sexta-feira, 4 de julho de 2025

Moldura no Aposento

(foto pessoal Araruama RJ)





Ela é revestida de sentimento, imaginação, experiência, anseio, romantismo.

Seu quarto é taciturno, permanece em quietude,  arquiteta com solicitude, se adormecesse, se entressonhasse, voejava ao paraíso. 

Se lá colhesse uma mimosa flor,  se a tivesse entre as mãos na realidade do lar, saboreava o calor da lareira, próxima à alcova, um fogo acesso não malogrado, teria nele  a ardência do seu coração. 

Chovia lá fora, garoava, estava gelado, gotas embelezam seu jardim. É uma sonhadora autêntica, não é coisa das mais resoluta. Mesmo na insegurança, conserva seu afeto intacto.

Há um misto de afetividade, comoção em seu leito. Na mesa, um livro a lhe inspirar, um romance a lhe acalentar. Na linda caixa, pétalas aveludadas incumbe.

São demonstração de carinho, belas recordações de uma vez especial onde, feliz, ornamentou o aconchegante aposento. Rosas rubras desfolhou, uma a uma foi beijada, quis, prontamente. atapetar o ninho de afetividade, perfumar e adornar o romance sedutor.

A vela presenteada guardou-a intacta, apagada, bem selada a simbolizar o afeto ainda vivo, numa quimera de primavera tão sonhada e vivenciada.

Está zelando do que é dela sem ele, por ele, por ela. Cuida, com amor, do vergel. Tem uma moldura na parede a eternizar ambos  a sós.




Geometria Inusitada

 

(foto pessoal - Praia da Areia Preta - Guarapari - ES)

O astral estava elevado ao cubo.

Combinaram triângulo e retângulo de saírem do quadrado.

Foi um declínio além da esfera onde viviam.

Losango refletia sobre o piquenique na praia, à sombra um coqueiro num cenário onde frestas de sol se apoderam dos  espaços numa ala pessoal.

Hexágono sorvia água de coco geladinha à incursão  do local.

Os figurantes queriam começar o inaugural de forma dimensional.

Estavam decepcionados: não lograram ser usados no ano que se iniciaria. Recomeçaram geometricamente.




quinta-feira, 3 de julho de 2025

Desenlace Afortunado

 

(foto pessoal)

Fecha os olhos, o vento na folhagem, a sinfonia dos pássaros, são múltiplas a linguagem do amor, nenhuma carece de significação. São vozes da presença da afetividade divina terna e eterna.

Está em sintonia, diz sobre o afeto. Não seja uma passante solitária e sim contemplativa.

Tudo é muito bonito, o canto dos passarinhos, a transparência das fontes, a vista de uma flor.

É luxo seu quinhão diário de amor à espera da sua dedicação na expectativa do coração Ela era muito gaiata, tirava foto de tudo por lá, como era muito apaixonada pelo marido, ele era seu modelo particular.

Deixava os dotes fotográficos da esposa em pleno contentamento.

Do sorvete aos banhos de mar, após caminhada, culminância da água de coco não podia faltar.

Assim que hidratavam o corpo jovial e o coração enamorado de ouro entrelaçado, deixavam-se balançar ao sabor da brisa fresca envolvendo amorosidade e emoção.

Final feliz? Que nada! Sem vista de final. Viviam em plena animação, sem contar dias como se fosse a viagem inaugural de lua de mel. Tem coisa mais linda?



quarta-feira, 2 de julho de 2025

Na Retaguarda das Ventanas

 

(foto pessoal)

Ao amanhecer, nos dias indolentes, pela montanha a descer a neblina, pássaros entoacânticos festivamente, alegram seu viver com  um canto bem embalado e feliz.

Ouve-os, lá fora, no silêncio do seu aposento,  ainda um pouco adormecida.

Com bela sinfonia suave, eles a despertam.

Com um pano de fundo vigoroso, sentia gosto em despertar, na doce ventura de ter, ao redor, aves que a seguem, a encantam.

Flores singelas orvalhadas estão espalhadas por todo lugar. 

Remotamente, via uma casa velha.

