Há três meses que um calor infernal invade cada cômodo da casa, os espaços das ruas, forçando-me a ir à praia diariamente numa maratona que acabou sendo não fastidiosa.
Eu, que morava aqui na cidade há sete anos, não me aventurava a tal façanha por ver as praias lotadas, coisa que não gosto.
Eis que chega, enfim, o prenúncio de folhas caindo no chão, clima ameno e o famoso crec, crec que tanto aprecio ouvir ao pisar nos tapetes pela orla
e parques.
As folhas irão amarelar, cair, bailarão das árvores despencadas, ocasionando um circuito inusitado na paisagem que vai se dourar aos poucos me encantando de forma ímpar.
A alegria com que os amigos do além-mar sentiram com a chegada da primavera, eu sinto com as primícias do outono do lado de cá. É minha segunda Estação preferida, o céu permanecerá azulado como tem estado, numa tonalidade que por si só me acalma a alma.
Folhas, folhinhas minhas, venham alimentar minha fantasia outonal, deixem-me pegar carona em seus voos deslumbrantes!

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