sábado, 31 de janeiro de 2026

Dor na Alma x Resiliência

 


(foto pessoal Porto Seguro BA)




Quando está com problemas, todo o corpo sofre. Tudo trava.

Tira-lhe o prazer, rouba-lhe a alegria.

Pessoas aflitas, com crateras enormes, com quebras na alma

ficam.

Analgésicos não resolvem suas dores da alma.

Paliativos não resolvem.

Pode fazer uma viagem ao exterior, passar o dia todo no

Shopping, mas se estiver dolorida a alma, continuará doendo.

O suicídio ou a fuga não vão resolver o problema. Judas em

crise, optou por se enforcar. Pedro optou pelo arrependimento

da sua negação.

Sabe que precisa investir no tratamento preventivo, na oração.

Sua alma aflita e ansiosa vai se acalmando pouco a

pouco. Os inimigos da alma são sutis, sorrateiros.

Lambuza de mel às suas funestas ofertas para a destruir.

Confiar na pessoa errada também pode ser fatal. Assim como

fazer amizades por interesse.

Ser amiga de Jesus é o Caminho.

Está acima de religião.

As endotoxinas, as infecções da alma são mortais, muitas

vezes. 

Pecado não é só matar, roubar. Errar no alvo é não agradar a

Deus, é trair a confiança dos amigos, é denegrir a imagem do

outro; com seu medo, mata o outro.

Uma religião que não altera o caráter, a família, a pessoa

como um todo, é apenas de intelecto.

Medieval, obsoleta, medíocre e sem sentido ela seria, se

assim fosse.

Cristianismo inquisidor é o que causa decepção nas pessoas. 

Deus não é um carrasco vingativo, cheio de ira, que anda

próximo de nós somente para descobrir nossos defeitos para

a açoitar.

Ele cura a raiz da sua alma.




A Lama da Alma

 


(foto pessoal)


Um ser humano vivendo em circunstâncias abjetas, desprezíveis ou reprováveis, no labéu da sociedade, na realidade é um homem insultado, desprezível.

A lama em sua alma derruba sua autoestima, sua vontade de viver.

Ele perde sua dignidade.

Muitas vezes, em nossa caminhada, nos deparamos com a lama, de variadas formas. Ou, no sentido literal, nas chuvas incessantes que temos passado ao sairmos um pouco de casa por assuntos emergenciais ou no sentido figurado, como comecei a falar nos parágrafos acima.

É terrível a lama comum, pouca que tenhamos que enfrentar, que dirá a lama tóxica que abateu várias barragens.

Um dia de respingo enlameado já nos tira do sério, então a lama da alma que gruda e a água não a retira, talvez nunca mais os restaure.

A pessoa sem perspectivas de vida, cheias de dificuldades, em extrema pobreza, com fome, fica sem condições de levantar seu ânimo e sua generosidade.

Ultrapassar a lama da alma é muito mais difícil do que a de uma tempestade que seja desastrosa.






sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Fácil ou Difícil

 


(foto pessoal)

Nada mais fácil do que sorrir.  Quando o dia amanhece nublado, a tendência é ficar inerte e sombrio, rosto enrugado e reflexivo.
Longe, ares soltos e leves.
Quando a escuridão toma conta do seu ser, um sorriso bem dado, com amor, torna-se pesado e custoso.
É urgente lembrar-se da consolação que virá.
Deixar de lado a aridez, o Supremo lhe dará força necessária, dia após dia.
Nada mais difícil, todavia.










quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

A Paz

 

(foto pessoal)

Zumbido no ouvido, ninguém merece viver em nenhum momento, talvez seja necessário.
Era tímida e parecia se esconder atrás dos livros, entretanto, aprendia muito, mesmo sendo chamada de esquisita pelos amigos da faculdade.
Nem  ligava, com muita sensatez, ignorava tremenda zombaria dos colegas insensatos.
Seguia seu jeito discreto de ser, perspicaz, astuta e nada a deixa azeda nem de mau humor.
É zen, desfruta do silêncio, da solidão e da sua paz interior.
 


terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Livro Interior

 


(foto pessoal)

Foi princesas variadas, de príncipe e princípio, de final feliz, de fada madrinha que me cuidava maternalmente.
Sua  casinha não era tão pequenina muito pelo contrário, comportava não só os pequeninos sete, como os pássaros, as flores e muito mais.
Bastava se achegar, ternamente, logo conquista seu coração. Não tinha maçã envenenada que fosse maldição eterna.
Os livros eram seu espelho de alma As poesias encantavam sua infância.. Punha-se como a rosa do Príncipe Pequeno. Foi a Iracema de Alencar, também uma das Pupilas do Senhor Reitor. Teve seus momentos de Poliana Menina, Moça e Mulher.
A madura está sendo escrita, faz uma limonada do limão e o Livro Sagrado lhe deu um polimento bem profundo e está gostando das páginas finais do seu próprio livro do viver. Foi o  santo livro que lhe ajudaram a reescrever as folhas de desencanto e lhe deu vigor ao desencanto, integrou-a de volta à vida. Coloriu-a azuladamente.
Para saber a essência do seu novo livro, basta olhar em seus olhos, com calma, sem nenhuma pressa, para não perder o melhor dos capítulos do seu viver.



