terça-feira, 26 de agosto de 2025

Ancoragem Solidão

(foto do filho - Praia da Costa ES)

Está como barcos parados à deriva no mar. 

Da vida, é remadora, uma mulher para amar. 

Há nuvens acinzentadas, no azul são entremeadas, tristeza nos barcos. Estão à espera, por ora. 

Oxalá possa navegar sem pressa, com alegria, num compasso, devagar, no navegar, hegemonia. 

Deus a leve como embarcações, suavemente, mesmo desolada, com a sua alma arrancada, como carta de alforria. 

Um dia será liberta, haverão de a valorizar! Tem a alma aberta, disposta a servir e amar.



Sonho Pacificador

(foto pessoal Praia dos Namorados Guarapari ES)



Era sonhadora  por excelência.  Acreditava nas pessoas e via, com o passar do tempo e com pesar, como era presa fácil  de lábios traiçoeiros.

Admirava a natureza, o belo azul celestial, via frestas de luminosidade como uma alvissareira esperança da paz mundial entre os seres humanos cada vez mais bélicos. 
Sempre foi dada aos sonhos diversos,  mas o grande sonho era ver o mundo em Paz.
Era outono no lugar que residia e a natureza favorecia passeios ao ar livre. Pelos efeitos climáticos alterados,  ainda não havia folhas caídas ao chão,  não podia ainda se deliciar com o dourado tingido nas árvores na orla.
Olhava para o céu e via o formato das nuvens fazendo os desenhos mais belos quando não resolviam beijar o mar,  encostando juntinho no horizonte da água celeste. 
Ainda contemplava tudo com grande admiração.
Pela fé,  ela caminhava e sonhava muito.
Sempre foi dada a dar tudo de si em prol dos seus sonhos e procurava ajudar a quem pudesse realizar os seus. Via que nem todos eram assim, mas, mesmo assim, seguia sonhando e confiando que o ser humano poderia ser transparente e não belicoso. 




segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Novo Visual

 



(foto pessoal Portugal)

Era mais um sábado de calor, céu azulado lindo.

Pedia praia, com certeza, mas, com agitação, não lhe apetecia nada.

Foi a outra praia mais reservada.

Escolheu localidade sem acesso de ônibus para ter um pouco de distração sem agitação e com o conforto ao estar junto da família.

Praia familiar, frequentadores pacíficos em busca de sossego, sombra e água fresca, já que o couler por lá rolava em cada mesa, liberado. Estava muito calor, Verão no pico.

Dia de comer amendoim tostado ensacado, batata frita, picolé gourmet. Muito suco natural.

Molhou seus pés, caminhou nas águas morninhas, uma delícia.

O visual lindo e a praia que tem fama de ser frequentada por turistas vistosos a encantaram de verdade. Na verdade, o que mais apreciou foi o panorama formoso que a cercou sob o manto azul de brigadeiro belíssimo.


domingo, 24 de agosto de 2025

Dia Memorável

 

(foto pessoal Saquarema RJ)


Foi um domingo memorável, saiu cedo a caminhar e só viu belezas.

Claro que ficou perplexa, com o que visualizou, havia gente que nem formigueiro por todo lado. 

A praia estava superlotada, de todos os cantos minaram pessoas como se fosse uma fonte na natureza a céu aberto.

Um ônibus muito moderno e elegante descia com turistas, o povo fica admirado com tanta beleza de sua cidade do coração.

Exatamente assim estava a praia que ela admirava a uma certa distância, respeitando as medidas de isolamento necessárias: com lanchas, barcos, jet sky, iates pequenos, pranchas coloridas e muito guarda-sol de todos os tipos e tons, um verdadeiro carnaval marítimo.

Assim que retornou, depois uma hora de caminhada pela calçada paralela, sob sombras das árvores, já tinha planejado escrever sobre o visto e o que a extasiou lá fora.





sábado, 23 de agosto de 2025

Som Estridente

 

(foto pessoal)
Pela orla, quase tudo é alavanca a som alto, estridente, sem acatar os demais que estão ao entorno.

Ela procura estar em áreas mais reservadas  onde possa ouvir não mais do que o ruído suave das ondas beijando a areia, uma delicadeza que admira muitíssimo.

O seu máximo é apreciar os arabescos, na Praia da Arrebentação, das vagas mais exitosas batendo nas pedras.

Mesmo em casa, gosta de ouvir canções num tom razoável. Mora sozinha, mas seus ouvidos merecem cuidado.

Sonoridade existe para saborear músicas,  ter alerta  de perigos ao redor, comunicar uns com os outros, não para entupir de besteiras a mente alheia. 

As canções que entoam ruído estridente possuem uma letra horrorosa,  normalmente, sem pudor algum e com uma mensagem decadente. Os ouvidos morrem de vergonha. Coitados!

Já são suficientes os carros de propaganda em volume assustador, sem anuir os horários de repouso após almoço, se têm idosos nos lares ou autistas até mesmo animais que se amedrontam facilmente.


Caçadora de Delicadezas

(foto pessoal)

Sai em busca de cromatizar seus dias, todas as manhãs surge o contentamento. É na deambulação matinal que redeposita energia usual, agradece com ânimo e generosidade o recém chegado momento .

Nada se abnega a escapulir do cuidado do Criador, solicita com fé, ora com reconhecimento, eleva seu coração, sem ingratidão.

Vê companheiros como primores, é caçadora de delicadezas, vivencia serem mimosas em matizes.

Pérolas perfumadas, amor, bondade e esperança, postas pelo Senhor do seu âmago.

Flores lhe outorgam todo direito, põem seu espírito contrito, enfeitam seu viver.

Seu íntimo sente-se abençoado, bendiz as multicolores, são seus fraternos amores.




quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Registros Afetivos


(foto pessoal Emboacica Anchieta)

Um final de semana na roça é  pura energia, abastecimento do espírito, contemplação da natureza, enriquecimento da alma. 

O tacho de doce de laranja da terra no fogão à lenha está posto.

O bobó de camarão e o arroz de polvo feito em sua hospedagem atinge o olfato da família toda.

O quarto preparado para ela, com cama composta de almofadas com mensagens.

O verde exuberante por toda parte se exibe majestoso.

O azul espantando várias nuvens, transformando o firmamento num manto celeste espetacular

Na mata ao redor, os ipês amarelos embelezam todo espaço ao entorno. 

Flores do campo perfumando o ambiente, discretamente, sem ofuscar o brilho uma da outra.

O Maracujá subindo pela ramada afora nos fundos do quintal.

Mamão verde no pé, cana-de-açúcar pronta para adoçar o café,  limão, lima da Pérsia já  madura,  abacate e até  melancia, horta em estado de espera da florescência. 

Montanhas servindo de pasto ao gado, degustando feliz.

O arame farpado contornando e delimitando o espaço de cada habitante do pedaço. 

A lua se exibe vaidosa, chamando a atenção de todos os contemplativos dos habitantes e visitantes. 

O condomínio vai sendo construído à base da família reunida.

As porteiras vão sendo abertas antes de prosseguirmos a viagem de volta.

Há  amor, riso em cada coração ali presente por afinidade e laços familiares.

Na estrada,  a saudade lateja forte,  bem nutrida.

Os olhos lacrimejam.

Só algo a entristeceu: um olhar ao léu, parecendo se despedir dos  vários postais naturais do lugar.





Um Livro

  INSPIRAÇÕES FURTIVAS O blog foi transformado em livro...