sábado, 16 de agosto de 2025
Criança Esperança
sexta-feira, 15 de agosto de 2025
Desígnios Refeitos
Mergulha no seu interior, uma imersão em sua alma.
Sonhos desfeitos, desígnios refeitos.
Águas mais profundas, avança ela, sem soçobrar, livre na derrocada interno.
Com palmas, teço laços de ternura, paulatinamente envolta, no mundo da hidrosfera.
Confiantemente, concebe doce quimera, enlaça, num abraço, seu mundo azul, açucarado, terno.
Imenso desejo de navegar, forte sentimento como aço envolve-a no ardor grandioso de amar.
Longe, apartada numa aventura extasiante, digna do mais nobre rei e rainha submergindo na maviosa ladainha do amor tramado e deslumbrante.
Vai-se! O medo foi lançado à água escaldante, o dono do mar lavou seu ser, a maldição não tem mais, sobre ela, poder.
O mundo mágico do hidro a deixa extasiada, desde o começo. É conduzida ao mais profundo dela num bonançoso desafogar da alma bulicosa e sonhadora onde esteve desolada, mas recuperada pela fidelidade do Criador que nunca lhe faltou.
quinta-feira, 14 de agosto de 2025
Viver Docemente
Sabia que as dezenas de anos estavam se acumulando dia após dia e não lhes causavam estranhamento algum.
Não fossem alguns contratempos típicos da idade, nada as tirava do sério em alguns momentos.
Ambas tinham filhos distantes, cada qual com suas famílias constituídas.
Visitavam ou eram visitadas por eles e seus netos.
Tudo era normal como boas vizinhas do mesmo edifício. Não incomodavam uma a outra, partilhavam quitutes, tomavam cafezinho juntas em alguns dias, iam ao médico e ainda passeavam para espantar males próprios dos anos idos, após consultas e exames que se acumulavam. Uma dava força à outra.
Estranhamento para elas era ver pessoas se digladiando por nada, gente sem noção reclamando de tudo (inclusive do calor ou do frio) sem aproveitar os últimos anos da vida.
Como estranhar a cordialidade, a amizade, a boa convivência da vizinhança? Jamais! Aliás, eram ambas viúvas e os demais dois vizinhos do andar eram casal de também idosos, mas eram pares.
Estranhamento sem noção é a falta de amor ao próximo.
quarta-feira, 13 de agosto de 2025
Vazantes da Eternidade
Para que viver em questionamentos desnecessários, em desilusões como num turbilhão?
Muito mais saudável é dar corda à Esperança, estar em harmonia com o pélago amoroso nela.
Seria como se não tivesse consciência da luz e do breu, desolador!
Do Amor, tem lembranças azuis, ultrapassa as memórias, só os dois, junto ao mar. É o mar que a faz lembrar todo dia dele. Ele é tão sagrado como o afeto que brotou.
Eterno não só enquanto dure nas vazantes da eternidade, afaste-se a efemeridade.
terça-feira, 12 de agosto de 2025
Sombra Protetora
Ainda que não fosse enxergada, mesmo que como um nada fosse tratada, Deus nunca a abandonava, Ele é o que a amparava, como uma Capa Impermeável no tempo nefasto, ia à sua frente, como uma Sombra Protetora, em situação ruim, Ele a guardava, sua Proteção era indiscutível, Ele não só velava, como se desvelava.
Se, no decorrer do cotidiano, sentia-se só, desamparada, a Aura do Altíssimo é visível a arrastou, se caminhava encurralada num canto qualquer, como se não tivesse rumo nem prumo.
Ele elevava sua alma, fá-la-ia transparente, agasalhava e abrigava todo seu ser recolhido.
No caminho, sua Mão a orienta ao bom passo, a do Amor que cuida, zela e é indestrutível.
segunda-feira, 11 de agosto de 2025
Há Vida Lá Fora
Lá fora, há vida. E cá dentro?
Precisa estar azulada em meio à natureza tão majestosa diante da sua ventana.
O mar, no tom cerúleo, pacifica seu coração. Não dá para se viver de fendas fechadas, a alma fica desolada, o calor do sol não energiza, o viver fica trancado.
As flores embelezam o jardim, será que há vigor nele?
Arvoredos crescem viçosos, o gramado bem verde, oxigena seu âmago.
Há abundante vigor lá fora.
Deus a auxilie na lida diária a se dar ao desfrute das benesses criadas pelo Escultor a lhe fascinar.
sábado, 9 de agosto de 2025
Sentimento Fraternal
Coração Rosado
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