quinta-feira, 26 de junho de 2025
O Pássaro e a Flor
quarta-feira, 25 de junho de 2025
Menina Contemplativa
Foi infante contemplativa da natureza desde pequenina, perambulava pela rua de chão de terra, à residência de sua estimada avó, tocava na plantinha com seu dedo, ela adormecia. Êxtase! Diante da quaresmeira rosada puxando para o lilás, vivia uma felicidade descomunal da qual nunca se esqueceu.
Cria que a vida fosse assim bem florida, no verde alentador.
Cresceu, percebeu não ser, embora guardasse em seu coração um milagre de expectativa na humanidade, mantinha, em seu coração, uma ponta de probabilidade.
Como se comportar doravante?
Esperançar é seu lema de vida, avançar! Eia, menina!
terça-feira, 24 de junho de 2025
Princesa Pintora
A princesa pincela amores de ternura florida, cores em flores. Vai colorindo seu destino sem meneio, em tons suaves, seu futuro delineia.
Traça rumos, rabisca sonhos, clareia escuridão externa, pura comoção.
Entre retas, curvas, afasta fantasmas, encontra um local de mimosas coloridas.
Sua tela está em construção, dá cada demão com muita emoção.
Nada de rotineiro, seu eu pintaria.
Seria uma moldura inédita, conteúdo com irreverência.
Ao abrir as cortinas à vernissage, caso assustasse os convidados, teria um desenlace de camaradagem.
Afinal, é princesa, pinta somente amores.
segunda-feira, 23 de junho de 2025
Pedófilos
Pedófilos, malfeitores, frigoríficos do mal
proceder, transgressores, ruminadores de
indecências, têm sensibilidade comprometida,
aos movedores da corrupção da inocência,
nômades assassinos se tornam, predispostos
a maquinarem toda sorte de malícias aos
inocentes.
Peripécias tramam, fomentam danos aos
infantes, trancafiam sonhos, roedores da
pureza, sem noção do perigo, mutiladores de
afetos, narcisos se tornam.
Paixão desregrada têm. Fecundam tragédias
no emocional, transpassam o normal,
ruminam maquiavélicos encontros, sorrateiros,
enganam a si, maquinam traições aos
responsáveis, não sensatos, inconfidentes,
delinquentes.
domingo, 22 de junho de 2025
Fã Marítima
Do grandioso Mar Sagrado, tanto é fã com agrado, ama, docemente, seu nado. Considera-se próxima e bem amante da água cristalina brilhante, devaneava no sonho emocionante.
Contempla cenário edificante, como aprendiz, navega. Não é torturante, no cenário divino, meditar.
No tempo embaçado, desanuviava, quem tem coração de mel, todo tempo fechado é céu, apenas canta e louva.
Se preocupação está rente à cabeça, despedaçando em mil fragmentos seu coração, fragmentando sua emoção, libera uma nova gargalhada. Nada como um delicioso riso ou berros a modo de aliviar a tensão. Afasta todo amargo, indesejado fel.
No Mar, é feliz a prosseguir seu caminho.
sábado, 21 de junho de 2025
O Trem da Ausência
Havia lhe demandado um tempo, ela entendeu erroneamente, acreditou que fosse a resolver situações problemáticas e emergenciais.
Sofreu, adoeceu e aguardou.
Todas as manhãs olhava, atentamente, a Estação com esperança nos primeiros tempos, mas foi sentindo que não foi só um parcial o que ele lhe sugerira, foi um adeus eterno e ela creu ser apenas um doloroso, saudoso, até breve.
Anteriormente, a Estação era motivo de expectativa, na contemporaneidade, de dor e lágrimas incontidas.
Jamais esperava tal coisa, batizou a Estação de Saudade Férrea.
Casa Campestre
Almejava um sonho precioso que guardava desde a juventude no refúgio secreto do seu íntimo.
Era uma mulher batalhadora e trabalhou muito até o tempo em que podia realizar seu desejo onírico.
Como admiradora campal, escolheu, com calma, um belo ranchinho onde o casal de velhinhos havia ido morar com filhos na capital e resolveu se desfazer daquela pérola de lar.
Quando foi conhecer o aconchegante vilarejo, já se apaixonou pela calmaria do lugar.
O cenário era admirável. Arrancou suspiros em seu coração enamorado pelas coisas da roça.
Cônscia de que teria poucos vizinhos, não via problema. Ao menos com três poderia partilhar seus bolinhos de milho, um café quentinho feito no fogão à lenha atrás do casebre que iria reformando aos poucos, sem pressa e de acordo com seus parcos recursos.
Ao redor, tinha uma árvore majestosa que a recordar das cerejeiras de Itapecerica da Serra, onde vivera dias de júbilo e revestida de muito amor do amado do seu coração.
Em suas raízes quase expostas, havia um canteiro de rosas, entremeadas com onze horas e margaridas das pequeninas e brancas. Miosótis davam um toque especial.
A vida estava se transformando em cor-de-rosa, num rosado tênue, de beleza extraordinária, um doce encanto para seu olhar contemplativo.
Quando à tarde, sentada na rede, admirava a natureza, sentia tudo com muita gratidão. Realmente, valera a pena ter esperado tanto tempo para realizar seus ideais da juventude. Experenciava um momento jubiloso da sua vida até o final dos seus dias, sozinha com seu Criador.
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