quarta-feira, 11 de março de 2026

Do Desencanto do Amor



(foto pessoal)

O amor é cego e a matou.
Assim foi, ela diria que foi joguete nas mãos do sentimento.
Ele não é pedaço, quinhão, migalhas, tico, naco, pelo contrário, é encanto e desencanto se a deixar destroçada, humilhada, quando a fúria corrompe a alma.
Inúmeras vezes o amor se regala com o pouco que se torna muito para quem o recebe.
A mulher ainda crê que errou, que é culpada.
Questiona-se e a Deus por lhe ter tirado algo tão inesquecível, surpreendente como é o amor.
Se ela fosse egoísta, que só se amasse e maltratasse o  próximo, teria perecido.
Deus tudo vê, tudo muda e enche seu coração de amor, derrete seus gelos, preenche seus espaços vazios, com ternura angelical, lota seu ser de candura imensa, sente-se plena, é toda amor.
Não se arrepende das horas em que não viveu para ela, muito pelo contrário, é um tempo permitido pelo seu Criadora para que ela aprenda sobre a magnanimidade do sentimento, a grandeza de pensar mais no semelhante do que nela própria, altruísmo puro. Ouro fino de Ofir. 
Foi cega por amor, deixou se matar, apesar de ter sentido grande, bonito e delicado sentir.
Carrega em seu peito um nobre sentimento, a vida arranca a presença física, mas ninguém extirpa a pureza do seu eu amoroso.
O amor puro  e verdadeiro é eterno. Nada tem de mesquinho, abominável ou de enquanto dure.
É plena e toda amor.
Não sente vergonha de si, só se tivesse se aprimorado das palavras ofensivas que destruíram as amizades de outrora.
É absorvida pela solidão que enche a sua vida pela ausência que invade todos seus espaços da mente e do coração;
No amor, ela quis amar por inteiro, como carinhosa e intensa, n]ao amou pela metade.
 




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