quarta-feira, 30 de abril de 2025

Renovar da Alma

 

(foto pessoal - Araruama - RJ)

Falando em flores, vez por outra, encontra sujeiras em meio aos jardins por onde caminha.
Fica triste com as imundícies,  mas foca nas flores tão somente.
Elas renovam sua alma, sem elas, a vida fica com pouco perfume.
Deus a abençoa pelas flores, até sua rua é arborizada com flores desde seu início.
Fica como criança olhando para o alto a fim de vê-las.
Elas são suas amigas, quase as melhores, por que?
Eles não falam asneiras, a compreendem em seus silêncios fecundos, ainda embelezam seus caminhos.
E o desasseio de alguns jardins?
Quase não o tem por onde passa, mas se tivesse, seria bem pouco, tendo em vista que há tanta porcaria que tenta destruir sua alma leve no dia a dia pelo mundo afora e  dentro do coração de alguns seres ditos humanos.
É fato!





terça-feira, 29 de abril de 2025

Sonho de Ícaro?

 

(foto pessoal - Praia da Costa - Vila Velha - ES)

Ia pela orla imaginando o que iria encontrar: interessantes paisagens belas. indubitavelmente um ímpar momento e, instigada pelo mar, ia matutando e imaginando belezas. Nada ignoravam seus olhos investigativos.
Idealizava que percorria ilhas.
Intuição à parte,  anotava lindezas a imitar uma ideia que um indígena lhe partilhou.
Era já idosa, uma ídola numa comunidade.
Iniciava o dia com ítens importantes e seu dia rendia.
Não era sonho de Ícaro, ia realizando o que sonhava.

segunda-feira, 28 de abril de 2025

Porto Seguro



(foto pessoal - Anchieta - ES)

Vivia serenamente em seu mar sagrado, já tinha por hábito ser só e ter que tomar decisões ao longo da sua vida. Pensava muito, tinha cautela, defendia os que amava.

Aprendera que não adiantava sofrer antecipadamente, nem correr, se agitar, se preocupar antes do que pudesse vir à tona. Confiava, inteiramente, na Providência Divina, sem duvidar nem esmorecer sua crença.

A pressa não fazia parte do seu cotidiano. Correria para que?

Navegação discreta era seu perfil diário. A meditação era sua forma de acalmar seu espírito.

Uma coisa tinha por certa, não deixava o barco correr, displicentemente, não deletava a quem amava, tampouco nunca foi Maria vai com as outras.

Era flexível, atestado por pessoas idôneas que a conheciam e a ajudavam no processo de autoconhecimento.

Não era uma mulher de deixar para lá, tinha sua própria fortaleza interior, ia atrás do comando divino a lhe auxiliar.

No período da Pandemia aprendeu a ter mais calma, apesar de já ter perdido seres queridos, de ter sua saúde debilitada, não via mais as amigas, separada de todos por força das circunstâncias, permanecia à espera.

Seu momento presente não era dos melhores, nunca sofrera tanto, entretanto recebia força do Onipotente e Onisciente que não a abandona.

O barco do seu coração navegava tranquilo, toda segurança sabia vir de Deus Pai.

Segurava-se em suas mãos abençoadoras, ia firme com toda paciência com que fora revestida desde a tenra idade.

Não explodia, muito pelo contrário, implodia e lhe causava danos. A maioria das pessoa explodem facilmente e ela evitava tal disparate.

Em águas tranquilas, nem precisava remar a embarcação segura pelo sagrado que nela habitava. No ancoradouro celestial, passava seus anos, deixava seu bote fluir nas águas mais profundas.




domingo, 27 de abril de 2025

Amante da Natureza

 



(foto pessoal - Anchieta - ES)

Era amante do biossistema, todos os dias gostava de perambular pelo verde e receber energia pura, bom oxigênio e cheiro de maresia.

Em seu quintal, tinha um enorme guarda-sol, passava suas horas livres à sua sombra apreciando o oceano que tinha à sua frente.

Entre o verde do seu belo jardim, o azul do céu e mar, compõe sentidos versos.

Num instante vespertino, o imprevisível aconteceu. Olhou para o alto e a infusão de cores tomou conta do seu coração.

