sábado, 14 de março de 2026

Cantinho Rústico

 


(foto pessoal Finlândia Brasileira)

Tinha um sonho bonito que guardava desde a juventude no refúgio secreto do seu coração.
Era uma mulher batalhadora e trabalhou muito até o tempo em que podia realizar seu desejo onírico.
Como admiradora do campo, escolheu com calma um belo ranchinho onde o casal de velhinhos havia ido morar com filhos na capital e resolveu se desfazer daquela pérola campal.
Quando foi conhecer o aconchegante vilarejo, já se apaixonou pela calma do lugar.
O cenário era admirável. Arrancou suspiros em seu coração enamorado pelas coisas do interior.
Sabia que teria poucos vizinhos, não teria problema. Ao menos com três poderia partilhar seus bolinhos de milho, um café quentinho feito no fogão à lenha atrás do casebre que iria reformando aos poucos sem pressa, de acordo com suas possibilidades financeiras.
Ao redor, tinha uma árvore muito alta que a fazia lembrar das cerejeiras da Serra onde passara dias de imensa alegria revestida de muito amor em seu coração.
Em suas raízes quase expostas, havia um canteiro de rosas, entremeadas com onze horas e margaridas das pequeninas e brancas. Miosótis davam um toque festivo e angelical ao local.


sexta-feira, 13 de março de 2026

O Amor e a Musicalidade

 




(foto pessoal)

Era uma vez um casal de enamorados, viviam momentos de intensas emoções, sensações, vivências de ardentes ternuras.
Em cada encontro inicial, ela lhe preparava uma surpresa movida pelo seu coração. Tudo com muita sensibilidade, carinho e amor genuíno. 
Flores espalhadas como um tapete, na cama, bombons, cartões e música ao fundo para romantizar.
Seu par que dizia não saber dançar rodopiou com ela ao som de uma música suave, de rostinho colado.
Ela dizia baixinho ao seu ouvido que o amava, que os outros havia conhecido por acaso e a ele porque era preciso.





quinta-feira, 12 de março de 2026

Minimalismo

(foto pessoal Pantanal Mato-grossense MGS)


Vivemos tempo onde precisamos reciclar, reaproveitar, inovar.

Quando vamos à roça, nada desperdiçamos.  

Não tem padaria, come-se coisas caseiras, repete-se até acabar. 

Fazemos questão de conservar este modo de viver.

Legumes do almoço são transformados em sopa no jantar. Pão dormido esquenta-se na frigideira e fica com  gostinho delicioso.

Lógico que pode-se levar mantimentos da cidade, mas comer aipim tirado da raiz na terra não tem preço.

Por aí vai: macarronada pode virar torta.

É questão de consciência!







quarta-feira, 11 de março de 2026

Do Desencanto do Amor



(foto pessoal)

O amor é cego e a matou.
Assim foi, ela diria que foi joguete nas mãos do sentimento.
Ele não é pedaço, quinhão, migalhas, tico, naco, pelo contrário, é encanto e desencanto se a deixar destroçada, humilhada, quando a fúria corrompe a alma.
Inúmeras vezes o amor se regala com o pouco que se torna muito para quem o recebe.
A mulher ainda crê que errou, que é culpada.
Questiona-se e a Deus por lhe ter tirado algo tão inesquecível, surpreendente como é o amor.
Se ela fosse egoísta, que só se amasse e maltratasse o  próximo, teria perecido.
Deus tudo vê, tudo muda e enche seu coração de amor, derrete seus gelos, preenche seus espaços vazios, com ternura angelical, lota seu ser de candura imensa, sente-se plena, é toda amor.
Não se arrepende das horas em que não viveu para ela, muito pelo contrário, é um tempo permitido pelo seu Criadora para que ela aprenda sobre a magnanimidade do sentimento, a grandeza de pensar mais no semelhante do que nela própria, altruísmo puro. Ouro fino de Ofir. 
Foi cega por amor, deixou se matar, apesar de ter sentido grande, bonito e delicado sentir.
Carrega em seu peito um nobre sentimento, a vida arranca a presença física, mas ninguém extirpa a pureza do seu eu amoroso.
O amor puro  e verdadeiro é eterno. Nada tem de mesquinho, abominável ou de enquanto dure.
É plena e toda amor.
Não sente vergonha de si, só se tivesse se aprimorado das palavras ofensivas que destruíram as amizades de outrora.
É absorvida pela solidão que enche a sua vida pela ausência que invade todos seus espaços da mente e do coração;
No amor, ela quis amar por inteiro, como carinhosa e intensa, n]ao amou pela metade.
 




