Num agrupamento mágico cheio de mistério, pessoas andavam perplexas procurando um grande tesouro
escondido, se esbarravam sem complacência com os semelhantes. Atropelavam-se, desmedidamente, num desassossego semelhante à caça de pérolas negras no côncavo do oceano.
Olvidavam-se dos seus tributos frequentes em prol do tal enigma a atingir a ventura cabal.
Reuniram-se em grupos isolados nas cavernas negras das florestas, conservando tamanho sigilo a fim de descobrirem uma chave ou senha do tal patrimônio secreto para dar cabo à consternação da humanidade sedenta de afeto sincero.
Uma vez suspeitado que se tinha conseguido algum resquício verídico, corriam em campo magnético com egoísmo para salvar a sua parte e serem os únicos a desfrutarem do regozijo final. Cada um deslocava-se por si, rumo ao paraíso do amor.
A incógnita era estranha, num idioma nada universal, passavam pelos bosques e se perdiam num labirinto cada vez mais impenetrável.
Estranhavam-se entre si, defrontavam-se e quase se digladiavam, ao final do labirinto em que adentravam no intuito da descoberta afinal cada vez mais distante e defraudada.
Emaranhavam-se num abismo profundo, cegos de desejos vários e não altruístas.
A charada era clara aos fortes e corajosos somente...

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