Passeia pelo bosque na primavera da sua alma, vê um jogo de luz, o sol brilhando entre árvores, folhas verdes em diversos tons.
Raios de sol pousam em sua pele, tudo é festa na natureza, há vivacidade nela.
Ganha surpresas cotidianas, o nascer do sol e o poente.
De canto e recanto por onde passa, olha uma flor em seu coração.
No final do seu passeio, reúne um lindo ramalhete floral, colocando-o no vaso do seu viver.
Depois de banhar-se com água de rosas pegou um pincel, tinta acrílica e começou a pintar.
O resultado perfumou todo seu eu, não ficou imune à beleza da primavera, ela logo virá amenizar dores, revestir-se de cores, enfeitar-se com suas formosas, delicadas e frescas belezas mimosas.
Doravante, serão ela e o quadro floral um arranjo perfeito odorizado campestre para afirmar seu ambiente.
Chama-lhe a atenção a vasta área de palmeira, quando está no Norte e Nordeste do Brasil.
Abre a fechadura do seu coração e contempla a imagem bela que por lá a encanta.
Aperta o cinto de segurança para não cair das nuvens por tão enlevada que fica com a paisagem que a fascina.
Seu ser se faz estupefata com tanta formosura.
Palmeiras e coqueirais são verdadeiras delicadezas divinas.
Meninos brincavam na lagoa, chegaram dois meninos.
Um deles impediu que uma menina se juntasse à brincadeira.
Outro, muito extrovertido, logo chamou a garota, animadamente, a espiar peixinhos a nadar.
Uma mulher, limpando o terreiro próximo à lagoa, percebeu como foi difícil para ele aceitar a cordialidade do menino.
Ficou calado, fez manha, embirrado, se fazendo de rogado, tentando dificultar a aproximação.
A turminha insistiu, não teve jeito, ele isolou-se do fortuito grupo misto.
Coitado do pobre egoísta, ficou só.
Afaga-se com ternura e aos que lhe são caros ao coração.
A figura paterna faz com que ela solte fachos coloridos de foguetório interior pelo Refúgio que lhe cuida.
Pede o Fogo do Espírito para lhe dar o dom do perdão e afugentar toda dor que queima seu íntimo.
Foge para seu eu real, cria fagulhas atmosféricas amorosas, é a solução ideal.
Não se deixa ser figueira estéril.
Sai a caminhar, sabia de antemão, o encontro tão esperado, aconteceria naquele dia, seria um momento de muita emoção, iria espreitar à dire...