Contornando Certa Situação

 


(foto pessoal Emboacica Anchieta ES)

Era uma vez uma jovem camponesa que tinha conquistado alguns méritos devido a seu capricho em tudo o que fazia.
Morava distante de muitas coisas que lhe interessavam concluir e ampliar seu leque de conhecimento.
Saiu em campo, batalhou um lugar na cidade a fim de morar na residência de uma senhora que era comadre de uma amiga da faculdade recém-formada e nada a impediu de realizar seus sonhos de estudante aplicada, embora estivesse não tão confortável.
Sabia que todos tinham sombras e virtudes e quem não tinha vício era raro.
Ela tinha um que não queria abandonar: o de perseverar em meio às tribulações.
Um vício discreto como o de chorar e desabafar consigo e seguir de cabeça erguida o cotidiano.
Ela sentia discrição por conseguir controlar a situação de revertério que a fazia tombar, segurar a cruz e prosseguir.






domingo, 25 de janeiro de 2026

Flor da Amizade

 




Era uma moça bem prendada, uma jardineira fiel ao seu jardim, cultivava flores como se estivesse diante de meninos pequenos que precisavam de toda atenção e carinho.

Nem um bichinho de jardim ela desprezava. 

Apesar de que punha fertilizantes  naturais para o bom desenvolvimento das plantinhas, ela deixava as lesmas, joaninhas, caracóis, borboletas, em paz.

Ela sabia bem que jardins necessitavam de paciência de chinês, ou seja, agia com se fosse ela  mesma uma lesma, ia com calma, tirava folhinha por folhinha e deixava cada uma se desabrochar de acordo com seu ritmo, não se antecipava à ação da natureza tão bela e certeira.

Aprendia com a vida, passo a passo, que nem tudo que se quer se tem, ia com toda calma, dia após dia. 

- Para que pressa se todos temos garantido o infinito um dia, pensava ela.

É a única coisa certa que se tem, o mais é paciência de Jó ou de lesma, quiçá, dizia ela?

O que a encantava mesmo era acordar e ver uma florzinha nova se abrindo em seu jardim. Não tinha preço para ela, dava uma sensação de esperança de dias melhores na selva de pedra onde a humanidade habita.

Cada elemento da natureza tem uma função, respeitava a cada um com amor.



sábado, 24 de janeiro de 2026

Só se Fosse Louca




Só se fosse louca, explicou, abandonaria seu Amor por eles.

Era mulher sofrida, vivera vida difícil, trabalhara, criara filhos na maior dificuldade. 
Exigida desde sua infância, lágrimas  eram companhia.  Resignara-se. Limitara-se a fazer o bem e a rezar pelas pessoas. Herdara de suas avós  o dom da intercessão.
Cansada, esgotada, emocionalmente,  um dia ousara pedir a Deus para mudar sua sorte.
Fizera retiro espiritual e o que pedira a Deus lhe fora concedido.
Considera-se muito feliz e agradecida.





sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Fora do Casulo

 




Saiu da sua janela, do seu casulo, do seu aconchego seguro.

Com eles, ela tem força de prosseguir a caminhada.

Cada poente, cada anoitecer lindo contempla em seus passeios pela linda cidade dos poetas onde tem a honra de morar. Um presente do Criador, certamente.

Foram dias memoráveis.

Por sorte, o Verão não findou, os meninos vão estudar. Ano letivo a todo vapor.

Ela continuará a peregrinar. Como Inácio de Loyola, sozinha e a pé.

À espera do próximo feriadão e possibilidade.

Foram dias tão lindos que pareciam bordados de poesia.

Por outro lado, em antônimo do vivido por ela durante os últimos tempos, os terremotos e guerras estão minando toda alegria atual de todos nós.

Uma tristeza gigante.

Só por estar longe do ocorrido, não significa que não sofra como se lá estivesse.

