bem artesanal.

Tudo era lindo em tom magistral, majestosamente gostoso e atual. Simples, terno e deslumbrante. Mágico, intenso no rito triunfal.

Marcou demais  seu coração o precioso amor inaugural. 



segunda-feira, 14 de julho de 2025

Desnovelar

 


(foto pessoal)

Gostava de tecer, nas horas vagas, tinha como hobby, fazer seus crochês. Como não tinha gato, trabalhava sem que ninguém embolasse suas linhas.

Acontecia que, algum novelo, ao tirar o rótulo, vinha mais enrolado que linguiça de venda. 

Ela, com toda paciência, pois tecer era terapia para ela,  desenrolava e fazia outro novelo bem arranjado, pronto para pôr  mãos à  obra. 

Assim vivia seus dias na paz do seu lar.





sábado, 12 de julho de 2025

Ambiências Floridas

 



(foto pessoal)

Um belo dia, foi ao parque e, enquanto rodava pela roda gigante, ouviu uma conversa muito alta.

Olhou para todos os lados e percebeu que vinha do jardim colorido bem à frente do brinquedo que a divertia tanto.

Uma violeta dizia à orquídea porque ela não era mais humilde, A charmosa por sua vez, descarregou sua raiva na pequena margarida amarela e lhe questionou porque não mudava o disco do malmequer.

Ela, chateada, deu uma olhada ao redor e percebeu a tulipa radiante, não perdeu tempo de desopilar sua indignação e lhe contestou sua altivez. Por conseguinte, a elegante flor não se conteve, se dirigiu ao cavo e fez alusão às brigas que ele tinha todo dia com a rosa.

Lá do alto, a joaninha ria da insensatez das flores que perdiam tempo em comparações e acusações sem piedade.

A menina ficava reflexiva, enquanto ouvia o rosário de lamentações do jardim, em suas flores, lá embaixo.

Nas alturas, via tudo tão bonito, enxergava muito melhor do que antes de subir.

Será que as flores não percebiam a beleza de onde estavam e, no conjunto, não viam que todas eram lindas e importantes?

Pensava a menina em seu coração e lamentava porque se perdia tanto tempo com fofocas chorumelas, tendo a natureza exuberante como local de moradia.

Nem sequer davam importância ao Jardineiro que todos os dias lhe trazia o sustento.

Não se entusiasmavam pelo ambiente perfumado onde elas poderiam habitar sem se ferirem com os espinhos que algumas tinham de nascença, mas que não teria problema, se todas se respeitassem e ocupassem seu lugar comum com a dignidade com que foram germinadas.

Até a vida das flores tem cada uma.







Êxtase do Momento




(foto pessoal - Anchieta ES)

De manhã bem cedinho, lá vai ela pelo calçadão afora. Com um caminhar suave e discreto, expande tudo de dentro para fora, extravasa, rejuvenesce no frugal do cenário percorrido.

Também pudera, com um cenário assim, nem precisa palavrear tanto, parece resplandecer tudo dentro dela com ternura e encantamento

Caminha e canta, o fim de semana é distinto, fica com o coração extasiado com a beleza da garças. Vai caminhando e encontrando uma a uma que vai chegando lhe trazendo leveza à alma. De repente, o bando se forma num deslumbramento sem igual. 

Vê a beleza da vida num cenário descomunal. Que espetáculo de presente! Onde tem peixe, as garças se aproximam, chegando de mansinho à procura do seu feixe, Ficam calmas e discretas para alimentarem, com gosto, seus frágeis e esbeltos corpinhos.

Uma manhã assim pode dizer que começa mal? Nunca! Jamais!

É um espetáculo visual de extrema beleza!

Por sinal, todos os seus dias são de caminhada matinal, belezas imensas, muito amor no coração. Pode ser diferente?



Coração Rosado

Sai a caminhar, sabia de antemão, o encontro tão esperado, aconteceria naquele dia, seria um momento de muita emoção, iria espreitar  à dire...