sábado, 31 de maio de 2025

Doravante Amará

 


(foto pessoal)

Rezou, porém naufragou quando a amedrontaram.

Confiou, contudo sofreu quando se foram.

Lutou, mas esmoreceu quando enlutou.

Viveu, todavia viverá quando se entristecer.

Ajudou porque mereceu, quando também precisava.

Animou, entretanto esperou, enquanto se doava.

Cuidou, como se entregou quando a deixaram.

Acarinhou, se doou quando a solicitavam.

Compreendeu, embora necessitasse quando entendeu.

Amou, doravante amará quando desanimar.





sexta-feira, 30 de maio de 2025

Percurso Vital

 

(foto pessoal)


Adorava descansar na praia. Em toda temporada, ela viajava para antecipar a vida que deseja para depois que se aposentasse.

O mar com suas belezas azuis esverdeadas, coloridas de mil cores.

Os parques aquáticos onde as crianças se divertiam muito.

Os vergéis com suas flores, multicolores belíssimas.

As cafeterias mais discretas onde pode relaxar com as amigas num bom chá gelado ou capuccino mineiro, de acordo com o clima da vez.

Ela sabe que nem precisa esperar se jubilar, faz com que as pausas sejam frequentes, bem preparadas no dia a dia.

Ora como relax, ouvindo uma boa música, ora lendo um bom livro inspirador, tomando um cafezinho com calma em casa mesmo, preparando uma sobremesa gostosa ou fazendo uma comida saudável.

Pausar a vida não é perder tempo. Já se foi o tempo que, enquanto se descansava, se carregava pedra ou que não se deve deixar para amanhã que se pode fazer hoje.




quinta-feira, 29 de maio de 2025

Óbulo Grato

 


(foto pessoal)

Elaborava projetos e os punha em execução.

Não vivia de sonhos aéreos, arregaçava as mãos e ia para o arado.

O dourado dos campos fascinava seu pobre e nobre coração.

O milho e o trigo colhidos eram seu sustento do corpo e da alma.

Com eles, fazia seu próprio pão e bolos cotidianos, sustentava seus filhos. Era mãe solo e labutava com muito ânimo e generosidade.

Enquanto colhia seu milho, cantava agradecida ao Criador por não a desamparar.

Quando o debulhava, oração teria até o sabugo ficar de fora.

Espiga e cereal, pão e suor, entrega do ser e coração em oferta generosa de gratidão à terra.

Seu modo de viver era depender da Divina Providência, mas fazia a sua parte com desvelo, sempre grata por tantas benevolências.



quarta-feira, 28 de maio de 2025

Boquiaberta


(foto do filho)

Nada a deixa tão de perplexa do que o poente multicolorido.

O descanso do sol é inebriante, com ele, se refrigera feliz por mais um dia suplantado com Deus.

Têm outros elementos suplementares excitantes, como o céu cerúleo, por excelência, as flores em sobretons e o mar azul, por exemplo.






terça-feira, 27 de maio de 2025

Outono Friorento

 



(foto do filho)

Todos os dias, à noite, põe sua peúga a fim de lhe aquecer bem.
Justiça seja feita ao outono bem friorento que anda fazendo.
Um chazinho quente com biscoito doce cai muito bem ao anoitecer.
O relojoeiro do prédio  não foi avisado para não a despertar cedinho.
Tem sido sua ruína acordar com o amanhecer ainda embaçado demais.
O jeito é deixar soninho evadir-se pelo ralo como água, despertar!
Avisar-lhe-á, evitando comprar um  metro de flanela, pois, cedo, faz frio.




segunda-feira, 26 de maio de 2025

Voo Incubado

 


(foto pessoal)

É um pássaro livre, nada lhe pode algemar, não permanece presa ao solo, na indecisão mortal.
Sente uma leveza e seu ser se amplia no horizonte infinito. 
Muitas vezes, quando está decaída, vislumbra sua sombra, repousa seu olhar e eis que, de repente, alça voo e relega seu minúsculo pensar onde não sente suas asas e se enterra no chão firme.
Para ser livre, não lhe bastam asas, precisa praticar o voo.



domingo, 25 de maio de 2025

Fascinação Flórea

 



(foto pessoal pintada pela autora)



Passeia pelo bosque na primavera da sua alma, vê um jogo de luz, o sol brilhando entre árvores, folhas verdes em diversos tons.

Raios de sol pousam em sua pele, tudo é festa na natureza, há vivacidade nela.

Ganha surpresas cotidianas, o nascer do sol e o poente.

De canto e recanto por onde passa, olha uma flor em seu coração.

No final do seu passeio, reúne um lindo ramalhete floral, colocando-o no vaso do seu viver.

Depois de banhar-se com água de rosas pegou um pincel, tinta acrílica e começou a pintar.

O resultado perfumou todo seu eu, não ficou imune à beleza da primavera, ela logo virá amenizar dores, revestir-se de cores, enfeitar-se com suas formosas, delicadas e frescas belezas mimosas.

Doravante, serão ela e o quadro floral um arranjo perfeito odorizado campestre para afirmar seu ambiente.




Um Livro

  INSPIRAÇÕES FURTIVAS O blog foi transformado em livro...