Pedia ao Supremo para ter piedade da humanidade e dos povos em questão de forma toda especial.



quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Pássaro Ferido

 


(foto pessoal)

Vivia solitária numa pequena gaiola, Um dia lhe prenderam sem piedade, ela se acostumou.
Apesar da porta aberta, ela não tinha ânimo de voar, tinha medo de se machucar de novo, de lhe ferirem com toda maldade humana que existe ao seu redor.
Vivia quietinha dentro do seu casulo, sem ânimo de mais nada a não ser contemplar a natureza. 
Haviam lhe cortado o gosto de conviver entre outros pássaros. Tinha esperança sufocada dentro do peito.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Deslumbre

 

(foto pessoal)


Passeia pelo bosque na primavera da sua alma, vê um jogo de luz, o sol brilhando entre árvores, folhas verdes em diversos tons.

Raios de sol pousam em sua pele, tudo é festa na natureza, há vivacidade nela!

Ganha surpresas cotidianas: o nascer do sol, o pôr do sol.

De cada canto e recanto por onde passa, colhe uma flor  em meu coração.

No final do seu passeio, reuniu um lindo ramalhete floral, colocou-o no vaso do seu viver. 

Depois de banhar-se com águas de rosas,  pegou um pincel e tinta acrílica, começou a pintar.

O resultado perfumou todo seu eu, não ficou imune à beleza da Primavera, ela logo virá a amenizar dores, revestir-se-á de cores, enfeitar-se-á com suas formosas, delicadas e frescas belezas mimosas.

Doravante, serão ela e o quadro floral um arranjo perfeito e odorizador de flores campestres para afirmar seu ambiente .




terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Casa da Professora

 


Conheceu um lugar de um sonho antigo, num final de semana ensolarado e que alegrou demais seu coração.
Tudo muito aconchegante por lá, para um descanso num ambiente onde um sofá é apetecido para relaxar.
Um espaço privilegiado onde remonta à casa acolhedora, onde se criava ambiente de ternura para o hóspede ansioso se encantar.
Tapetes em cima dos sofás em cores e tipos.
Uma ornamentação preciosa e indispensável a fim de provocar uma redução do estresse.
Tem áreas de lazer por toda parte, dava gosto de ir por lá, planejando a volta segura para outros eventos, unindo o útil ao agradável.
Casa de professora tem jeito de arrumada, esteticamente bem ornada, com tons nobres e aconchegantes.
Toques delicados, cafezinho quente e muita prosa no ar.
Almofadas para descansar e muita alegria no ar.




Não Harmonia, Ausência de Paz

 

(foto pessoal Rio Vermelho Salvador BA)

Não estando pacificada, fatalmente ficará não integrada.
O que poderia a deixar não ajustada e sujeita a todo tipo de intempérie possível com mais facilidade.
Não se equilibrando,  não se sentindo disposta, não aliviando seu coração. Não se autoconhecendo, não trabalhando seu eu real.
Não fazendo esforço para se polir, não é possível ela se render às suas sombras e virtudes, não a deixando conflitar.
Está aprendendo a dizer não, não e não.





segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

De Corda a Corda

 


(foto pessoal Emboacica Anchieta ES)

Houve um tempo muito bom onde morava em casa com quintal e a filha era bem pequena.
Ia com ela para todo lado e, quando estendia roupa no varal no fundo do quintal, ela ia lhe dando os pregadores.
Demoravam um tempo maior do que era necessário pois me perguntava muita coisa e ela tinha que respondia tudo, pensando no que ia falar pois era inteligente e ela não podia subestimá-la, mesmo sendo pequenina.
Um dia lhe trouxe à tona um fato ultrapassado onde cordas foram transformadas em varais internos do seu apartamento e não tem mais a sua pequena para a acompanhar e, curiosamente, ir lhe perguntando sobre tudo que estava em seu pequeno mundo.
Agora é ela que o faz com seus pequenos netos e, quando por lá se vai, é ela que repete a história com carinho pois eles fazem o mesmo com ela ao estender suas roupinhas na sua casa de quintal grande onde por sorte, cabem os quatro mais a corda de parede à parede e a ela.
Bons tempos se passaram e novos tempos lhe lembraram  e lhe dão lágrimas aos olhos pois a imensa saudade de tudo o narrado aqui toma conta do seu coração.
A cada semana revive belos momentos para fazerem a-cor-dar.     









domingo, 18 de janeiro de 2026

Devaneios Poéticos

 

(foto da IA)

Um amor quentinho, de abrigo, de aconchego e de delícias múltiplas como colo de alguém que me une incondicionalmente e me quer todo bem, me faça adormecer como em almofadas nas nuvens do céu.
Se me vem uma falta de sono temporária, o sabor de  me sentir amada faz com que uma mão se estenda ao alto de forma a avançar noite adentro e galgo alturas nas mais doces emoções.
Só o amor me deixa enlevada e feliz.
Sinto-me como alguém que me cuido com ternura e afeto dos melhores que há na Terra.
Se abandonada, tudo fica desprovido de beleza e me sinto como um ser humano desprezado e infeliz.
Doce é me sentir embalada pela força misteriosa do amor puro e verdadeiro. O que cuida até o fim.
Como o mundo anda carente de amores assim,  vem uma tempestade, um vendaval e o leva embora para sempre.
Abrigada em lembranças, adormeço em devaneios poéticos.



sábado, 17 de janeiro de 2026

Janelas Escancaradas

 

(foto pessoal Santa Mônica Vila Velha ES)


Abro, devagar, minhas janelas  pelas manhãs dos meus anelos com todo vigor da minha alma.