Ei-lo majestoso num cair do sol antecedendo as chuvas de verão!

Ficou encantada após um tempo até ele se despedir dela, recomeçou a escrever sobre a paciência do papel sendo superior à das pessoas de um modo em geral.

Adormeceu ao som do temporal, serenamente, em seguida, fazia suas preces noturnas, impregnadas das cores furtivas nos olhos e no coração.




sábado, 26 de abril de 2025

Recanto Próspero

 

(foto pessoal Praia da Areia Preta - Guarapari- ES)

Num belo dia, decidiu mudar de direção.

Saiu do lugar onde morava, ganhou de inhapa, de lambuja, um local ainda mais belo, em todos os sentidos.

Se tinha tristeza ao se recordar daquele sítio?

Sim, muita.

O lado bonito do cenário que lhe rodeava, desde o pélago ao braço de mar, lhe dava força para continuar ali, mesmo ele sendo testemunha das suas copiosas lágrimas que se uniam às marolas, de vez em quando.

Experimentava muita saudade dos momentos felizes que já tinha vivido. Impossível esquecer dos motivos em que o coração tem para se fixar.

Estava, diariamente, agradecendo ao Alto a beleza do lugar onde Ele lhe outorgou residir.

Afastava toda tristeza que a vida dá de gorjeta com caminhadas bem devagar a contemplar toda graça do novo ambiente praiano de águas transparentes e ar puro.

Sabia ser grata por onde a vida lhe presenteia transitar de forma mais fixa .



sexta-feira, 25 de abril de 2025

Magia Vespertina

 

(foto pessoal Anchieta ES)

Caminhava pela praia assiduamente. Não conseguia um dia sequer ficar longe do seu amado mar. Era como uma insulina.

Algumas pessoas idosas não aguentavam caminhar se fazia tempo ruim, se pingos de chuviscos se insinuavam, se a artrose dava o ar da graça e outros motivos mais.

Alguns justificáveis, outros nem tanto, em princípio.

O que tinha certeza era dos efeitos diários que repercutiam a longo prazo na sua saúde.

Montada na razão, não se precisa de esporas, continuava seu percurso cotidiano.

Ficar em casa sentada não dá, pensava sabiamente.

Há que se movimentar e só sentar-se para escrever, fazer suas refeições, arrumar a casa, passear.

Deitar-se só para descansar à noite, aí sim um bom e merecido descanso de regozijo e refazimento.


quinta-feira, 24 de abril de 2025

Ecos Marítimos

 


(foto pessoal - Peracanga - Nova Guarapari - ES)




Fez um lindo passeio na semana dos feriados, embora já conhecesse o lugar visitado de novo numa outra Estação mais calorenta com a família.

Nesta feita, foi com outros membros da família. Como eles não gostavam de praia lotada de pessoas, escolheram um horário de menor calor e o objetivo era apreciar o pôr-do-sol. Era a vontade de todos apreciar a natureza e assistir o magistral espetáculo do poente.

Foi tudo um êxtase.

Praia calma, maré mansa, parcas marolas, poucos turistas já se recolhendo, cabanas fechadas, o sol se pondo a embelezar ainda mais todo cenário na insinuação da sua despedida radiosa.

Caminhando pela orla, na areia, a sessão e fotos foi logo posta em cena. Ela treinava o celular novo, ainda sem entender todos recursos melindrosos.

Que importava?

O cenário por si roubava toda sua atenção.

Fazia um eco do seu passeio precioso, compartilhando a beleza do lugar. Não é toa que se chama Nova Guarapari.

É mesmo um mundo novo se descortinando aos turistas com muita propriedade, descerrando sua tranquilidade, na certa, um novo point.

O lugar já lhe era familiar pois o book da filha havia sido feito lá por ser desértica e rústica, mais ainda há anos passados. Entretanto, novidade acontece sempre que o coração se dispõe a enxergar algo inaugural.


Coração Rosado

Sai a caminhar, sabia de antemão, o encontro tão esperado, aconteceria naquele dia, seria um momento de muita emoção, iria espreitar  à dire...