terça-feira, 7 de julho de 2026

Injustiça



Era um homem desaforado, vivia criticando tudo e todos por onde circulava.
Todos o tratavam bem, com medo de caírem nas garras do ta disparatoso critiquento.
Era uma falsidade só a convivência com os demais e falação por trás que lhe caía bem como chuva em roça de milho. Enchuam sey ego e tudo terminava em pizza, como se costuma fazer na socuedade hipócrita.
A mulher sofria nas mãos dele, mas não dava bala aos tiros sucessivos e continuava a ser como era, sincera e transparente.
Recusava-se a lhe dar munição como que a lhe cair bem como chuva em roça de milho. 
Ela sabia que todos somos como somos e criticar só falava mais de quem criticava do que quem se está criticando.
Afinal, todos vemos defeitos alheios com a maior facilidade, já as virtudes, se dependesse de nós, o milho morreria seco, muitas das vezes, não haveria chuva favorável para a roça sobreviver bem viçosa.
Um dia, aprendeu a lião com um idoso, Doutor do consulado que o pôs em seu devido lugar. Cumpriu sua pena até o fim da sua vida. Caiu na própria trampa das depreciações que fazia de tudo e de todos. Apendeu a ser mais gentil, delicado no trato e cortês, juntos a outros detentos, pois nem sempre na vida encontramos pessoas que fazem de conta que não sentem... é mais difícil, mas os senhores assim, estão por perto, prestes à defesa dos injustiçados.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Dias na Roça

 

Foram tantas as emoções na estadia na roça, no campo, no interior, como queriam chamar.
Sossego no campo, serenidade no interior. Paz, saúde e amor,por lá, eu acampo.
Dias na roça, bom à beça, acordar, café na cama, fé. Colheita no terreiro, berreiro dos animais, doces caseiros.
Paraíso no interior,lugar cheio de amor. Afugenta toda dor, recanto cheio de flor.
Nos dias de folia, arruaça de amor,
festança no ser.
Certos olhares me recuperam de dias de desolação profunda. São unguentos nas feridas da alma.
Fugi das arruaças, refugiei-me junto aos familiares que me restam. Meu padrinho com seus a caminho de 91, é nosso mestre.
Foram dias de regozijo deleite junto à natureza estupenda que por lá resiste às intempéries do mundo mostrando certos olhares esplendorosos.

domingo, 5 de julho de 2026

O Uso do Chapéu


Eleonora gostava de usar chapéus, caminhava na orla sempre acompnhada dos seus amigos companheiros de proteção aos raios solares.
A cada dia, usava-os de acordo com a cor do maiô, saída de praia. Sente mais confiança em si até, impresionante como tem duplo sentido para ela. Sai mais confiante 
Quando o minuano está forte, nem todos têm o  elástico para prender à cabeça, aí vai correndo atrás dele, do que se assanha a correr atrás do vento.
Se caminhando no calçadao, põe de acordo com a cor da roupa que usa naquele dia.
Ela não dispensa o acessório, inclusive faz parte do seu cotidiano a menos que esteja chovendo. Cabelos presos protegidos pelo chapéu são um escudo protetor para ela. Modifica a aparência. Só amigas a reconhecem, uma beleza. Cabelos soltos sao chamativos e ela evita situações embaraçosas.
Hoje mesmo, alguém parou ao lado dela enquanto fazia alongamento na Praia dos Namorados e começou um  diálogo. Estava sem o chapéu dela de todo dia, pois estavam secando todos os de caminhar. Logo saiu do lugar e dispensou a proximidade com estranho.
Não é que o chapéu a disfarça, com óculos de sol, então...
Evita falar enquanto caminha, conversar e caminhar não resultam em exercício salutar.
Se é algo que ela gosta é de um chapéu protetor, ajuda a dispersar o calor do corpo e a manter a temperatura da pele mais baixa.
Lugar quente precisa de proteção e cautela.


