Um ser humano vivendo em circunstâncias abjetas, desprezíveis ou reprováveis, no labéu da sociedade, na realidade é um homem insultado, desprezível.
A lama em sua alma derruba sua autoestima, sua vontade de viver.
Ele perde sua dignidade.
Muitas vezes, em nossa caminhada, nos deparamos com a lama, de variadas formas. Ou, no sentido literal, nas chuvas incessantes que temos passado ao sairmos um pouco de casa por assuntos emergenciais ou no sentido figurado, como comecei a falar nos parágrafos acima.
É terrível a lama comum, pouca que tenhamos que enfrentar, que dirá a lama tóxica que abateu várias barragens.
Um dia de respingo enlameado já nos tira do sério, então a lama da alma que gruda e a água não a retira, talvez nunca mais os restaure.
A pessoa sem perspectivas de vida, cheias de dificuldades, em extrema pobreza, com fome, fica sem condições de levantar seu ânimo e sua generosidade.
Ultrapassar a lama da alma é muito mais difícil do que a de uma tempestade que seja desastrosa.
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