terça-feira, 10 de março de 2026

O Risco Nosso de Cada Dia

 

(foto pessoal Porto do RJ)

Em tempo de guerras, o humor mina, vem atrozes feras internas.
Como gerar as intensas emoções, se tem compaixão e os senões?
Urge Deus dar alento, consolo, precisa riscar todo ruim dolo, gerenciar, sabiamente, as tensões.
Não se entregar aos leões requer ânimo e força de vontade.
Não dispensar a generosidade, mimar-se com delicadeza de alma, mostrar o coração de quem se ama.
Assim seja sua vida a cada dia, assim seja um ser supremo que sempre a alivia.
 






segunda-feira, 9 de março de 2026

Por Amor, se Arrisca




(foto pessoal)

É uma pessoa que teme coisas não seguras, não gosta de correr risco, tudo que lhe sugira um risco ao seu ser a amedronta.
Fica se lembrando de como o amor lhe deu coragem. Por ele, se arriscou, ultrapassou desafios, afastava seu medo.
Não é de sentimento arisco, é de solidez.
O beija-flor nos jardins a saltitar aqui e acolá lhe satisfaz só nos vergéis.
Pular de flor em flor é tornar raso um sentimento profundo.




sábado, 7 de março de 2026

Cão e Felino



Somos diferentes, quem  é o cão e que é o gato não importa, o que conta é que sabendo bem serem todos os seres humanos, a exemplo dos animais, diferentes, se um quer, o outro pode ser amigo de verdade, admirar a natureza, as palavras, a vida. Dar apoio incondicional. 

A amizade está sendo relegada em benefício do comodismo do dentro de casa, cada um no seu cantinho, atrás de uma telinha de diversão para distrair e nada de querer saber se o outro está bem de verdade. 
São raros os casos que alguém se preocupa em estar lado a lado, como os bichinhos da imagem, admirando a paisagem ou mesmo perguntando como o outro está, nada que abale nosso comodismo queremos. 
Por sorte, temos cães e gatos Amigos tanto no real como no virtual. São alguns, mas temos.
Muitas vezes, temos arranhões de todo tipo, como um gato nervoso.
Outras tantas, temos mordidas profundas como o cão raivoso.
Agora, eu? Vivo de afagos de várias "gatinhas" (amigas).
Estamos na mordomia de uma varanda virtual (umas poucas reais)  falando de nós e não dos outros. Tentando melhorar nosso modo de ser, dando-nos apoio incondicional no dia a dia, sabendo bem que, hoje, uma sente algo e amanhã a outra poderá sentir, tanto no âmbito físico como emocional como no espiritual. Somos tão humanas como muitos animaizinhos amados.
Umas amigas se unem pelos livros e muito mais, já outras amigas, pelo simples prazer em se interessarem em como nós estamos e nós por elas, com retorno favorável e não com desprezo, causando muita dor e dilacerando o coração do outro como se fôssemos o retrato fiel do "cão e gato" tradicional.
Viva a amizade incondicional sempre!





Um Ogro Tenebroso

M ar agitadíssimo naquele dia, assustou-se muito ao ver o bramido das vagas gigantes a dilacerar, compulsivamente, as pedras na Arrebentação...