(foto pessoal Nova Friburgo RJ)
Nasceu com cara de otária, bem como muito mais tarde lhe disseram seus filhos, um a um, cada qual à sua maneira.
A filha, um dia, lhe disse que ela tratava leões como se tratasse de gatinhos, um filho lhe alertava sobre como todos se aproveitavam dela e o outro lhe dizia, explicitamente, para ela deixar de ser trouxa.
Confiava nas pessoas como se elas fossem como ela.
Não saiu como sua avó mineira.
No Brasil, sabemos que os mineiros têm fama de desconfiados.
Hoje em dia, ela está crendo ser pura verdade.
Não se pode confiar em quase ninguém.
Mesmo naqueles que parecem confiáveis... podem nos trair a qualquer momento.
O que ela não aprendeu ainda, entrando na melhor idade, na fase da sétima dezena de vida, é confiar desconfiando.
Será que ela vai aprender depois de tanto baque na vida?
Deus permita que sim.
Confiar desconfiando.
O mundo não é cor-de-rosa como nos contos de fada que aprendera na infância e ainda conserva em seu puro coração.
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Confiar desconfiando...A velhice nos ensina e o mundo nos mostra! E assim vamos, sem perder nossa graça,rs...beijos, chica
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