Sensação de nostalgia ao contemplar, pelas montanhas, um pequeno vale, ele a faz curiosa em espiar o que haverá atrás da janela. 

Reporta-se ao passado onde ia à  roça nas férias. 

Atravessava as porteiras, pinguelas. O córrego fluía ao lado mansamente. 

Sem exceção, quando visita lugares do campo,  detém-se nas casas abandonadas na estrada, outrora habitadas.

Teriam sido felizes verdadeiramente na singela vida que viveram? Questionava-se intrigada.

Aposta que sim.

Se fosse ela, certamente. 

No final de semana, dando um bordejo, conversava com uma amiga sobre a vida campal e como se é  feliz, minimamente.



segunda-feira, 30 de junho de 2025

Amplidão Extraordinária



(foto pessoal - Praia das Castanheiras - Guarapari ES)



Como num observatório, persevera no céu. Não vive à flor da pele, o amor a equilibra.

Tem cumplicidade, familiaridade, deseja se tornar-nos gente de amplidão, Não seja nômade no amor, inspirada pelo céu para viver cá na Terra do amor.

Contempla a imensidão do celeste estrelado.

O amor é brisa leve, o murmúrio do vento, o estremecer das folhas, o burburinho das fontes, o tronco de árvores, o rochedo musgoso, o esconderijo à margem do oceano, o topo da montanha é neles que ela os encontra no cair da tarde numa pedra.

Fecha os olhos, o vento na folhagem, a sinfonia dos pássaros, são múltiplas a linguagem do afeto maior, nenhuma carece de significação. São vozes da presença da amorização divina  terna e eterna.

Está em sintonia, diz sobre o sentimento. Não seja uma passante solitária e sim contemplativa.

Tudo é muito bonito, o canto dos pássaros, a transparência das fontes, a vista de uma flor. Tudo é luxo, seu quinhão diário de amor à espera da sua dedicação na expectativa do coração.



Fabulação de Uma Miúda

 


(foto pessoal)

Uma menina linda nasceu para contentar ainda mais sua família.  

Entretinha-se com as bonecas, jogos, ganhava  presentes da família e das amigas da vovó.

Foi se avolumando prontamente e, em seguida, na escola se pôs a estudar.

Era aplicada no ensino desde os primórdios anos do maternal.

Quando pequerrucha, se deliciava na casa dos avós, sem preocupações com os compromissos que ainda eram mínimos.

Os anos se apressaram e foi perdendo seus dentinhos, rindo com as janelinhas de fora e encantando a todos com seu sorrisinho maroto.

Era costume usar os cabelinhos cacheados pelas costas que lhe caiam muito bem e lhe adornavam como a uma princesinha moderna. Em algumas ocasiões, em tranças.

Seus vestidinhos eram elegantes de ricos tecidos brocados, sabia se comportar como uma mocinha.

Tinha a ventura de ter vindo ao mundo numa família que lhe amava e lhe queria todo bem do mundo, que felicidade nascer num berço assim!

Seus olhinhos brilhantes transpareciam ser muito amada!

Era gostoso de ver suas fotos sempre sorridentes, acompanhar seu crescimento, com sorrisinho encantador e meigo.

Os tempos corriam velozmente, sua família lhe incutia bons valores em meio a tanta maldade e atrocidades que se faziam com muitas crianças espalhadas pelo mundo.

Amada, tinha um lar, família, comida, estudo, roupas e brinquedos, sua dignidade era moldada como convinha a toda criança.

Como não ser próspera?




domingo, 29 de junho de 2025

Santos Populares

 

(foto pessoal)


Santo Antônio, o casamenteiro, é também,  um grande doceiro.

Em seu dia,  muitos quitutes são feitos com vários sabores. 

São  João tem um bom coração,  é  grande santo de predileção do bom Jesus, amigo do peito, ficou ao lado de todo jeito.

São Pedro,  grande pescador das almas aflitas, cuidador.

Justiceiro pronto a defender todo ser humilhado a perecer.




Um Livro

  INSPIRAÇÕES FURTIVAS O blog foi transformado em livro...