Seus cabelos cresceram.
Tesouras, escovas não faziam parte do visual.
Há tempos abandonou salão de beleza, não tinha importância no presente.
Aprendeu a retocar e hidratar em casa, paciência valia muito.
Não mais à clínica de estética, suas massagens relaxantes ou drenagem linfática.
Empenhou-se em reinventar-se, hidrata em casa, usa escovação apropriada, nem de batom precisa para caminhar.
Gosta de sentir-se livre, tem saudáveis hábitos higiênicos, unhas aparadas, ela esmalta em casa, precisa só de podólogo, um vez ou outra.
Visual necessário, repaginar interior. Nenhum salão esteticista faz sua competência.
No dia em que o caldo se entornou de forma irreparável.
Sofreu muito, uma dor aguda crudelíssima que jamais pode superar.
A cada dia que vivia, mais inconsolada se sentia, chorava incessantemente.
Algumas pequenas alegrias em sua vida amenizavam um tiquinho seu desgosto.
Sua saúde se abalara demasiadamente, a ponto de não saber controlar.
Volta e meia vinham lembranças de todos momentos lindos inesquecíveis vividos.
Desesperançada de voltar a ser feliz como fora, vive, resignadamente, solitária.
Muitas e muitas vezes foi, e ainda vai, à roça passear. Por lá tem inúmeros animais domésticos.