Vou além, vejo não só o visível, alça um voo, miro o invisível.
Confiando em Deus Poderoso, alegro-me, abro bem meu peito, vislumbro ternura no azul gostoso nas águas límpidas do mar sereno,
Ganho força ao cerrar e abrir cortinas.
Minha visão de contemplação é bela!
Extasio-me, vou já descer, saborear, não me contenho diante de tal cena, meu coração fica prestes a amar.
Como é boa minha vista da janela!


sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Desenrolar a Vida

 

(foto pessoal)

Gostava de tecer nas horas vagas, tinha como hobby fazer seus crochês.
Como não tinha gato, trabalhava sem que ninguém embolasse suas linhas.
Acontecia que algum novelo, ao tirar o rótulo, vinha mais enrolado do que linguiça de venda.
Ela, com toda paciência, pois tecer era terapia, desenrolava e fazia outro novelo bem arranjado, pronto para pôr mãos à obra.
Assim vivia seus dias na paz do seu lar.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Travessia Confiável

 

(foto pessoal Petrópolis RJ)





Atravessa a ponte do seu viver, encontra pontes falsas, pensando serem de bosques encantados.
Caiu na trampa da ilusão, do confiar em sua segurança, em sua firmeza. Queda fatal, desoladora, conexão não foi arrimo, a abandonou na metade do trajeto. Ligação desalmada frágil, vínculo enganoso, devastador de sonhos.
Levantou-se dos tombos, outra associação cruzou, parecia firme, consolou-se, achou chegar ao outro lado da margem, se enganou.
União enganadora, perigosa travessia, passagem difícil sem incondicionalidade, caminhou  a esmo, sem estabilidade, sem fim.
Vínculo morada dos deuses, arco-íris de ligação, união de seres opostos, não de aventura a mais, não perigoso caminho, relação de amor puro, sem névoas atordoantes, embaçadoras, uma visão quase celestial, nada banal.
Um elo seguro não seja traiçoeiro, não caiam passantes, não seja de madeira podre, seja revestida de lenha boa, passadiço mediador saudável de belos caminhares, puros sonhares.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Amor à Arte

 

(foto pessoal Lançamento de livro da autora do blog)

A literatura a abraçou nada melhor do que ela abraçar todas as palavras, as do bem, da paz, do amor, da amizade, de ternura, aconchego, laços azuis fraternos, bem alvas.
Aconchega os livros como se fossem pessoas, viaja no mundo mágico dos verbetes benfazejos.
Enche sua vida de significado profundo, anelos de confraternização consigo, tão perfeitos.
Se toda humanidade pudesse se agarrar aos livros, a ignorância da falta de empatia largaria corações, alargaria horizontes em abnegada escala em emoções múltiplas e fecundas, num sadio enlace amoroso.








Silêncio Fecundo

  


Naqueles campos há gados, pastagens, animais mansos, eucaliptos. verdes miragens. 

O silêncio fala quando calo num perigo e oportunidade longe da cidade. 

Escuto o Eterno, observo os matizes, longe do Templo. 

Sou casinha branca, oculta, onde contemplo o terno em meio às fazendas. 

É meu ao longe o gado espalhado pelas montanhas. 

Sou contraste, a também marcada, à comunhão lista. 

Saboreio serenidade profunda da paz do local oriunda.





Dilema?

 

(foto pessoal Emboacica Anchieta ES)

Que maravilha termos caminhos diferentes para podermos exercitar o discernimento entre trilhas excelentes e a que Deus quer para nós!

Não teríamos nenhuma dificuldade em escolher entre um destino mau e um bom. 

Saberíamos perfeitamente qual optarmos.

A maturidade está em escolhermos entre dois caminhos ótimos e em qual o Senhor nos deseja que fiquemos.

Quem sabe disso, quem tem clareza, não fica em dúvida, faz a opção e é imensamente feliz.

Nada como ter consciência reta.





Generosidade

(foto pessoal Nordeste) S entia-se intermitente diante tanto desnível social. C aminhava pelas cidades grandes, ficava com o coração entrist...