Criança Interior

 


Sua criança interior é bem desobediente.
Não acredita nos adultos que dizem que o mundo é dos espertos.
Teima e insiste em acreditar nas pessoas.
Ama sem medida desmedidamente...
Entrega o coração, não somente o corpo.
É entregue à meiguice sem fim.
Arruma tempo para os que ama.
Encanta-se com qualquer delicadeza de alma.
É pura leveza.
Cercada de pessoas que tentam minar seu mundo de fantasia.
O que sera desta menina que insiste em ser princesa de lindos sonhos encastelados?


sábado, 4 de julho de 2026

Amizade Altruísta

 


Uma amizade implica em fino trato, jamais fazer ao outro o que não desejaria a si.
Ousa ir muito além de qualquer desafio, se desapega de seus interesses pessoais.
Ir ao outro devagar, como uma carroca pela estrada, mas com toda diligência diferenciada com que o Criador nos brindou, mas percorremos juntas a longa jornada com cuidados matriciais que requer a boa afinidade. 
Tentar não fazer a outra provar o gosto amargo do fel. O salobro do distrato da desconsideração do desafeto, da insensibilidade, da desatenção.
Dar um pouco de si requer paciência, atençã e purificação do nosso egocentrismo. Até vamos mais longe e não só cuidamos do básico, do essencial.
Doar tudo requer coragem como todo desafio
Enfim, por se colocar nolugar do semelhante, não faz experimentar solidão na alma e desconforto no coração.



Solidão

 



Solidão como afastamento de Deus ouso dizer que nunca senti, graças a Ele mesmo. Pelo contrário, sinto-O tão  perto em todos os momentos da minha vida, sobretudo onde a dor corroeu meu ser.

Senti sim um estado interior de introspecção em cada solidão, paz intrínseca, uma conexão com meu eu real, sei ser pura Graça Divina que me faz crescer, evitando males maiores como seria sentir solidão sem Deus. Mesmo na desolação (sem chão), Deus caminhou comigo me confortando, enfrentou comigo meus desertos todos ao longo da minha vida. Desconexão não se deu pela sua Misericórdia.
Particularmente, gosto de estar só,  conviver para crescer como pessoa, alegrar o coração, ajudar a quem necessite, não mais. Não sinto falta de ter alguém comigo toda hora. Agradeço muito a Deus por ter me feito independente de ânimo.
Se tenho saudade?
Claro! Muita de muitos.
Não sou de ferro, sou de carne e osso, como todo mortal.
Tem também o fato de que Deus mesmo me preparou para viver assim. Sou modelada por Ele para ser um pouco monja, um tanto eremita, porém amiga de quem  quer ser meu amigo. 
Antes só do que mal acompanhada, como já dizia minha avó, com toda sabedoria e santidade que tinha.
Claro está que já chorei muito sozinha sem consolo humano que alcançasse minha dor, só  minha e não foi uma vez nem duas...
Aliás, não sou a única no mundo, claro!
Que adianta falar se as pessoas nos taxam como se estivéssemos nos fazendo de vítimas não sabendo da nossa realidade? Muito mais conveniente calar.
Já passei Natal, Ano Novo, Páscoa, Dia das Mães, aniversário sozinha, com Deus a me dar consolação. Muitas vezes, não é porque não tenho quem me ame, sim por impossibilidade dos filhos chegarem até mim por morarem em outros Estados.
Hoje em dia, tenho por companhia amigável a minha amiga solidão
Quanta inspiração ela me concede, quanta profundidade, interiorização, limpeza de alma, possibilidade de me vencer, de assumir meus vazios com fé, esperança e caridade.
Quem não me quer me perde.
Da mesma forma, a recíproca é verdadeira, bem sei.
Como ensinou São João da Cruz, minha solidão é povoada, transforma-se em solitude benfazeja. 
A presença amorosa do meu amado Jesus me consola verdadeiramente.
Quanto mais solidão, mais o Amor enche de regozijo meu âmago.
A Deus, solidão amarga!
Seja bem-vinda, solitude fecunda!

Outono Deslumbrante

  

Há três meses que um calor infernal invade cada cômodo da casa, os espaços das ruas, forçando-me a ir à praia diariamente numa maratona que acabou sendo não fastidiosa. 
Eu, que morava aqui na cidade há oito anos, não me aventurava a tal façanha por ver as praias lotadas, coisa que não gosto.
Eis que chega, enfim, o prenúncio de folhas caindo no chão, clima ameno e  o famoso crec, crec que tanto aprecio ouvir ao pisar nos tapetes pela orla
 e parques.
As folhas irão amarelar, cair, bailarão das árvores despencadas, ocasionando um circuito inusitado na paisagem que vai se dourar aos poucos me encantando de forma ímpar.
A alegria com que os amigos do além-mar sentiram com a chegada da primavera, eu sinto com as primícias do outono do lado de cá. É minha segunda Estação preferida, o céu permanecerá azulado como tem estado, numa tonalidade que por si só me acalma a alma.
Folhas, folhinhas minhas, venham alimentar minha fantasia outonal, deixem-me pegar carona em seus voos deslumbrantes!


Um Livro

  INSPIRAÇÕES FURTIVAS O blog foi transformado em livro...