(foto pessoal Praia das Virtudes Guarapari ES)
Era um cão bem cuidado, tinha ração de primeira qualidade, tosa, banho de principezinho, em seu lar tinha todo carinho.
Vivia passeando de coleira pelo calçadão, à beira-mar para orgulho do seu dono que o exibia todo orgulhoso.
Tinha pelo bem tratado, brilhoso, nem parecia um cachorro de médio porte. Estava mais para um 'menino' elegante.
Até uma namorada vinha lhe visitar da casa de outro dono. Era linda, peludinha, de lacinhos rosas, pelinho brilhante da cor de mel.
Tudo fluía muito bem até chegar em sua cidade, uma tal de Pandemia.
Escutava um alvoroço, passou a dormir do lado de fora, não teve mais ida à tosa, nem dengos dos meninos.
Sua namorada não vinha mais visitá-lo. Aliás, ninguém mais naquela casa vinha.
Começou a ficar amuado, nem quase chegavam perto dele, tinha vez que lhe faltava ração, só comia resto de comida e não apetecia.
Um dia de muita chuva, o puseram num saco metido no bagageiro do carro, quase nem podia respirar. Ainda bem que chegou logo ao destino.
Uma rua escura e deserta, sem uma viva alma.
O carro partiu, sem dizer adeus. Que dor sentiu o pobre coitado!
Deitou numa relva cheia de lixo, adormeceu de fome e frio.
Daí em diante, passou a perambular por aí, sem destino.
Sem nada entender, morria aos pouquinhos, enquanto outros no mundo lutavam para sobreviver.

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